Ministério da Saúde nega casos do vírus Nipah no Brasil e descarta risco de pandemia
O Ministério da Saúde esclareceu, nesta segunda-feira (9), que não há nenhum caso confirmado de infecção pelo vírus Nipah no Brasil, classificando porquê falsas as informações que circulam nas redes sociais sobre o tema. Tanto o ministério quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que não há evidências de propagação internacional do vírus e que o risco para a população brasileira continua sendo considerado inferior, já que o país mantém protocolos permanentes de vigilância para agentes altamente patogênicos.
A avaliação das autoridades sanitárias baseia-se no seguimento do cenário internacional. Segundo a OMS, o recente surto registado na Índia está praticamente encerrado. Unicamente dois casos foram confirmados no país asiático, ambos entre profissionais de saúde. As autoridades indianas rastrearam e testaram 198 pessoas que tiveram contato com infectados e todos os resultados foram negativos. O último registro ocorreu no dia 13 de janeiro, indicando o término do período de monitoramento do evento.
Em recente relatório técnico, a OMS classificou o risco global porquê inferior e reforçou que não há registros de casos fora da região afetada, desmentindo rumores sobre a presença do vírus em outros países. Um fator determinante para a segurança sanitária no Brasil é a biologia do vetor: o vírus Nipah está associado a espécies específicas de morcegos frugívoros que não existem na fauna brasileira.
Características e transmissão do vírus
O vírus Nipah é espargido pela comunidade científica desde 1998, quando foi identificado pela primeira vez na Malásia. Desde logo, os surtos ocorreram exclusivamente no Sudeste Asiático. O vírus circula naturalmente em alguns animais e a transmissão ao varão ocorre em situações específicas, porquê contato direto com animais infectados ou consumo de mantimentos contaminados.
Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão entre pessoas foi observada somente em contextos de contacto próximo e restrito, o que elimina a ameaço iminente de uma pandemia global.
Os sintomas da infecção podem incluir febre, dor de cabeça, confusão mental e dificuldades respiratórias. A evolução do quadro galeno é variável. Até o momento não existe vacina ou tratamento específico licenciado para a doença, sendo o atendimento galeno fundamentado no suporte adequado ao paciente.
Combatendo a desinformação
O Ministério da Saúde alerta que a melhor forma de prevenção é o entrada a informações corretas e a crédito nas orientações oficiais. Para combater a vaga de boatos, a secretaria, em conjunto com a Secretaria de Notícia Social (Secom) da Presidência da República, coordena o programa “Saúde com Ciência”. A iniciativa conta com a parceria dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Ciência, Tecnologia e Inovação, além da Controladoria-Universal da União (CGU) e da Advocacia-Universal da União (AGU).
O objetivo do programa é tutorar a vacinação, valorizar a ciência e levar informações completas à sociedade. O governo aconselha qualquer cidadão a verificar informações duvidosas antes de compartilhá-las.
Para facilitar na apuração dos fatos, o Ministério da Saúde disponibiliza canais diretos para a população. Denúncias sobre conteúdos falsos podem ser feitas por meio da plataforma FalaBr. Aliás, existe um Chatbot solene no WhatsApp para explicação de dúvidas, disponível ligando para (61) 99381-8399.
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