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Manoel Carlos, fundador das icônicas ‘Helenas’ e historiador do Leblon, morre aos 92 anos no Rio

Manoel Carlos, criador das icônicas ‘Helenas’ e cronista do Leblon, morre aos 92 anos no Rio

Manoel Carlos, fundador das icônicas ‘Helenas’ e historiador do Leblon, morre aos 92 anos no Rio

Um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, o responsável e jornalista Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, espargido popularmente porquê Maneco, morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. O dramaturgo estava internado no Hospital Despensa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson, exigência diagnosticada há murado de seis anos e que, no último ano, afetou seu desenvolvimento motor e cognitivo.

A morte foi confirmada pela família, mas a razão específica não foi divulgada. Em nota solene, os familiares agradeceram o base recebido: “A família agradece as manifestações de carinho e solicita saudação e privacidade neste momento frágil”. O velório será fechado, restrito somente a familiares e amigos íntimos.

Manoel Carlos deixa a esposa, Elisabety Gonçalves de Almeida, com quem era casado desde 1981, e duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. O responsável estava emérito da televisão desde 2014, quando escreveu sua última romance, “Em Família”, e vivia recluso na Zona Sul do Rio.

O historiador do cotidiano
Nascido em São Paulo em 14 de março de 1933, mas autodeclarado “carioca de coração”, Manoel Carlos construiu uma curso marcada pela reparo minuciosa do comportamento humano. Suas tramas eram frequentemente ambientadas no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, cenário que, sob sua pena, tornou-se quase um personagem mitológico.

Maneco iniciou a vida profissional aos 14 anos porquê facilitar de escritório, mas logo ingressou no meio artístico. Aos 17 anos, estreou porquê ator no “Grande Teatro Tupi” e participou do grupo “Adoradores de Minerva”, que se reunia na Livraria Municipal de São Paulo para discutir arte, ao lado de nomes porquê Fernanda Montenegro e Fernando Torres.

Sua trajetória na TV Mundo começou em 1972, porquê diretor-geral do “Fantástico”. No entanto, foi porquê responsável de novelas que ele marcou a cultura pátrio, consolidando um estilo que mesclava o folhetim clássico com uma abordagem de crônica realista.

“Dizem que eu faço uma dramaturgia realista, naturalista, mas eu não acho zero disso. Procuro somente fazer uma coisa verossímil. O paixão se parece em todas as línguas (…) E eu retrato só essas coisas”, explicou o responsável em entrevista à GloboNews em 2016.

As eternas Helenas
A marca registrada de sua obra foi a figura da “Helena”. Iniciada em 1981 com Lilian Lemmertz na romance “Baila Comigo”, a tradição seguiu até 2014, encerrando-se com Júlia Lemmertz (filha de Lilian) em “Em Família”.

As Helenas de Maneco eram descritas porquê heroínas, mães abnegadas, mas humanas, falhas e dispostas a tudo por paixão. Entre as atrizes que deram vida à personagem estão Maitê Proença (Felicidade), Regina Duarte (História de Paixão, Por Paixão e Páginas da Vida), Vera Fischer (Laços de Família), Christiane Torloni (Mulheres Apaixonadas) e Taís Araújo (Viver a Vida), a primeira Helena negra do responsável.

“Elas são mentirosas, elas escamoteiam a verdade em mercê de um fruto, por exemplo. Elas defendem um fruto até a injustiça”, definiu o próprio responsável ao Fantástico, em 2014, sobre a complicação de suas protagonistas.

Impacto social e cenas memoráveis
As obras de Manoel Carlos ficaram conhecidas pelo poderoso apelo de “merchandising social”, abordando temas delicados que pautaram discussões no país.

Laços de Família (2000): A cena em que a personagem Camila (Carolina Dieckmann) raspa a cabeça devido à leucemia tornou-se icônica e impulsionou as doações de medula óssea no Brasil. Na trama, a Helena vivida por Vera Fischer engravida para salvar a filha.

Mulheres Apaixonadas (2003): Abordou a violência urbana, com a morte da personagem Fernanda (Vanessa Gerbelli) em um troada no Leblon, e os maus-tratos contra idosos, através da vilã Dóris (Regiane Alves), o que ajudou a aligeirar a aprovação do Regime do Idoso.

Por Paixão (1997): Trouxe o dilema ético da troca de bebês, onde a mãe (Regina Duarte) entrega seu fruto vivo para a filha (Gabriela Duarte) que havia perdido o dela no parto.

Repercussão e despedida
A morte de Manoel Carlos gerou comoção na classe artística. Colegas e atores que interpretaram seus personagens prestaram homenagens.

O responsável Aguinaldo Silva declarou: “Manoel Carlos partiu rumo ao firmamento dos novelistas. Mas a longa e balzaquiana crônica que ele escreveu sobre a classe média urbana brasileira ficará cá, viva”.

A atriz Vera Fischer relembrou a preço de seu papel: “Era uma mulher generosa, corajosa, com um paixão pelos filhos desmesurado, assim porquê tenho pelos meus”. Já Mateus Solano, que trabalhou com o responsável em Viver a Vida e Maysa, destacou a trova do texto de Maneco: “É um responsável que se morosidade nas humanidades que nos atropelam no dia a dia”.

Além do legado profissional, Manoel Carlos enfrentou tragédias pessoais com a perda de três filhos: o dramaturgo Ricardo de Almeida (1988), o diretor Manoel Carlos Júnior (2012) e o estudante Pedro Almeida (2014). Maneco deixa uma obra vasta, composta por mais de 15 novelas e minisséries, incluindo sucessos porquê Presença de Anita e Maysa: Quando Fala o Coração, perpetuando-se porquê um dos cronistas mais sensíveis da televisão brasileira.

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