ES começa a imunizar bebês contra vírus que causam bronquiolite; veja calendário de vacinação para todas as idades
Na última segunda-feira (09), a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) iniciou a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças prematuras e com comorbidades. A estratégia utiliza o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece proteção imediata contra bronquiolite e pneumonia.
Paralelamente à novidade ação, o Estado reforça as diretrizes do Programa Estadual de Imunização (PEI) e divulga o calendário vacinal completo para todas as faixas etárias, com o objetivo de restaurar a elevada cobertura vacinal que foi impactada durante a pandemia de Covid-19.
A estratégia contra o vírus sincicial respiratório (RSV)
O VSR é uma das principais causas de infecção do trato respiratório subalterno em bebês e crianças pequenas. O Nirsevimab atua oferecendo proteção imediata, sem a premência de estimular o organização da gaiato a produzir anticorpos.
De concordância com a Nota Técnica Sesa nº 05/2026, o público-alvo são os bebês prematuros nascidos com idade gestacional igual ou subalterno a 36 semanas e 6 dias, independente do peso. Também são elegíveis crianças de até 24 meses de idade que apresentem comorbidades específicas, porquê cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas de vias aéreas.
A emprego é intramuscular, preferencialmente no músculo vasto lateral da coxa. Para os bebês prematuros, a imunização ocorrerá de forma contínua ao longo do ano, com recomendação de que seja realizada na maternidade. Para crianças com comorbidades, a oferta será concentrada entre os meses de fevereiro e agosto, período de maior circulação do vírus.
Nos primeiros quatro dias de implementação da estratégia (entre 9 e 12 de fevereiro), a Sesa registrou 122 gestões no Estado. Desse totalidade, 99 doses (de 0,5 ml) foram aplicadas em bebês com peso subalterno a 5 kg, e 23 doses (de 1 ml) em crianças supra desse peso.
O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, avaliou os primeiros dias da ação. “Estamos dando um passo fundamental na proteção de nossas crianças mais vulneráveis. O Nirsevimab é uma tecnologia moderna, baseada em evidências científicas robustas, e sua incorporação ao SUS fortalece a capacidade do sistema público de saúde de prevenir casos graves de infecção respiratória.ele declarou.
Onde e porquê acessar
O Nirsevimabe está disponível diretamente nas maternidades habilitadas e nos Centros de Referência da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), porquê CRIE e CIIE. As unidades da rede SUS também podem solicitar o resultado mediante validação clínica.
Entre as maternidades com dispensa já conveniada no Espírito Santo estão:
- Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves
- Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa)
- Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba)
- Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam)
Todas as doses aplicadas são obrigatoriamente registradas no sistema Vacina e Confia, garantindo rastreabilidade e farmacovigilância.
Calendário de vacinação para todas as fases da vida
Para manter a cobertura em níveis de primazia e satisfazer as metas do Ministério da Saúde, a Sesa divulgou o calendário vacinal atualizado (Nota Técnica nº 07/2026), que inclui a incorporação solene da vacina contra dengue para adolescentes. Confira as vacinas disponíveis no SUS por fita etária:
Crianças
- Ao nascer: BCG (Ração única – contra formas graves de tuberculose) e Hepatite B (Ração única).
- 2 meses: Pentavalente (1ª ração – difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e infecções por Haemophilus influenzae B), VIP (1ª ração – poliomielite), VORH (1ª ração – rotavírus) e Pneumocócica 10-valente (1ª ração).
- 3 meses: Meningocócico C conjugado (1ª ração).
- 4 meses: Pentavalente (2ª ração), VIP (2ª ração), VORH (2ª ração) e Pneumocócica 10 valente (2ª ração).
- 5 meses: Meningocócico C conjugado (2ª ração).
- 6 meses: Pentavalente (3ª ração), VIP (3ª ração), Pediátrico Covid-19 Pfizer (1ª ração) e Trivalente Influenza (1ª ração).
- 7 meses: Pediátrica Covid-19 Pfizer (2ª ração) e Influenza Trivalente (2ª ração).
- 9 meses: Febre amarela (1ª ração) e Pfizer Covid-19 pediátrica (3ª ração).
- 12 meses: MMR – SCR (1ª ração – sarampo, caxumba e rubéola), Pneumocócica 10 valente (Reforço) e Meningocócica ACWY conjugada (1º Reforço).
- 15 meses: VIP (Reforço), Hepatite A (Ração única), DTP – tríplice bacteriana (1º reforço) e Tetra viral – SCRV (Ração única – sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
- 4 anos: DTP (2º reforço), Catapora (2ª ração) e Febre Amarela (Reforço).
- 9 anos: HPV quadrivalente (Ração única).
Adolescentes
- Dos 9 aos 14 anos: HPV quadrivalente (Ração única).
- Dos 10 aos 14 anos: Dengue (2 doses – prevenção contra os sorotipos 1, 2, 3 e 4).
- Dos 11 aos 14 anos: Meningocócico ACWY conjugado (Ração única).
- Dos 11 aos 19 anos (dependendo do estado vacinal): Hepatite B (3 doses), Dupla dT adulto (3 doses ou reforço), Tríplice viral SCR (2 doses) e Febre amarela (Ração única).
Adultos (25 a 59 anos)
- Hepatite B: 3 doses (conforme histórico).
- Dupla adulta (dT): 3 doses (conforme história). Nota: Reforço recomendado a cada 10 anos.
- Febre amarela: 1 ração (conforme histórico).
- Tríplice viral (MRS): Até 29 anos (2 doses); entre 30 e 59 anos (1 ração); profissionais de saúde (2 doses).
- Pneumocócica 23-valente: 2 doses (somente para indígenas sem história de pneumococo conjugado).
- Varicela: 2 doses (somente para indígenas e profissionais de saúde sem histórico da doença).
Mulheres grávidas
- Ao desvendar a gravidez: Hepatite B (3 doses) e dT (3 doses), conforme histórico.
- A partir da 20ª semana: dTpa (1 ração em cada gravidez – contra difteria, tétano e coqueluche).
- A partir da 28ª semana: Vírus Sincicial Respiratório – VSR (1 ração em cada gravidez, transferindo anticorpos para o bebê).
- Campanhas/Rotina: Influenza trivalente (1 ração por temporada), Covid-19 (1 ração para cada gravidez) e Febre amarela (1 ração somente em casos excepcionais de risco epidemiológico e sem comprovante de vacinação).
Idosos (a partir dos 60 anos)
- Rotina (conforme histórico): Hepatite B (3 doses) e Dupla dT adulto (3 doses com reforço a cada 10 anos).
- Campanhas anuais/semestrais: Influenza Trivalente (1 ração anual) e Covid-19 (1 ração semestral).
- Casos específicos: Febre amarela (1 ração para pessoas não vacinadas em espaço de risco), MMR MMR (2 doses exclusivamente para profissionais de saúde),
- Pneumocócica 23-valente (2 doses para idosos acamados, institucionalizados ou indígenas) e Varicela (2 doses para indígenas e trabalhadores de saúde suscetíveis, mediante avaliação médica).
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