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Espírito Santo registra 20 casos de coqueluche só em 2025

Espírito Santo registra 20 casos de coqueluche só em 2025

Espírito Santo registra 20 casos de coqueluche só em 2025

O Espírito Santo já tem 43 casos de coqueluche registrados em 2025. Porém, segundo dados do quadro de controle da Secretaria de Estado de Saúde, em 23 deles os sintomas foram sentidos no ano pretérito e outros 20 desde 1º de janeiro deste ano. Não há registros de mortes.

Os casos de coqueluche dispararam em 2024, com um aumento de mais de 1.000%, ou seja, 10 vezes, em todo o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 5.987 casos no país, sendo 1.034 em recém-nascidos. Em São Paulo, o prolongamento foi ainda mais alarmante: um salto de 3.436%, com 831 casos confirmados. O estado ficou detrás unicamente do Paraná (1.229 casos).

No Espírito Santo, foram registrados dois casos em novembro e mais 21 em dezembro. Outros 20 entre 1º e 17 de janeiro. A maioria das notificações deste ano foi em Aracruz (7).

Há registros também em Serra (3), Cariacica (2), além de Guarapari, Santa Teresa, Venda Novidade do Imigrante, Vila Velha, Linhares, Pinheiros, Cachoeiro do Itapemirim e São Gabriel da Palha (um de cada).

A tosse convulsa é uma infecção respiratória grave causada pela bactéria Bordetella pertussis. Altamente contagiosa, é transmitida por gotículas de seiva e é mormente perigosa para bebês de até um ano de idade.

“Nos recém-nascidos, a resistência aos sintomas é menor. Além da tosse intensa, a doença pode motivar paragem respiratória, convulsões, vômitos e desidratação”, explica Fabíola La Torre, coordenadora do pronto-socorro infantil do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, da Rede D’Or.

Segundo especialistas, a principal desculpa do atual surto é a baixa cobertura vacinal. A taxa ideal de vacinação contra a coqueluche deveria ser de pelo menos 95%, mas caiu drasticamente nos últimos anos. Por exemplo, em 2023, a cobertura para crianças menores de um ano era de unicamente 68,98%, com taxas ainda mais baixas entre as mulheres grávidas.

“A vacinação durante a gravidez protege os recém-nascidos, reduzindo o risco de contágio. Aliás, a falta de aproximação a exames laboratoriais de biologia molecular dificulta o diagnóstico e o controle da doença”, acrescenta A Torre.

Outro problema é a falta de doses de reforço para adolescentes, um pouco geral em países da União Europeia e nos Estados Unidos. “No Brasil, o Programa Vernáculo de Imunizações prevê a emprego da vacina unicamente em crianças de 0 a 4 anos. Sem reforços, os adolescentes ficam mais vulneráveis, aumentando o risco de transmissão, mormente se tiverem condições porquê baixa isenção, asma ou bronquite”, explica o médico.

No Sistema Único de Saúde (SUS), além das crianças, a vacina contra coqueluche também é aplicada em gestantes, profissionais de saúde e trabalhadores com contato direto com recém-nascidos.

O período de incubação da tosse convulsa varia entre cinco e dez dias. Os primeiros sintomas incluem febre baixa, mal-estar, coriza e tosse seca, que se intensifica com o tempo. A período mais grave envolve episódios de tosse intensa, chamados ataques paroxísticos, que podem resistir semanas e ocorrer principalmente à noite.

“Nos bebês, as crises podem motivar apneia, vômitos e até risco de morte. Durante as crises de tosse, a pessoa tem dificuldade para respirar e pode apresentar congestão, lacrimejamento e secreções abundantes”, explica Flaubert Serra de Farias, infectologista pediátrico.

A frequência e a intensidade das crises aumentam nas duas primeiras semanas e tendem a diminuir gradativamente se for realizado o tratamento adequado, levando o paciente à período de convalescença, ou recuperação, que pode resistir meses. “Nesta período as crises diminuem, mas é preciso estar atilado a outras complicações, sendo imprescindível o comitiva médico”, alertar o técnico em doenças infecciosas.

O diagnóstico da coqueluche é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais. O tratamento mais geral são os antibióticos. Aliás, as pessoas próximas ao paciente (contatos) devem receber profilaxia, que inclui vacinas, medicamentos, uso de máscaras e cuidados de higiene.

“As vacinas contra coqueluche estão disponíveis tanto na rede pública quanto na privada. Manter a vacinação em dia é a melhor forma de prevenir a doença. Aliás, ao identificar sintomas, porquê tosse, é importante procurar atendimento e orientação médica”, reforça Farias.

manadeira da materia

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