Dia Vernáculo em homenagem às vítimas da Covid-19: histórias de saudade e novos significados posteriormente a perda
Nesta quinta-feira (12), é comemorado o Dia Vernáculo em homenagem às vítimas da Covid-19. Com mais de 700 milénio vidas perdidas em todo o Brasil, a doença foi responsável por quase 13 milénio mortes no Espírito Santo, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), desde o início da pandemia. Nesta data, a Secretaria de Saúde (Sesa) reforça a relevância de manter os cuidados, ainda hoje.
Durante a pandemia, o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, tornou-se uma das principais unidades de referência no atendimento de casos graves da doença no país, recebendo, nos primeiros anos da pandemia, entre 2020 e 2021, mais de 10 milénio pacientes com Covid-19.
Uma das maiores saudades da instrumentadora cirúrgica Jéssica Poleze é da mãe, Maria Eli, vítima da Covid-19 em 2020. A filha conta que na idade toda a família foi infectada pelo vírus, sendo que a mãe, o pai e a avó desenvolveram a forma mais grave da doença. “Minha mãe chegou à UPA Castelândia no dia 3 de maio de 2020, foi transferida para o Hospital Jayme e faleceu no dia 11 de maio, posteriormente uma semana de internação”esses.
Jéssica destacou que, infelizmente, as pessoas ainda tendem a minimizar os efeitos e consequências da Covid-19. “Só quem já viveu a Covid-19 na forma grave com sintomas realmente acredita na doença. Quem teve sintomas leves, mesmo depois de tantas mortes e sequelas, ainda acredita que se trata exclusivamente de uma ‘gripezinha’”. Por isso, segundo a instrumentadora cirúrgica, sempre que pode, ela conta sua história. “E mesmo assim tem muita incerteza, se ela (mãe) tinha outra doença, se ela já estava debilitada, mas não, ela era uma mulher saudável”ele se lembrou.
Outra história enxurrada de nostalgia é a da família do motorista Eude Frederich Colle. Sentimos falta do nosso irmão Edervam, que faleceu em decorrência da Covid-19 em 2021, no Hospital Jayme. Assim uma vez que na história de Jéssica, toda a família de Eude foi infectada pelo vírus, mas exclusivamente o irmão dela desenvolveu um caso grave. “Acabou que eu, minha mãe, minha mana, meu irmão, minha esposa, o marido da minha mana e o rebento dela pegamos Covid-19. Ficamos todos em morada para nos cuidar, mas Edervam começou a sentir falta de ar e foi levado para a UPA Serra Sede”ele se lembrou.
Eude contou que ao chegar na UPA, seu irmão foi imediatamente guiado para Jayme, onde ficou internado por 15 dias até falecer. “Ainda na UPA, ele me mandou sua última mensagem, com os dizeres ‘irmão, quem entuba morre’”. E, assim uma vez que Maria Eli, o irmão de Eude morreu antes de poder receber a vacina contra a Covid-19.
“A mensagem que deixo hoje é para não subestimarmos a relevância da imunização. Muitas pessoas morreram mesmo depois de a vacina estar disponível, por pura ignorância e negação. A ciência é um presente que Deus deu à humanidade, logo se existe uma maneira de se proteger, por que não?!”avisou Jéssica Poleze.
Segundo o médico intensivista e coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, Fernando Sad, o início da vacinação foi fundamental para o controle da pandemia. “O esforço empreendido a nível mundial para chegar a vacinas seguras e verdadeiramente eficientes foi sem precedentes. Todo o estágio que tivemos nos levou a entender uma vez que reagir a qualquer prenúncio futura, neste sentido, a ciência médica está sempre evoluindo, e agindo de forma mais rápida e eficiente.ele explicou.
Reenquadrando a perda
Quis o tramontana atuar de forma surpreendente na vida do piloto Eude Frederich Colle e ressignificar sua dor. Atualmente trabalha uma vez que motorista no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves. “Pelo meu trabalho senhoril o que faço, coleto sangue e remédios para nossos pacientes e fico muito feliz em ajudar a cuidar de cada um deles, mesmo não os conhecendo pessoalmente”disse ele, assim uma vez que os profissionais que cuidaram de seu irmão.
