Lula confirma Alckmin porquê vice-presidente e anuncia saída de 18 ministros para as eleições de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, na manhã desta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, a reedição do boletim de voto com Geraldo Alckmin (PSB) para a disputa pela reeleição presidencial em outubro. Durante a reunião ministerial, o patrão do Executivo também oficializou a renovação da Esplanada com a saída de 18 dos 39 ministros, que deixarão os cargos antes de 4 de abril para concorrer a cargos eletivos ou coordenar campanhas, cumprindo a exigência de descumprimento da legislação eleitoral.
Confirmação do vice-presidente
A decisão de manter Geraldo Alckmin põe término às especulações sobre a vaga, que era cogitada para o BMD, confederação que, segundo a direção petista, ficará restrita às plataformas estaduais. Para aderir à fórmula, Alckmin deverá deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços (MDIC).
A legislação eleitoral isenta o presidente e o vice de abandonarem os mandatos, mas exige a destituição de cargos no Executivo seis meses antes das eleições para evitar o uso da máquina pública, prometer a paridade entre os candidatos e separar a função pública do interesse eleitoral. “O camarada Alckmin terá que deixar o MDIC porque é mais uma vez candidato a vice-presidente da República”declarou Lula durante reunião com sua equipe.
Estratégia de perpetuidade na Esplanada
Para acomodar a saída de quase metade de sua equipe ministerial, o presidente optou por não nomear novos perfis políticos, priorizando a promoção de secretários executivos (o “número dois” de cada pasta) e a reorganização interna. O objetivo é evitar interrupções do projeto nos meses finais do procuração.
“Quando saí dos ministérios tomei a decisão de não incorporar novos ministros. Temos uma máquina funcionando há três anos e quatro meses. disse o presidente.
O protótipo já foi aplicado no Ministério da Herdade, onde Darío Durigan substituiu Fernando Haddad (PT). Na Mansão Social, Miriam Belchior substituirá Rui Costa (PT). Na Ensino, Leonardo Barchini substitui Camilo Santana (PT), enquanto George Santoro substitui Renan Rebento (MDB) nos Transportes.
Há também ajustes políticos: no Ministério da Lavoura, Carlos Fávaro (PSD) será substituído por André de Paula (PSD), atual ministro das Pescas. No Planejamento, o economista Bruno Moretti ocupará o lugar de Simone Tebet (PSB). A substituta de Gleisi Hoffmann (PT) na Secretaria de Relações Institucionais ainda não foi definida e o departamento poderá ser chefiado interinamente.
Foco em entregas e embate político
O encontro serviu também para alinhar o oração político contra a oposição, com privativo foco no enfrentamento ao bolsonarismo, que deveria ter o senador Flávio Bolsonaro (PL) porquê principal contendedor do governo. Lula pediu aos ministros cessantes que defendam as ações da gestão e atuem para moralizar o cenário político.
“A política piorou muito. Hoje ainda tem muita gente séria, que faz política com P maiúsculo, mas a verdade é que, em muitos casos, a política virou um negócio. Quem se candidata sabe disso: os cargos têm um preço muito cimeira”, disse o presidente, apelando aos aliados para ajudar “mudar a promiscuidade que se estabelece no mundo e na política brasileira.”
O ministro-chefe da Mansão Social, Rui Costa, destacou as vitrines do governo que devem ser exploradas na campanha, porquê a ampliação do programa Minha Mansão, Minha Vida e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 milénio. “Houve uma mudança da chuva para o vinho, de um deserto de projetos, obras e governação, para um governo que tem um líder que forma uma equipa disposta a trabalhar”, p.Costa disse. O marqueteiro de Lula, Sidônio Palmeira, que deixará o Ministério da Notícia Social no meio do ano, foi convidado a realçar esses números para a população.
O fado dos ministros que deixam o governo
As mudanças já confirmadas ou transmitidas na Esplanada dos Ministérios incluem candidaturas ao Senado, à Câmara dos Deputados e aos governos estaduais, além de atividades de bastidores nas campanhas:
Governos estaduais:
- Fernando Haddad (PT/Tesouro): deveria disputar o governo de São Paulo.
- Renan Rebento (MDB/Transportes): o governo de Alagoas deve responder.
Senado Federalista:
- Rui Costa (PT/Mansão Social): deveria disputar o Bahia.
- Gleisi Hoffmann (PT/Relações Institucionais): deverá disputar o Paraná.
- Simone Tebet (PSB/Planejamento): deverá disputar o São Paulo.
- Marina Silva (Redes/Meio Envolvente): deverá disputar o São Paulo.
- André Fufuca (PP/Esporte): deverá disputar o Maranhão.
- Carlos Fávaro (PSD/Lavoura): deverá disputar Mato Grosso.
- Waldez Góes (PDT/Integração Pátrio/Desenvolvimento Regional): deverá disputar o Amapá.
Câmara dos Deputados e Legislativo Estadual:
- Sílvio Costa Rebento (Republicanos/Portos e Aeroportos): deve concorrer à Câmara de Pernambuco.
- Paulo Teixeira (PT/Desenvolvimento Agrário): deverá concorrer à Câmara de São Paulo.
- Anielle Franco (PT/Paridade Racial): deveria concorrer à Câmara no Rio de Janeiro.
- Sônia Guajajara (Psol/Povos Indígenas): deverá concorrer à Câmara de São Paulo.
- Macaé Evaristo (PT/Direitos Humanos): deve concorrer à Parlamento Legislativa de Minas Gerais.
Campanha eleitoral:
- Camilo Santana (PT/Ensino): deixa o função de coordenador da campanha de 2026.
- Sidônio Palmeira (Notícia Social): Ele deverá ser despedido no meio do ano para assumir o comando do marketing da campanha de Lula.
Partida confirmada (sem posição especificada):
- Jader Rebento (MDB/Cidades): Ele confirmou sua saída para as eleições, com substituição pelo secretário-executivo.
Situação indefinida:
- Márcio França (PSB/Empreendedorismo): Ele deixará o governo, mas cogita trabalhar na campanha ou concorrer ao Senado em São Paulo.
- Wolney Queiroz (PDT/Segurança Social): Saída à direita, indecisa entre a campanha ou o função de deputado federalista por Pernambuco.
- Alexandre Silveira (PSD/Minas e Vigor): avalia candidatura ao Senado por Minas Gerais ou permanência no governo.
- Luciana Santos (PCdoB/Ciência e Tecnologia): avalia candidatura em Pernambuco ou permanência no governo.
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