O relatório final da CPMI do INSS contém 5 milénio páginas e aponta mais de 200 réus
Posteriormente revés no STF (Supremo Tribunal Federalista), a CPMI (percentagem parlamentar mista de investigação) do INSS ouvirá, na manhã desta sexta-feira (27), o parecer final do relator, Alfredo Gaspar (PL-AL). Em sessão marcada para as 9h, a percentagem pretende iniciar a estudo do relatório.
Dada a recusa do plenário do STF em prorrogar o funcionamento da percentagem parlamentar, o órgão parlamentar trabalha com um prazo apertado para explorar e votar um relatório final. A colegiada está autorizada a funcionar somente até o próximo sábado (28).
O relator Alfredo Gaspar disse que o parecer que elaborou tinha mais de 5 milénio páginas e concluiu que mais de 220 pessoas foram processadas. Há também, segundo o próprio relator, recomendação para que a PF (Polícia Federalista) aprofunde as investigações de alguns casos que a CPMI não conseguiu prosseguir.
Diante da possibilidade de pedir revisão, o presidente Carlos Viana (Vamos-MG) não descarta convocar uma última sessão no próximo sábado (28), para votar o parecer de Alfredo Gaspar.
A base aliada do governo Lula (PT) aguarda a apresentação do relatório de Gaspar para se posicionar. No entanto, os governantes já estão a trabalhar na elaboração de um “parecer paralelo” para competir com a desfecho de Gaspar.
A decisão revolta a liderança da CPMI
Nesta quinta-feira (26), o plenário do STF anulou a medida cautelar do ministro André Mendonça que determinava a prorrogação da CPMI do INSS. O resultado foi 8 a 2 contra a ampliação dos trabalhos da percentagem parlamentar.
O julgamento girou em torno da discussão sobre se a ampliação de uma percentagem parlamentar é uma garantia para as minorias parlamentares, mas a maioria dos ministros entendeu que não era.
O argumento que prevaleceu foi que há ampla jurisprudência no STF para prometer a instalação da CPMI pelas minorias parlamentares, mas não para ampliá-las, função que caberia somente ao presidente do Congresso.
Posteriormente o resultado do julgamento, o presidente da CPMI lamentou a decisão, mas disse ter a consciência tranquila de que a percentagem atendeu aos anseios da população. “E oriente relatório, que espero que seja reconhecido amanhã, trará estas conclusões para que os tribunais conheçam o nosso trabalho”se destacou.
“Estamos a procurar um consenso com o Governo com base nos pontos que entendemos serem iguais, que não são poucos, são muitos. Há uma boa secção do relatório em que equipas de ambos os lados concordam”ele afirmou em uma entrevista coletiva.
Viana disse ainda concordar com a fala do ministro Gilmar Mendes sobre a sisudez do vazamento de informações, mas negou ser responsável por qualquer informação privada recebida pela CPMI.
Durante o processo, o ministro Gilmar Mendes criticou a forma de atuação da CPMI do INSS e qualificou porquê delito o vazamento de informações sigilosas dentro da percentagem. Afirmou que, embora as comissões parlamentares tenham poderes de investigação equivalentes aos das autoridades judiciais, estes instrumentos devem ser exercidos com justificação e responsabilidade.
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