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Casos de sarampo aumentam 32 vezes nas Américas e Brasil reforça alerta para viajantes

Casos de sarampo aumentam 32 vezes nas Américas e Brasil reforça alerta para viajantes

Casos de sarampo aumentam 32 vezes nas Américas e Brasil reforça alerta para viajantes

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu alerta epidemiológico nesta terça-feira (3) em seguida constatar um aumento acentuado de casos de sarampo na região das Américas. O continente registrou um aumento de 32 vezes no número de infecções em exclusivamente um ano, saltando de 466 notificações em 2024 para 14.891 casos confirmados em 2025. Embora o epicentro do surto esteja na América do Setentrião, o Brasil registrou 38 diagnósticos no ano pretérito, a maioria associados à importação do vírus, e mantém monitoramento ativo para preservar o certificado de status livre da doença do país.

O cenário epidemiológico de 2026 já apresenta indicadores preocupantes. Unicamente nas primeiras três semanas de janeiro, a OPAS registrou 1.031 novos casos nas Américas, um número quase 45 vezes superior aos 23 casos identificados no mesmo período de 2025.

América do Setentrião concentra infecções
Os dados do relatório indicam que México, Canadá e Estados Unidos são responsáveis ​​por muro de 95% dos casos registados em 2025. O México liderou com 6.428 infecções, seguido pelo Canadá (5.436) e pelos Estados Unidos (2.242).

A falta de cobertura vacinal é apontada porquê o principal fator para a propagação. Nos Estados Unidos, 93% dos infectados não foram vacinados ou tinham estado vacinal incógnito. No México e no Canadá, essas taxas foram de 91,2% e 89%, respectivamente.

O perfil das vítimas revela a elevada vulnerabilidade de grupos específicos. Crianças menores de cinco anos apresentam as maiores taxas de incidência, mormente bebês menores de um ano. Das 29 mortes confirmadas no continente em 2025, 22 ocorreram em populações indígenas, representando 73% das mortes.

Situação no Brasil: casos importados e controle
O Brasil confirmou 38 casos de sarampo em 2025. Até o momento, nas primeiras semanas de 2026, não houve registros de novas infecções. Segundo a Opas, dos casos brasileiros no ano pretérito, 10 foram importados (infecção no exterior), 25 foram relacionados a importações e três tiveram origem desconhecida.

A distribuição geográfica das infecções em 2025 foi a seguinte:

  • Tocantins: 25 casos
  • Mato Grosso: 6 casos
  • São Paulo: 2 casos
  • Rio de Janeiro: 2 casos
  • Região Federalista: 1 caso
  • Maranhão: 1 caso
  • Rio Grande do Sul: 1 caso

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica a dinâmica do surto ocorrido no Tocantins. “A maioria estava no Tocantins, depois que uma família de caminhoneiros foi para a Bolívia e voltou com sarampo, o que acabou gerando um surto em uma comunidade com baixíssima cobertura vacinal por motivos religiosos”detalhes.

Apesar dos registros, o Brasil recuperou a certificação porquê país livre do sarampo em novembro de 2024. “A recertificação trouxe mais segurança; o reconhecimento foi restaurado não só através da elevada cobertura vacinal, mas também através da vigilância ativa”, diz Kfouri. Ressalta que os atuais casos importados não se traduzem em “circulação ativa do vírus” no território pátrio.

A vacinação é a principal barreira
Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam que a cobertura da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) no Brasil passou de 80,7% em 2022 para 93,78% em 2025 na primeira ração. Porém, a emprego da segunda ração, necessário para a proteção completa, está em 78,9%. A meta de prevenção de surtos é de 95%.

O Ministério da Saúde informou que intensificou a vacinação nos estados que fazem fronteira com Bolívia, Argentina e Uruguai, além de doar mais de 640 milénio doses ao governo boliviano. “As medidas incluem a rápida investigação de casos suspeitos e a ampliação da cobertura vacinal”, transmitido à pasta.

Despensa do Mundo de 2026 e alerta aos viajantes
A proximidade da Despensa do Mundo FIFA de 2026, que acontecerá na América do Setentrião, preocupa as autoridades sanitárias devido ao intenso fluxo de turistas. A OPAS destaca o evento porquê fator de risco.

“Voos diários do Canadá, México e Estados Unidos para cá tornam inevitável que alguém com sarampo entre em nosso território”, alerta Renato Kfouri. Ele reforça que a vacinação deve ocorrer pelo menos 14 dias antes da viagem.

As recomendações para viajantes incluem:

  • Vacinação precoce: Viajantes com mais de 6 meses deverão ser vacinados duas semanas antes do embarque.
  • Ração zero: Bebês de 6 a 11 meses que viajarem para áreas de transmissão deverão receber uma ração extra, que não substitui o esquema de rotina.
  • Monitoramento: Ao retornar, você deve permanecer cauteloso a sintomas porquê febre, manchas vermelhas (erupção cutânea), tosse, coriza e conjuntivite.

Entenda a doença
O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa, transmitida por via aérea. Pode motivar consequências permanentes, porquê facciosismo e encefalite, ou levar à morte.

Principais sintomas:

  • Manchas vermelhas na pele (começam no rosto e descem pelo corpo).
  • Manchas brancas na secção interna da bochecha.
  • Febre subida.
  • Tosse persistente.
  • Irritação ocular (conjuntivite) e fotofobia.
  • Nariz escorrendo.

A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema padrão prevê a primeira ração aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adultos até 29 anos deverão tomar duas doses; entre 30 e 59 anos é necessária exclusivamente uma ração.

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