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Erika Hilton apresenta AGU contra Nikolas Ferreira por fake news sobre Misoginia PL

Erika Hilton apresenta AGU contra Nikolas Ferreira por fake news sobre Misoginia PL

Erika Hilton apresenta AGU contra Nikolas Ferreira por fake news sobre Misoginia PL

Na tarde desta quinta-feira (26), a deputada federalista Erika Hilton (PSol-SP) apresentou denúncia à Advocacia-Universal da União (AGU) solicitando a apuração de publicações do deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros perfis de internet relacionados ao Projeto de Lei da Misoginia (PL). O parlamentar acusa o grupo de espalhar mentiras sobre o texto recentemente autenticado por unanimidade no Senado Federalista, com o objetivo de atrapalhar o processo legislativo. Por outro lado, Nikolas Ferreira nega a divulgação de informações erradas, afirma ter sumido uma publicação com erro e acusa o deputado de tentar violar o trabalho de controlo parlamentar.

As acusações e o pedido à AGU
Segundo informações divulgadas por Erika Hilton em suas redes sociais e relatadas pela pilar de Paulo Cappelli, do Metrópoles, a denúncia foi repassada ao procurador-geral da União, Jorge Messias. O deputado sustenta que, em seguida a aprovação da proposta no Senado, em 24 de março de 2026, iniciou-se um movimento coordenado nas redes, incluindo perfis ligados ao movimento da pílula vermelha, para distorcer o teor da lei.

“Eles mentem sobre o teor do projeto de lei que criminaliza a misoginia. O objetivo disso é bloquear o curso do projeto de lei, porquê admitiu Nikolas”, declarou a deputada em suas redes sociais. Segundo Hilton, os perfis estariam publicando imagens com textos completamente diferentes dos aprovados pelos senadores, espalhando até a alegado de que “Os homens não poderão mais falar com as mulheres.”

O parlamentar citou diretamente uma publicação de Nikolas Ferreira na rede social X (macróbio Twitter). Na ocasião, o deputado mineiro compartilhou um vídeo de um apresentador interrompendo uma mulher e escreveu: “Se for autenticado na Câmara, nascente varão irá para a prisão por misoginia. Que sanatório.” Hilton afirma que tal conduta não é abrangida pela lei. “Mas mentir sobre o teor de um texto assinado pelo presidente do Senado ultrapassa todos os limites”, enfatizou o deputado.

No ofício enviado à AGU, Erika Hilton solicita a apuração dos perfis envolvidos, a responsabilização dos autores, a retirada do teor, medidas de retratação e que a Câmara dos Deputados e órgãos do governo federalista sejam notificados.

Resguardo de Nikolas Ferreira
Contactado, o deputado Nikolas Ferreira refutou as acusações, conforme noticiou também o portal Metrópoles. Ele negou veementemente a prática de desinformação e justificou o incidente citado pelo colega no parlamento.

O deputado explicou que, sim, publicou o vídeo em questão, mas que o erro ocorreu no texto anexado aquém do meio, que se referia a uma lei dissemelhante da que estava em debate. “Quando vi que aquilo não era lei, apaguei imediatamente, porque não tenho compromisso com a desinformação.” Nikolas afirmou. O parlamentar destacou que o vídeo acumulou mais de 20 milhões de visualizações e que seu teor meão não contém mentiras.

Ferreira aproveitou para reiterar as críticas à proposta legislativa e os ataques diretos ao responsável da denúncia. “Não preciso usar desinformação para mostrar o quão horroroso é essa lei, o quão terrível ela é e que não tem zero a ver com violência física contra a mulher. Pelo contrário, eles querem controlar o que pode ou não ser dito. Ela (Erika Hilton) é definitivamente minha fã incubada”, afirmou. ele brincou. Ele classificou a ação na AGU porquê uma tentativa de usar a Justiça para “vergonha o trabalho parlamentar de quem fiscaliza o Executivo.”

Procedimento e estratégia na Câmara
O foco do conflito, a Lei da Misoginia, criminaliza o ódio ou a aversão às mulheres, incluindo condutas abrangidas pela Lei do Racismo. O texto prevê penas que variam de 2 a 5 anos de prisão, além da emprego de multa.

Com a chegada do projeto à Câmara dos Deputados, Erika Hilton, que preside a Percentagem de Resguardo dos Direitos da Mulher, revelou à pilar de Igor Gadelha (Metrópoles) uma mudança de estratégia. Para agilizar o processo, ele abrirá mão de reportar e votar o ponto em percentagem própria.

A intenção do Hilton é apresentar um pedido urgente para que o projeto seja analisado diretamente no plenário da Câmara. “É uma questão que exige presteza, é uma questão que pede às instituições que se posicionem e acabem com todo esse oração de ódio. (…) Acredito que a questão tem que ir imediatamente ao plenário para avaliação, ser votada, trabalhar para que o texto não seja modificado”, explicou. Se autenticado sem modificações pelos deputados federais, o texto seguirá diretamente para aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No entanto, são esperadas fortes divergências. A relatora do projeto no Senado, Soraya Thronicke (Vamos-MT), declarou à pilar de Gadelha que prevê “muitas brigas” na Câmara e admite a possibilidade de o texto suportar alterações. Se isso suceder, o projeto retornará ao Senado. “Se houver grandes mudanças, vamos mantê-las. Não tenho problema com isso. Agora, não vamos manter propostas indecentes”, disse. o senador alertou.

nascente da materia

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