Entendimento vernáculo intensifica fiscalização para coibir venda proibido de cigarros eletrônicos
A Filial Pátrio de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público Federalista (MPF) formalizaram, nesta quinta-feira (5), um convenção de cooperação estratégica que visa intensificar o combate aos dispositivos eletrônicos de fumar (DEF), popularmente conhecidos uma vez que vapes ou cigarros eletrônicos. O objetivo meão da parceria é fortalecer a fiscalização e prometer o cumprimento da legislação vigente que proíbe a circulação desses produtos no Brasil.
O documento foi assinado pelo presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e pela secretária-geral do MPF, Eliana Torelly. O prazo inicial do convênio é de cinco anos, prevendo reuniões periódicas entre as equipes, sem transferência de recursos financeiros entre as instituições.
Conhecimento técnico e força jurídica
A estratégia adotada procura integrar as competências de ambos os órgãos. Pelo convenção, a Anvisa será responsável por fornecer suporte técnico e compartilhar dados das ações do Sistema Pátrio de Vigilância Sanitária (SNVS). Em contrapartida, o MPF será responsável por apurar as infrações identificadas e articular-se com outros órgãos de controle para responsabilizar os envolvidos.
O projecto de trabalho prevê o compartilhamento sistemático de informações sobre as fiscalizações realizadas tanto nos estabelecimentos físicos quanto no envolvente virtual. Além da repressão ao transacção proibido, a parceria prevê o desenvolvimento de campanhas de notícia e sensibilização dirigidas à sociedade, alertando para os riscos para a saúde pública associados à utilização destes dispositivos.
O que diz a lei
A ação conjunta visa prometer a estrita emprego da Solução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855, de 23 de abril de 2024. Essa norma proíbe expressamente a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e publicidade de todos os dispositivos eletrônicos para fumar em território vernáculo.
A proibição é abrangente e inclui não exclusivamente os dispositivos em si, mas também quaisquer acessórios, peças, peças e recargas destinadas ao uso nesses dispositivos. A norma também proíbe a ingresso no país desses produtos trazidos por viajantes, inclusive na bagagem acompanhada.
De convenção com a solução, a definição de dispositivo eletrônico para fumar abrange produtos que geram emissões com auxílio de sistema elétrico ou bateria, mimetizando o ato de fumar. Isso inclui os chamados cigarros eletrônicos, sistemas eletrônicos de entrega de nicotina (ENDS), cápsulas, vaporizadores e produtos de tabaco aquecido.
Penalidades e infrações
O descumprimento da solução constitui infração sanitária, sujeitando os infratores às penalidades previstas na Lei nº 6.437/1977, sem prejuízo de outras sanções civis, administrativas e criminais cabíveis.
A norma estabelece que, ao identificar infração, o órgão de vigilância sanitária deverá remeter imediatamente ao Ministério Público sítio para que sejam instaurados procedimentos de investigação social e criminal. Além da comercialização, é proibido o uso de qualquer dispositivo eletrônico para fumar em espaços públicos fechados, sejam públicos ou privados.
Alerta global e riscos para os jovens
O endurecimento da supervisão no Brasil ocorre em um cenário de preocupação global. Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em outubro de 2025, estima-se que 15 milhões de jovens entre 13 e 15 anos usem cigarros eletrônicos em todo o mundo.
Dados da OMS mostram que o risco de os jovens começarem a fumar convencionalmente é nove vezes maior entre aqueles que usam vapes. A organização alerta que embora a indústria promova estes produtos uma vez que alternativas menos prejudiciais, eles estão a gerar uma novidade vaga de subordinação da nicotina, viciando os adolescentes cada vez mais cedo e ameaçando décadas de progresso no controlo do tabaco.
Ainda segundo a OMS, embora o número global de fumantes de tabaco convencional esteja caindo, uma redução de 19,5% desde o ano 2000, a popularidade dos dispositivos eletrônicos exige que os governos atuem rapidamente para moderar a expansão desses produtos e proteger as novas gerações.
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