Preservativos e teste rápido: saiba porquê aproveitar o Carnaval de forma saudável e prevenir ISTs
Com a chegada dos festejos de Carnaval, a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) intensifica as orientações sobre a valimento do uso do preventivo e atenção aos sinais de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). A mobilização estadual ocorre em consonância com a campanha pátrio do Ministério da Saúde, que nascente ano inova ao disponibilizar versões de preservativos texturizados e ultrafinos no Sistema Único de Saúde (SUS) para incentivar a proteção entre os foliões.
Cuidados e identificação de sintomas
A Sesa reforça que a prevenção deve estar sempre conseguível: na mala, na bolsa ou na bolsa, garantindo o uso de preservativos externos e internos nas relações vaginais, anais e orais. Entre as infecções mais frequentes monitoradas no estado estão sífilis, HIV/AIDS, infecções por HPV e HTLV, herpes genital, gonorreia e clamídia.
O órgão estadual orienta que a população procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima caso perceba sinais depois a relação sexual, porquê:
- Descarga genital;
- Dor ou calor ao urinar;
- Feridas, bolhas ou verrugas na região íntima;
- Dor durante a relação sexual;
- Virilha na virilha.
A dirigente do Núcleo Privativo de Vigilância Epidemiológica (NEVE), Dijoce Prates Bezerra, destaca que a exiguidade de sintomas visíveis não elimina o risco, o que torna a testagem imprescindível.
“Muitas IST não apresentam sintomas. Por isso, ao notar qualquer sinal ou depois uma exposição de risco, a orientação é procurar um serviço de saúde. Em seguida um relacionamento desprotegido, é importante procurar atendimento o mais rápido provável para avaliação e orientação”, disse Dijoce.
O profissional destaca ainda a disponibilidade da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), tratamento emergencial que deve ser iniciado em até 72 horas depois a exposição ao risco, além da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), medicamento de uso quotidiano gratuito no SUS para pessoas mais vulneráveis, que reduz significativamente o risco de infecção pelo HIV.
Cenário epidemiológico no Espírito Santo
Os dados apresentados pela Sesa apontam para um aumento nas estimativas de casos de HIV. Para 2025, o estado projeta muro de 1.270 novos diagnósticos em adultos e quatro em crianças de até cinco anos. Em 2024, foram registrados 1.106 casos em adultos e quatro em crianças menores de cinco anos.
Em relação à sífilis, o Espírito Santo registrou 8.957 novos casos da forma adquirida e 694 de sífilis congênita no último ano. Houve aumento em relação ao período anterior, quando foram notificados 7.567 casos de sífilis adquirida e 710 de sífilis congênita.
Por outro lado, o monitoramento histórico das hepatites virais indica redução de casos nos últimos 15 anos. Entre 1999 e 2024, foram confirmados 17.923 casos no estado. Destas, 54% (9.687) foram causadas pelo vírus da hepatite B, 31% (5.561) pela hepatite C e 15% (2.675) pela hepatite A. A Sesa observa subtracção proporcional da hepatite A, resultado da ampliação da vacinação e do saneamento, e aumento do diagnóstico das formas crônicas (B e C).
Novos preservativos e campanha pátrio
Na esfera federalista, a campanha “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois das festividades, o Governo do Brasil está do seu lado”, liderada pela cantora Gaby Amarantos, procura volver a queda no uso de preservativos, principalmente entre os jovens.
Nos últimos três meses, o Ministério da Saúde distribuiu 136 milhões de preservativos para substanciar os estoques estaduais. Desse totalidade, muro de 132 milhões são preservativos externos, que agora incluem as novas versões texturizada (TEX) e ultrafina (SENSI), além de 3,8 milhões de preservativos internos.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a diversificação visa aumentar a adesão à prevenção. “Isso é muito importante: 60% da população não usa preventivo nas relações sexuais. Tudo o que pudermos disponibilizar no SUS para incentivar as pessoas a usarem, nós faremos”, engrandecido.
Dados da Pesquisa Pátrio de Saúde (PNS) de 2019 mostram que exclusivamente 22,8% das pessoas maiores de 18 anos usam preventivo em todas as relações sexuais, enquanto 59% relataram não usá-lo.
Avanços na luta contra o HIV
O Brasil comemora marcos importantes na saúde pública nesse período. Houve uma queda de 13% no número de mortes por aids entre 2023 e 2024, totalizando 9,1 milénio mortes, a primeira vez em três décadas que o número ficou aquém de dez milénio. Ou por outra, o país eliminou a transmissão vertical do HIV (de mãe para fruto), com taxa de transmissão subordinado a 2% e incidência em crianças subordinado a 0,5 casos por milénio nascidos vivos, atingindo as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Dicas de prevenção para o Carnaval
Para prometer a segurança durante as festividades, as autoridades de saúde recomendam a “Prevenção Combinada”, que envolve três momentos:
- Antes das festividades: Vacinação contra hepatite A, B e HPV; realização de testes para HIV, sífilis e hepatites; e uso de PrEP para preparar o corpo.
- Durante a sarau: Uso de preservativos externos (incluindo os novos modelos SENSI e TEX) ou preservativos internos, combinados com gel lubrificante em todas as relações.
- Hidratação estável e uso de protetor solar.
- Depois das festividades: Procurar PEP em até 72 horas em caso de risco e realizar autoteste de HIV.
- Se você estiver viajando para áreas de mata, a recomendação inclui também a vacinação contra a Febre Amarela.
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