Lucas Pinho conquista o primeiro ouro do Brasil nas Olimpíadas de Inverno
O esporte vernáculo conseguiu um feito inédito na manhã deste sábado (14) nos Alpes italianos. O esquiador Lucas Pinho Braathen venceu a prova de slalom gigante nos Jogos Olímpicos Milão-Cortinado 2026 e conquistou a primeira medalha de ouro da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno. A vitória aconteceu no Núcleo de Esqui Stelvio, em Bormio, onde o desportista venceu concorrentes da Suíça para subir ao topo do pódio.
Lucas Pinho completou as duas descidas da prova com tempo totalidade de 2min25s. O brasílico está 58 centésimos avante do suíço Marco Odermatt, que fica com a prata. O bronze ficou com outro suíço, Loic Meillard. O slalom gigante, modalidade vencedora, exige que o esquiador faça duas descidas num trajectória com “gates” (mastros cravados na neve) separados por muro de 25 metros, sendo o vencedor aquele que tiver o menor tempo totalidade.
O desportista ampliou a vantagem na primeira descida, quando assumiu a liderança depois completar o trajectória em 1min13s92. Na segunda lanço, apesar de registrar exclusivamente o décimo primeiro melhor tempo (1min11s08), descrito por ele uma vez que “uma guerra”, a vantagem obtida anteriormente foi suficiente para prometer o título olímpico.
Curso e mudança de nacionalidade
Aos 25 anos, Lucas nasceu em Oslo, capital da Noruega, e é rebento do norueguês Bjorn e da brasileira Alessandra. Defendeu a Noruega até 2023, tendo participado nos Jogos de Pequim 2022, onde não completou as provas. Depois desentendimentos com a federação norueguesa, anunciou sua aposentadoria, mas reverteu em 2024 a decisão de simbolizar o Brasil.
A conquista deste sábado supera o melhor resultado anterior do país nos Jogos de Inverno, que pertencia a Isabel Clark (9ª colocada no snowboard cross em Turim-2006). Outro resultado relevante foi o 13º lugar de Nicole Silveira no esqueleto, em Pequim-2022.
Além de Lucas, neste sábado o ítalo-brasileiro Giovanni Ongaro disputou a mesma prova. Oriundo de Clusone, na Itália, rebento de mãe brasileira, Ongaro terminou na 31ª colocação, com tempo combinado de 2min34s15.
Impacto e inspiração no futebol
A vitória gerou reações imediatas. No pódio, Lucas se emocionou ao ouvir o hino vernáculo brasílico. Em entrevista, o esquiador revelou que sua paixão inicial era o futebol e citou ídolos nacionais. “Não cresci esquiando, cresci sendo jogador de futebol (…) Meus primeiros modelos esportivos foram Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo”, Lucas disse.
Nas redes sociais, Ronaldinho Gaúcho parabenizou o desportista, chamando-o de “orgulhoso”. Lucas respondeu: “Incrível… Obrigado por tudo. Se não fosse por você, eu nunca teria chegado cá.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se pronunciou, publicando um vídeo da comemoração nas redes sociais e afirmando que “O esporte brasílico não tem limites.” O ministro do Esporte, André Fufuca, destacou que o ouro mostra que os atletas brasileiros “Eles podem competir e vencer em qualquer cenário.”
Próximas etapas
A participação do Brasil nos Jogos Milão-Cortinado continua. Lucas Pinho volta a competir na próxima segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília), na prova de slalom. Essa modalidade se diferencia do slalom gigante pela menor intervalo entre mastros, muro de 13 metros, o que exige ainda mais técnica nas curvas.
Além de Lucas e Giovanni, a delegação brasileira inclui o carioca Christian Soevik, também rebento de pai norueguês e mãe brasileira, que representará o país na competição.
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