Mpox pode matar? Conheça os riscos e a taxa de mortalidade da doença
A varíola é uma infecção viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões cutâneas, secreções ou objetos contaminados. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em poucas semanas.
Porém, segundo o Ministério da Saúde, em algumas pessoas, principalmente imunocomprometidos, crianças e gestantes, os sinais e sintomas podem levar a complicações e até à morte.
A mortalidade do mpox varia de congraçamento com a versão do vírus. O clade 1 é considerado mais transmissível e grave que o clade 2, responsável pelo surto em 2022. Aliás, em setembro de 2023, foi identificada uma subvariante na República Democrática do Congo, o clade 1B, que é ainda mais transmissível e mais hostil.
De congraçamento com Matthew Binnicker, diretor do Laboratório de Virologia Clínica da Mayo Clinic, em entrevista à CNN, em surtos anteriores de mpox relacionados ao clade 1, as taxas de mortalidade atingiram 10%.
Com base nestes dados, estima-se que a taxa de mortalidade do clade 1B varie novamente entre 3% e 10%, dependendo do surto. Para se ter uma teoria, o clado 2, responsável pelo surto de 2022 — em que houve menos mortes por mpox —, a taxa de mortalidade variou de 0,1% a 0,5%.
“Se a mpox se tornar um surto em países mais desenvolvidos, porquê a Europa, os Estados Unidos e o Brasil, onde existem melhores sistemas de saúde e medicamentos disponíveis, a taxa de mortalidade deverá ser mais baixa.explica o profissional.
Quem corre maior risco?
Segundo a OMS, pessoas imunossuprimidas têm maior verosimilhança de desenvolver doenças graves ou morrer. Pessoas com HIV avançado também correm elevado risco.
Por outro lado, os indivíduos que vivem com VIH, mas com trouxa viral suprimida pelo tratamento anti-retroviral, não parecem estar em maior risco do que a população em universal. As mulheres grávidas e as crianças também estão entre os grupos mais vulneráveis.
No Brasil, o cenário atual não é considerado alarmante. O país regista 90 casos nos primeiros dois meses de 2026, dos quais 88 são confirmados e dois são prováveis, sem registo de mortes até ao momento. A maioria dos casos apresenta sintomas leves ou moderados.
São Paulo tem 63 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (15), além de registros em outros estados. O país também monitora mais de 180 notificações suspeitas.
Embora o número chame a atenção, o cenário é mais comedido do que em 2025, quando o Brasil encerrou o ano com 1.079 casos e duas mortes. Nas primeiras oito semanas epidemiológicas de 2026, os registros permanecem significativamente inferior do mesmo período do ano anterior.
Os principais sintomas incluem febre, mal-estar, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios, fraqueza, irritação na gasganete, aumento dos gânglios linfáticos e, posteriormente, lesões cutâneas características.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil mantém vigilância ativa, monitoramento durante semanas epidemiológicas e uma estrutura do SUS preparada para diagnóstico precoce, manejo galeno e comitiva dos pacientes.
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