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Infarto avança entre mulheres e diferenças nos sintomas dificultam o diagnóstico da doença

Infarto avança entre mulheres e diferenças nos sintomas dificultam o diagnóstico da doença

Infarto avança entre mulheres e diferenças nos sintomas dificultam o diagnóstico da doença

As doenças cardiovasculares representam a principal culpa de morte entre mulheres no Brasil, cenário impulsionado pela falta de conhecimento sobre os sintomas específicos do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) no sexo feminino, o que muitas vezes atrasa a procura por ajuda. O alerta ocorre porque sinais porquê cansaço extremo e náusea são muitas vezes subestimados ou confundidos com estresse, resultando em um aumento de até 176% nas mortes por infarto entre as mulheres brasileiras nas últimas décadas e exigindo a geração de protocolos médicos voltados para essa população.

A realce na forma porquê os ataques cardíacos se manifestam clinicamente entre os sexos ainda não é difundida no país. Uma pesquisa realizada pela farmacêutica Novartis em parceria com o Instituto IPSOS-IPEC, com mais de 2 milénio internautas de todas as regiões brasileiras, revelou que 51% das pessoas não reconhecem essas disparidades nos sintomas.

A médica Maria Cristina de Oliveira Izar, professora associada da disciplina de Cardiologia da Unifesp e membro do juízo de gestão da Sociedade Internacional de Aterosclerose (2025-2027), detalha as variações do quadro. “Enquanto os homens tendem a sentir dores no peito clássicas, as mulheres costumam relatar sintomas porquê cansaço extremo, náuseas, dores nas costas e pescoço, muito porquê falta de ar durante o ataque cardíaco”, explica.

Detido no diagnóstico e protocolos desatualizados
A atipicidade dos sinais nas mulheres gera uma associação equivocada com fatores psicológicos, porquê impaciência ou cansaço rotineiro. Essa confusão ocorre tanto por segmento dos pacientes quanto dos profissionais de saúde nas unidades de emergência.

“Quando esses sintomas são subestimados, tanto pelos próprios pacientes quanto pelos profissionais de saúde, é generalidade que os casos cheguem ao hospital em estágios mais avançados ou sejam mal interpretados. Isso resulta em uma jornada de desvelo marcada por falhas”, diz o cardiologista.

Para mitigar o subdiagnóstico e o subtratamento, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicou documento estabelecendo a premência de adequação dos protocolos assistenciais à verdade fisiológica feminina. A entidade alerta que a manutenção de instrumentos de avaliação médica baseados predominantemente em padrões masculinos provoca subnotificação de riscos.

O impacto da falta de diretrizes específicas reflete diretamente nas taxas de mortalidade. Dados estatísticos da SBC indicam que as mortes por infarto entre mulheres de 15 a 49 anos registraram um aumento de 62% no Brasil entre 1990 e 2019. Na tira etária de 50 a 69 anos, o propagação no mesmo período chegou a 176%.

“Precisamos superar a teoria de que as doenças cardíacas são um problema exclusivamente masculino. As mulheres apresentam riscos específicos, sintomas diversos e muitas vezes são diagnosticadas tardiamente”, enfatiza Dra. Maria Cristina. O médico defende a urgência de incorporar esta evidência científica na prática clínica, na formação das equipas de rastreio e nas políticas de saúde pública.

Fatores de risco e prevenção
A estratégia clínica para moderar a mortalidade por doenças cardiovasculares centra-se principalmente na prevenção e controlo dos factores de risco associados, porquê hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, tabagismo e obesidade. Um dos alvos centrais da atenção médica é o colesterol LDL, popularmente divulgado porquê colesterol “ruim”.

O acúmulo progressivo e tristonho dessa gordura nas paredes das artérias desencadeia a aterosclerose, quadro assintomático que culmina em eventos cardiovasculares agudos. “Quando essas placas de gordura se rompem, formam-se coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo, resultando em infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral”, explica o técnico.

Para pacientes classificados porquê de cima risco cardiovascular, principalmente aqueles em prevenção secundária (indivíduos que já sofreram infarto ou acidente vascular cerebral), a recomendação terapia é manter os níveis de colesterol LDL inferior da marca de 50 mg/dL, diretriz válida também para homens e mulheres.

Obter esse objetivo rigoroso exige uma abordagem múltipla, que envolve seguimento profissional, sustento balanceada, atividade física regular e o indispensável uso de medicamentos específicos para controle dos níveis de colesterol.

manadeira da materia

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