Janeiro Roxo: Brasil é o 2º país com mais casos de hanseníase no mundo; saiba identificar sinais na pele
A campanha Janeiro Roxo reforça, neste mês de janeiro de 2026, a urgência do combate à hanseníase, doença que tem tratamento e tratamento eficazes, mas que mantém o Brasil em posição alarmante no cenário internacional. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o país tem o segundo maior número de novos casos do mundo, detrás unicamente da Índia. O Brasil concentra mais de 90% das notificações de todas as Américas e, junto com a Índia e a Indonésia, responde por quase 80% dos registros globais.
Enquanto o mundo observa tendência de queda, com 172.717 novos casos em 2024, uma redução de 5,5% em relação ao ano anterior, o Brasil notificou 22.129 novos diagnósticos no mesmo período. Houve uma ligeira queda de 2,8% em relação a 2023 (22.773 casos), mas os números absolutos mantêm o alerta sanitário ligado.
Causas sociais e dificuldade de diagnóstico
A persistência da doença no país está ligada a fatores multifatoriais. O infectologista Dr. Américo Calzavara Neto destaca que a hanseníase está fortemente associada à pobreza, moradias precárias, moradias superlotadas, baixa escolaridade e desigualdade social.
“O longo período de incubação dos portadores da doença é, em média, de 2 a 7 anos. Isso significa que muitos casos atuais refletem cadeias de transmissão estabelecidas há anos, principalmente em famílias com casos não tratados ou com diagnóstico tardio”, explica o médico.
Outro repto é identificar a doença na rede de saúde. “Apesar da cobertura da Atenção Básica, ainda há subdiagnóstico devido à falta de capacitação profissional, rotatividade da equipe e dificuldade de reconhecimento das formas iniciais, muitas vezes discretas, resultando em maior número de casos com lesões neurais avançadas”, completa Calzavara Neto.
Diagnóstico tardio refolho o risco de deformidades
A morosidade na procura de ajuda ou na identificação da doença gera graves consequências físicas. O Intensidade de Incapacidade 2 (G2D), indicador que mede a sisudez no momento do diagnóstico, mostra que o Brasil apresenta uma taxa de deformidades muito supra da média. Em 2024, foram registrados 2.236 novos casos com incapacidade grave, o que representa mais de 10% do totalidade de diagnósticos no país, quase o duplo da média global de 5,3%.
Segundo o infectologista, esse proporção de incapacidade envolve “deformidades visíveis, porquê úlceras tróficas, retrações, amputações, mãos em garra, pé derrubado e fanatismo”. A profissional alerta que o pavor, o preconceito e a desinformação fazem com que muitas pessoas escondam as lesões ou abandonem o tratamento. Ou por outra, a fragmentação dos serviços em alguns municípios dificulta o aproximação rápido ao diagnóstico dermatoneurológico e à medicação.
Uma vez que identificar sinais na pele
A detecção precoce é a principal arma contra sequelas. A dermatologista Dra. Maria de Fátima Maklouf Amorim orienta que as pessoas fiquem atentas às alterações na pele, que muitas vezes são discretas.
“Os primeiros sinais cutâneos da hanseníase incluem manchas claras ou brancas, geralmente acompanhadas de dormência ou perda de sensibilidade sítio. É importante observar a privação de sensibilidade, mesmo que não haja manchas visíveis. detalha o dermatologista.
O médico ressalta que a privação de sarna é uma particularidade importante a ser observada. O diagnóstico diferencial é fundamental, pois a hanseníase pode ser confundida com “tecido branco” (infecção fúngica), pele seca ou outras condições. A confirmação é feita por meio de fiscalização médico, testes de sensibilidade (térmica, dolorosa e tátil), palpação de nervos e, em caso de incerteza, biópsia ou baciloscopia de escarro.
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