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Morre Preta Gil, aos 50 anos, durante tratamento de cancro nos EUA

Morre Preta Gil, aos 50 anos, durante tratamento de câncer nos EUA

Morre Preta Gil, aos 50 anos, durante tratamento de cancro nos EUA

A cantora, empresária e apresentadora Preta Gil morreu, aos 50 anos, neste domingo (20), nos Estados Unidos, onde realizava tratamento contra um cancro colorretal. A informação foi confirmada por sua equipe à prelo. A morte ocorre depois uma piora em seu quadro de saúde desde a última quarta-feira (16), quando, durante uma sessão de quimioterapia, foi detectado que a doença havia se alastrado.

Preta Gil havia sido diagnosticada com cancro colorretal em janeiro de 2023 e, desde portanto, compartilhava francamente as etapas de seu tratamento com o público. Em agosto de 2023, a artista revelou que a doença havia se espalhado por quatro pontos, incluindo linfonodos na pelve, uma metástase no peritônio e um nódulo no uréter.

Fontes próximas à família informaram que seu pai, o cantor Gilberto Gil, teve um aumento da pressão arterial ao receber a notícia do falecimento. O rebento de Preta, Francisco Gil, e amigos da artista, uma vez que a atriz Carolina Dieckmmann, estão nos Estados Unidos. Dieckmmann viajou durante uma pausa nas gravações da romance ‘Vale Tudo’, sem saber da seriedade do estado de saúde da amiga.

Preta Gil deixa o rebento, Francisco, e a neta, Sol de Maria. O horário e o lugar do velório ainda não foram divulgados pelos familiares.

Trajetória multifacetada
Nascida em 1974, filha de Gilberto Gil com Sandra Gadelha, Preta transitou com desenvoltura entre os palcos e os bastidores da indústria cultural. Sua curso começou aos 16 anos uma vez que produtora, a invitação de Zé Maurício Machline, na organização do Prêmio Sharp, hoje Prêmio da Música Brasileira. Na sequência, trabalhou na sucursal de publicidade DM9 e, nos anos 1990, nas produtoras Conspiração e Dueto. Nesse período, teve papel fundamental na popularização do videoclipe no Brasil, criando e dirigindo trabalhos para artistas uma vez que Ivete Sangalo, Ana Carolina, KLB, SNZ e sua prima, Marina Lima.

Sua estreia uma vez que cantora ocorreu em 2003, com o álbum “Prét-A-Porter”, que trazia o sucesso “Sinais de Queimação”, constituição de Ana Carolina e Antonio Villeroy. A revestimento do disco, na qual posou nua aos 28 anos, gerou grande repercussão e a colocou no meio de debates sobre moralismo e liberdade feminina. “Vivia no mundo da fantasia da tropicália, achava que todo mundo era uma vez que a gente, cabeça ensejo. […] Nunca pensei que as pessoas pudessem ser conservadoras ou julgar os outros pelo modo uma vez que vivem ou por uma vez que são”, escreveu ela em sua autobiografia “Preta Gil: Os primeiros 50”, publicada em 2024.

Sua discografia inclui os álbuns “Preta” (2005), “Sou Porquê Sou” (2012) e “Todas as Cores” (2017), leste último com parcerias com Gal Costa, Pabllo Vittar e Marília Mendonça. Lançou também dois projetos ao vivo de grande sucesso: “Noite Preta” (2010) e “Conjunto da Preta” (2014), que se tornou um dos principais do carnaval de rua do Rio de Janeiro.

Paralelamente, atuou uma vez que atriz em produções uma vez que a romance “Os Mutantes” (Record, 2007) e os seriados “Ó Pai, Ó” (Orbe, 2008) e “As Cariocas” (Orbe, 2010). Porquê apresentadora, comandou o talk show “Caixa Preta” (Band, 2004) e o programa “Vai e Vem” (GNT, 2010). Em 2017, fundou a empresa Music2Mynd, focada em agenciamento de artistas e marketing de influência.

Ativismo e luta
Mesmo durante o tratamento, Preta Gil não se afastou dos palcos. Ela participou da turnê “Nós, A Gente”, que reuniu a família Gil, e da turnê de despedida de seu pai. Em entrevista, declarou que as apresentações faziam segmento de seu processo de tratamento: “Estou enfraquecida, mas cada noite é uma ração de adrenalina, paixão e afeto.”

A artista usou sua plataforma, com mais de 12 milhões de seguidores no Instagram, para dividir suas vulnerabilidades e tutelar causas em que acreditava. “Eu comento sobre tudo, se estou frágil ou triste, sou transparente. Porquê uma pessoa pública, posso dividir as minhas vulnerabilidades, não tenho porque fazer tipo na internet”, afirmou. Preta foi uma voz ativa na valorização da autoestima feminina e no esteio às pautas dos movimentos LGBTQIA+ e preto, engajando-se em debates uma vez que a legalização do monstruosidade e o empoderamento racial.

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