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Hospital Santa Rita reabre enfermarias e meio cirúrgico em seguida expulsar fungo do surto

Hospital Santa Rita reabre enfermarias e centro cirúrgico após eliminar fungo do surto

Hospital Santa Rita reabre enfermarias e meio cirúrgico em seguida expulsar fungo do surto

O Hospital Santa Rita, localizado em Vitória, anunciou nesta segunda-feira (24) a reabertura da Renque E e do meio cirúrgico imediato, locais que haviam sido fechados em seguida surto de infecções respiratórias. A retomada das atividades ocorre em seguida a instituição receber laudo técnico que atesta a eliminação do fungo Histoplasma capsulatum, previamente identificado porquê agente originador do surto que atingiu profissionais e pacientes.

A decisão foi baseada em resultados fornecidos por uma empresa especializada em engenharia ambiental, contratada para realizar desinfecção e testes de última geração. Segundo o hospital, amostras de ar e superfície coletadas nos setores afetados não apresentaram material genético do fungo, garantindo segurança aos trabalhadores, pacientes e acompanhantes.

Medidas de segurança e desinfecção
Em nota, a instituição destacou que o fechamento dos setores ocorreu por iniciativa própria e preventiva, sem ordem de fechamento da Vigilância Sanitária. O hospital informou que segue as normas da legislação sanitária pátrio.

“Durante leste período, o hospital realizou uma série de medidas técnicas e estruturais com o objetivo de prometer a máxima segurança aos pacientes, funcionários e profissionais médicos”, informou a unidade de saúde.

Entenda o surto
Os primeiros casos foram registrados no final de setembro, inicialmente entre funcionários que apresentavam alterações radiológicas sugestivas de pneumonia. Posteriormente, pacientes e acompanhantes que frequentavam a Renque E também apresentaram sintomas.

A identificação precisa dos agentes causadores ocorreu no dia 10 de novembro, em seguida investigação conjunta envolvendo o Hospital, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), o Laboratório Medial de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), a Vigilância Sanitária e a Instauração Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além do fungo Histoplasma capsulatum, encontrado nas fezes de morcegos e pombos e transmitido pela inalação de esporos, as análises detectaram a bactéria Burkholderia cepacia em duas técnicas de enfermagem. Esses foram considerados os casos mais graves da investigação.

Rodrigo Rodrigues, diretor do Lacen, explicou a dinâmica das infecções: “O fungo foi o agente originador do surto. A bactéria esteve presente em dois casos específicos, e um dos pacientes chegou a apresentar coinfecção, ou seja, os dois patógenos ao mesmo tempo”.

Investigação das causas
Embora o agente biológico tenha sido identificado, a origem exata da contaminação ambiental ainda não foi confirmada de forma conclusiva. Técnicos do Lacen e da Vigilância Sanitária apontaram, na idade, que trabalhos contínuos na unidade, associados à poeira e ao sistema de ar condicionado, podem ter facilitado a dissipação dos esporos.

A Sesa informou que continuam em curso investigações administrativas para apurar porquê os patógenos entraram e se espalharam no envolvente hospitalar.

Balanço de casos
De pacto com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) na última sexta-feira (21), o cenário atual do surto contabiliza 306 notificações no totalidade.

Os números detalhados são:
. Casos confirmados: 44 (31 funcionários, 8 pacientes e 5 acompanhantes).
. Casos suspeitos: 106.
. Casos descartados: 156.

Em relação às internações, o boletim indica que há dois pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Não há registros de funcionários ou acompanhantes atualmente internados.

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