Carregando agora

Governo federalista prepara decreto para proteger produção pátrio em acordos comerciais

Governo federal prepara decreto para proteger produção nacional em acordos comerciais

Governo federalista prepara decreto para proteger produção pátrio em acordos comerciais

O presidente em tirocínio e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (19) que o governo federalista publicará um decreto para regulamentar a emprego de salvaguardas nos acordos comerciais assinados pelo Brasil. A enunciação aconteceu em Caxias do Sul (RS), durante a inauguração da 35ª Sarau Pátrio da Uva e Feira Agroindustrial. O objetivo da medida é estabelecer regras claras, transparência e segurança jurídica para proteger a indústria e o agronegócio brasileiros contra possíveis saltos nas importações gerados por reduções tarifárias.

Expansão mercantil e a urgência de regras
A elaboração do decreto ocorre num cenário de expansão sem precedentes da rede de associações do Mercosul. Desde 2023, o conjunto concluiu negociações comerciais com Singapura, a Associação Europeia de Negócio Livre (EFTA) em 2025 e a União Europeia em janeiro de 2026.

Com as novas empresas, a parcela do negócio brasílico coberta por preferências tarifárias cresceu de 12% para 31,2%. Em cenários anteriores, com menor cobertura mercantil, eventuais proteções poderiam ser aplicadas com base unicamente em regras multilaterais gerais. Porém, com a ampliação dos compromissos, o governo considerou necessária a geração de uma disciplina estruturada e específica para a utilização do instrumento nos acordos atuais e futuros.

Porquê funcionarão as salvaguardas
As salvaguardas são mecanismos de resguardo mercantil que permitem a um país agir contra os aumentos de importações causados ​​por reduções fiscais negociadas em tratados. Caso seja demonstrado, ou haja prenúncio, de graves danos à produção pátrio, o governo brasílico terá instrumentos para suspender a vigência do entendimento para um item específico.

“O presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Logo esse problema poderá ser resolvido com a adoção de uma medida de restrição ao negócio desse item. Se houver um grande aumento nas importações, a salvaguarda poderá ser acionada imediatamente”, disse. Alckmin disse.

O decreto definirá os prazos e procedimentos de investigação. Dentre as formas de implementar a proteção, o Brasil poderá:

  • Estabelecer cotas, supra das quais as importações perdem os benefícios do entendimento;
  • Suspender temporariamente a redução (eliminação) do imposto de importação estipulada no cronograma do tratado;
  • Restaurar o nível tarifário original, em vigor antes do entendimento.

Impactos no setor vitivinícola e na fiscalidade
Durante a visitante ao tradicional evento gaúcho, o presidente em tirocínio detalhou o impacto do entendimento entre o Mercosul e a União Europeia no setor vitivinícola. Alckmin explicou que o cronograma de redução tarifária mútua (dedução) terá prazos estendidos para prometer a adaptação dos produtores nacionais. No caso dos vinhos, a redução ocorrerá durante um período de oito anos; para os espumantes, o prazo será de 12 anos.

Além do cenário de importação, o ministro destacou que o setor será beneficiado pela recente reforma do imposto sobre o consumo. A projeção do governo é que a novidade legislação reduza a trouxa fiscal sobre os vinhos nacionais em muro de 7%, com o objetivo de substanciar a competitividade do resultado pátrio.

Demandas do setor produtivo
Antes da inauguração da Sarau da Uva, Alckmin participou de uma reunião de trabalho com representantes do setor produtivo da Serra Gaúcha. A taxa do encontro abordou o novo entendimento com a União Europeia, o curso da reforma tributária, o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos (chamada de “tarifa americana”) e o programa Move Brasil, iniciativa que oferece linhas de crédito com juros menores para renovação do parque de caminhões.

nascente da materia

Share this content:

Publicar comentário