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Morte de Titina Medeiros conscientiza sobre cancro de pâncreas em menores de 50 anos

Morte de Titina Medeiros conscientiza sobre câncer de pâncreas em menores de 50 anos

Morte de Titina Medeiros conscientiza sobre cancro de pâncreas em menores de 50 anos

A atriz Titina Medeiros faleceu neste domingo (11), aos 48 anos, em decorrência de um cancro no pâncreas, depois muro de um ano de tratamento oncológico. A morte do artista, publicado por papéis em novelas porquê “Cheias de Charme” e “No Rancho Fundo”, labareda a atenção para a sisudez da doença que, segundo o Instituto Pátrio do Cancro (INCA), registra mais de 10 milénio novos casos anualmente no Brasil e mostra aumento de ocorrências em pacientes mais jovens.

A confirmação da morte veio por meio de familiares nas redes sociais. “Siga em tranquilidade. Por cá vamos relembrar os bons momentos e rir das piadas que você fez nos palcos e nas novelas. Eu te senhor”, publicou Rejane Medeiros, mana da atriz. Nascida em Currais Novos, no Rio Grande do Setentrião, Titina construiu sólida curso na TV e no teatro.

A doença e o diagnóstico tardio
O pâncreas desempenha papéis vitais no processo estomacal e no controle do açúcar no sangue. A maioria dos tumores malignos, muro de 90%, são classificados porquê adenocarcinomas e têm origem na segmento exócrina do órgão.

O oncologista Mauro Donadio, da Oncoclínicas, explica que a subida mortandade está associada à dificuldade de detecção inicial. “O cancro de pâncreas costuma ser diagnosticado tardiamente porque seus sintomas iniciais são inespecíficos ou ausentes. Isso dificulta o tratamento e impacta negativamente nas taxas de sobrevivência”, afirma. Estima-se que exclusivamente entre 10% e 15% dos casos são descobertos numa período inicial.

Sintomas e fatores de risco
Especialistas alertam para sinais que muitas vezes são confundidos com condições benignas. Em casos mais avançados, os sintomas incluem dor abdominal ou lombar, perda de peso, fraqueza, icterícia (amarelecimento dos olhos ou da pele), urina escura, náuseas e trombose venosa profunda.

Um ponto crucial de atenção é a relação com o diabetes. “Hoje sabemos que existe uma via de mão dupla: o cancro pode induzir alterações metabólicas que levam ao desenvolvimento de diabetes, mas também há evidências de que a resistência à insulina e o próprio diabetes tipo 2, principalmente quando mal controlado, podem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores”, detalha Donádio. O agravamento súbito da diabetes pré-existente deve ser investigado.

Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, consumo excessivo de álcool, pancreatite crônica e histórico familiar. A obesidade também é um fator determinante e modificável. “Estudos mostram que perder exclusivamente 10% do peso corporal já reduz consideravelmente o risco de desenvolver vários tipos de cancro, incluindo o de pâncreas”, destaca o oncologista.

Incidência em jovens e mulheres
Embora o cancro do pâncreas seja predominantemente uma doença do envelhecimento, com 90% dos casos a ocorrerem depois os 55 anos, a morte de Titina Medeiros, aos 48 anos, reflecte uma tendência que preocupa a comunidade médica. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), baseados na pesquisa Globocan 2022, indicam que exclusivamente 5,8% dos casos ocorrem antes dos 50 anos, mas a incidência nesta tira etária está aumentando.

“O cancro de pâncreas é principalmente uma doença do envelhecimento, mas isso não significa que esteja restrito aos idosos. Quando ocorre antes dos 50 anos, o impacto é grande porque foge do padrão esperado e muitas vezes é diagnosticado tardiamente”explica Paulo Henrique de Sousa Fernandes, presidente da SBCO.

Entre as mulheres, a doença é o 11º tipo mais generalidade no mundo, mas ocupa a sétima principal culpa de morte por cancro. No Brasil, a estimativa para 2025 é de 5.690 novos casos entre mulheres.

Tratamento e perspectivas
O diagnóstico envolve exames laboratoriais, exames de imagem (tomografia e sonância) e biópsia. “Quando conseguimos detectar o tumor em estágio inicial e restrito ao pâncreas, a chance de sucesso no tratamento aumenta significativamente”, ressalta Mauro Donádio.

O protocolo de tratamento geralmente combina cirurgia e quimioterapia. Em situações específicas, a ordem é invertida para reduzir o tumor antes da operação, abordagem que, segundo Donadio, tem demonstrado bons resultados e melhorado o prognóstico.

Apesar da agressividade da doença, os avanços da genética e da medicina personalizada trazem novas perspectivas. A identificação de subtipos moleculares permitiu o desenvolvimento de terapias mais específicas. Para a população em universal, na privação de testes de rastreio eficazes, a recomendação de Paulo Fernandes centra-se na prevenção: “Hábitos de estilo de vida saudáveis, porquê dieta balanceada e atividade física regular, desempenham um papel importante na redução de riscos.”

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