A atualidade de Jéssica Poleze também trouxe um momento de conforto: ela se tornou mãe e pôde homenagear sua mãe Maria Eli.
“Minha mãe ainda tinha muito o que viver, assim uma vez que tantas outras pessoas que tiveram sua história interrompida pela doença. Ela não será esquecida, será sempre lembrada com muito paixão e carinho e hoje tenho uma filha que completará 5 anos e se labareda Maria Elisa, em homenagem a ela, que não teve a oportunidade de saber a neta”ele revelou.
Mortes por Covid-19 no Espírito Santo
Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, o Espírito Santo registrou 12.853 mortes por Covid-19 desde 2020 até a última segunda-feira (09). Os anos de 2020 e 2021 tiveram os maiores registros, com 4.891 e 6.385, respectivamente.
Outrossim, durante 2020 e 2021, a Covid-19 foi a principal culpa de morte no Estado, superando doenças do Aparelho Circulatório ou doenças endócrinas, uma vez que doenças cardíacas e Diabetes mellitus. Com o progressão da vacinação, o número de mortes pelo vírus vem diminuindo. Em 2024, por exemplo, tornou-se a 40ª culpa de morte.
Inferior está o número de mortes por Covid-19 por ano:
- 2020: 4.891
- 2021: 6.385
- 2022: 1.294
- 2023: 150
- 2024: 93
- 2025: 38
- 2026: 02
Natividade: Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Os dados de 2025 e 2026 estão sujeitos a revisão.
Vacinação uma vez que forma de combate ao vírus
Para a médica e referência técnica em Vigilância da Gripe e Meningite do Programa Estadual de Imunização (PEI) da Secretaria de Saúde (Sesa), Mariana Ribeiro Macedo, a redução do número de mortes por Covid-19 é uma conquista importante da ciência e da saúde pública, por meio da imunização da população. Ela destacou, no entanto, que a Covid-19 ainda continua sendo uma doença perigosa, principalmente para grupos de risco.
“Com o progressão da vacinação, tivemos uma redução no número de casos e a Covid-19 se apresentou de forma menos grave, mas ainda traz riscos, ainda morrem pessoas por Covid, principalmente pacientes de basta risco, uma vez que crianças, idosos e gestantes”destacou Mariana Ribeiro Macedo.
A vacinação contra a Covid-19 passou a fazer segmento do Calendário Vernáculo de Vacinação de crianças maiores de seis meses a menores de 5 anos (sendo a meta voltada para menores de 1 ano), gestantes e idosos, e deixou de ser oferecida a toda a população em universal, uma vez que nos anos de pandemia. As doses deverão ser administradas rotineiramente, disponibilizadas nas salas de vacinação. Com meta de cobertura vacinal de 90%, nenhum dos grupos conseguiu alcançá-la em 2025. A cobertura infantil foi de 2,6%; 12,47% em gestantes; e 3,73% em idosos.
E a relevância da vacinação contra a Covid-19 é sempre lembrada e defendida pela servidora Regina Lúcia da Silva, que atualmente trabalha uma vez que gerente do Núcleo de Medicina do Trabalho da Sesa. Regina perdeu o irmão mais velho, César Augusto da Silva, para a doença em 2021, e ele ainda não havia sido imunizado.
“Ele foi assaltado pela doença e, infelizmente, faleceu em setembro de 2021, posteriormente uma semana de internação. Ainda não havia recebido nenhuma ração da vacina.ele se lembrou.
Ela disse que acabou pegando o vírus em 2022, mas, diferentemente do irmão, não precisou ser internada. “Graças à vacina não precisei de internação. Fui atendido na Unidade de Saúde do meu bairro, de convenção com os protocolos estabelecidos pela Vigilância Sanitária”esses.
Regina Lúcia da Silva destacou que ainda guarda lembranças de puerícia de sua mãe a levando junto com os irmãos para se vacinar e desde logo aprendeu uma prelecção importante: “Aprendi quando moçoilo que as vacinas têm o poder de erradicar doenças e salvar vidas!”
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