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Caetano Veloso e Maria Bethânia vencem Grammy de ‘Melhor Álbum Global’ com disco ao vivo

Caetano Veloso e Maria Bethânia vencem Grammy de 'Melhor Álbum Global' com disco ao vivo

Caetano Veloso e Maria Bethânia vencem Grammy de ‘Melhor Álbum Global’ com disco ao vivo

Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram, neste domingo (1º), a categoria de Melhor Álbum de Música Global na cerimônia do Grammy Awards, realizada em Los Angeles. Os irmãos baianos foram premiados pelo disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, registro da turnê que percorreu o Brasil em 2024, superando concorrentes internacionais na premiação considerada o “Oscar da música”.

Únicos brasileiros indicados nesta edição do evento, os artistas não estiveram presentes na cerimônia para receber a estatueta. O prêmio foi aceito pela apresentadora Dee Dee Bridgewater em nome da dupla.

Disputa e concorrência
O álbum vencedor concorria com produções de diversos artistas ao volta do mundo. A lista de indicados na categoria incluía:

  • Sounds of Kumbha”, de Siddhant Bhatia;
  • “No Sign of Weakness”, de Burna Boy;
  • “Eclairer le monde – Light the World”, de Youssou N’Dour;
  • “Mind Explosion – 50th Anniversary Tour Live”, de Shakti;
  • “Chapter III: We Return To Light”, de Anoushka Shankar com Alam Khan & Sarathy Korwar.

Surpresa e glorificação histórica
Embora premiados, Caetano Veloso e Maria Bethânia não assistiram à própria vitória em tempo real. Em um vídeo publicado por Caetano em seu perfil no Instagram, o artista registrou o momento em que recebeu a notícia e telefonou para a mana. “Parabéns para nós”, celebrou ele. Do outro lado da traço, a cantora reagiu com espanto: “Ah, já teve, foi? Eu nem sabia que horas era”.

Para Maria Bethânia, a vitória carrega um peso histórico inédito. Ela se torna a primeira tradutor de MPB a ter uma estatueta do Grammy na estante, atingindo um patamar que diferenciou sua trajetória de contemporâneas uma vez que Elis Regina (1945–1982) e Gal Costa (1945–2022), que, apesar da relevância artística, nunca foram indicadas à premiação. O feito ocorre no ano em que Bethânia completará 80 anos, em 18 de junho de 2026.

O registro da turnê
O disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo” é fruto da turnê realizada pelos irmãos em 2024, marcada por casas lotadas e encontros geracionais. A série de shows foi apontada uma vez que uma reafirmação da força da melodia brasileira no cenário internacional.

O repertório do álbum reúne sucessos que atravessam as trajetórias individuais dos dois artistas, incluindo clássicos uma vez que “Reconvexo” e “Vaca Profana”. O trabalho apresenta ainda uma versão inédita da música “Fé”, elaboração original da cantora Iza, que ganhou novidade leitura nas vozes de Caetano e Bethânia.

Histórico na premiação
A vitória deste domingo marca um feito inédito para Maria Bethânia. Em uma curso consagrada pela sátira e pelo público, esta foi a primeira vez que a cantora concorreu ao prêmio internacional, saindo vitoriosa logo em sua estreia na lista de indicações.

Para Caetano Veloso, o prêmio soma-se a um histórico de reconhecimento pela Ateneu de Gravação. Esta foi a sexta indicação do compositor na categoria de Melhor Álbum de Música Global. De conformidade com os dados biográficos, o artista já havia vencido anteriormente com os álbuns “Livro” (1998) e “João Voz e Violão” (2000), disco de João Gilberto produzido por ele.

Retrospectiva brasileira
A presença brasileira no Grammy mantém uma sequência de indicações nos últimos anos. Na edição anterior, Milton Promanação concorreu na categoria de Melhor Álbum Vocal de Jazz com o disco “Milton + Esperanza”, uma parceria com a artista Esperanza Spalding. Na ocasião, o troféu foi entregue a Samara Joy.

Ao longo de sua trajetória, Milton soma cinco indicações e uma vitória no Grammy, conquistada em 1997 com o álbum “Promanação”, eleito à era uma vez que Melhor Álbum de Música Global.

Bad Bunny e a glorificação latina
Além da vitória brasileira, a cerimônia desenhou o planta sonoro do último ano da música pop, ampliando seu olhar para a música global. O prêmio principal da noite, de Álbum do Ano, ficou com o artista porto-riquenho Bad Bunny, pelo disco “Debí Tirar Más Fotos”, uma homenagem à sua terreno natal. O cantor também venceu na categoria de Melhor Álbum de Música Urbana.

Emocionado, Bad Bunny fez um oração possante em espanhol ao subir ao palco, exaltando suas origens e criticando agências de imigração:

“Porto Rico, acreditem quando eu digo somos muito maiores do que só o tamanho da nossa população. Obrigado mãe por eu ter nascido em Porto Rico, te senhor. Quero destinar esse prêmio a todas as pessoas que tiveram que trespassar de suas casas, de sua terreno natal, do seu país, para seguir seu sonho. Para todas as pessoas que tiveram que deixar alguém para trás e seguir em frente com muita força, esse prêmio vai para vocês. A todos latinos do mundo todo, todos artistas que vieram antes que mereciam estar cá com esse prêmio, muito obrigado.”

Destaques do pop e rock
Lady Gaga, outra favorita da edição, saiu com dois prêmios pelo álbum “Mayhem”: Melhor Álbum de Pop Vocal, Melhor Gravação de Dance Pop (por “Abracadabra”). A artista também se apresentou no palco com uma versão mais roqueira de “Abracadabra”.

Billie Eilish surpreendeu ao levar um dos prêmios mais cobiçados de elaboração, Música do Ano, com “Wildflower”. Em seu oração, seguiu a traço política da noite afirmando que “ninguém é ilícito em terreno roubada”.

No rock e mútuo, a orquestra Turnstile, atração confirmada para o Lollapalooza Brasil em março, levou dois prêmios: Melhor Performance de Metal e Melhor Álbum de Rock por “Never Enough”. Já a veterana orquestra The Cure venceu duplamente nas categorias de música escolha (álbum e performance) com “Songs of a Lost World”.

A categoria de Artista Revelação foi vencida por Olivia Dean.

Kendrick Lamar faz história
O rapper Kendrick Lamar foi o maior vencedor da noite, levando para morada cinco gramofones. Com o feito, ele ultrapassou Jay-Z e se tornou o rapper mais premiado da história do Grammy.

Seus prêmios incluíram: Melhor Álbum de Rap: por “GNX”; Melhor Cantiga de Rap: por “TV Off”; Melhor Gravação do Ano e Melhor Performance de Rap Melódico: pela fita “Luther”, parceria com SZA; Melhor Performance de Rap: dividindo o troféu com o Clipse pela música “Chains & Whips”.

nascente

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