Carregando agora

Parlamentar militar pede expulsão de Bolsonaro e generais depois pena golpista

Parlamentar militar pede expulsão de Bolsonaro e generais após condenação golpista

Parlamentar militar pede expulsão de Bolsonaro e generais depois pena golpista

O Ministério Público Militar (MPM) apresentou, nesta terça-feira (3), recursos ao Superior Tribunal Militar (STM) solicitando a perda de cargos e patentes do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto. A medida visa declarar a indignidade ou incompatibilidade do policial e expulsá-lo das Forças Armadas em decorrência das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federalista (STF) na ação penal relacionada à trama golpista.

A ação é consequência direta da decisão do STF, que condenou o grupo a penas que variam de 19 a 27 anos e três meses de prisão por crimes porquê golpe de Estado, tentativa de supressão violenta do Estado Democrático de Recta e organização criminosa. As sentenças já transitaram em julgado, ou seja, não há mais possibilidade de recurso, o que permitiu a atuação do MPM.

De concórdia com a Constituição, os oficiais condenados a penas privativas de liberdade superiores a dois anos estão sujeitos à perda de posto e patente. O tenente-coronel Mauro Cid, por exemplo, não foi claro dessa ação específica, pois recebeu pena de dois anos no STF.

“Morte fictícia” e consequências financeiras
Se o STM concordar o pedido do Ministério Público Militar, os oficiais perderão o vínculo com a gestão militar e deixarão de receber seus salários. No entanto, a legislação prevê a instituição da “morte fictícia”.

Isso significa que, para fins previdenciários, o militar é considerado “morto” e a remuneração passa a ser uma pensão para seus dependentes diretos (porquê esposas ou filhas). O mercê existe na legislação das Forças Armadas desde 1960. Ou por outra, a decisão sobre a perda de posto pode impactar o lugar onde são cumpridas as penas dos militares, que atualmente estão detidos em unidades do Tropa e da Marinha.

Julgamento sem precedentes e “véu invisível”
A presidente do STM, Ministra María Isabel Rocha, destacou o caráter inédito da situação. Segundo ela, é a primeira vez na história que a Incisão analisará um caso de crimes contra a democracia, o que criará jurisprudência fundamental sobre a preservação do Estado Democrático de Recta.

Em coletiva de prelo, o juiz enfatizou que o tribunal não reavaliará o valor da sentença penal proferida pelo STF, mas sim se o militar tem condições éticas para permanecer nas Forças Armadas.

“No uniforme exigem uma toga, uma toga invisível. Não fazem mais secção do Tá Comando, não frequentam o quartel, são magistrados. afirmou o ministro, referindo-se aos juízes militares da Incisão.

María Elizabeth Rocha garantiu que não haverá atrasos e que o rito seguirá o devido processo legítimo, garantindo ampla resguardo. “Há uma indicação política e espera-se que o magistrado seja correto, recto e honre a sua toga. É isso que a República espera”, finalizado.

Relatores definidos
Diferentemente do STF, onde o núcleo mediano foi julgado em ação conjunta, no STM cada militar terá seu caso analisado separadamente. A distribuição foi feita por sorteio eletrônico nesta terça-feira.

O caso de Jair Bolsonaro (capitão reformado) foi denunciado pelo ministro da Aviação, tenente-general Carlos Vuyk de Aquino, indicado para o missão pelo ex-presidente Michel Temer.

Confira a distribuição dos demais processos:

  • Almir Garnier (Almirante): Ministra Relatora Verônica Abdalla (Cível); Ministro Revisor Universal do Tropa Guido Amin Naves.
  • General Paulo Sérgio Nogueira: Ministro Relator José Barroso Rebento (Cível); Ministro General do Tropa Flávio Marcus Lancia Barbosa.
  • General Augusto Heleno: o ministro relator, almirante Celso Luiz Nazareth; Ministro Revisor Péricles Aurélio Lima de Queiroz.
  • Rede Universal Braga: o Ministro-Universal Relator do Tropa Flávio Marcus Lancia Barbosa; Revisando Ministro Artur Vidigal de Oliveira.

Rito e elaboração do Tribunal
O processo no STM começa com a notificação do relator, que abre prazo de 10 dias para a resguardo escrita. Caso não compareça, é nomeado um protector público. Posteriormente a votação do relator e revisor, o julgamento é agendado. Historicamente, esse tipo de ação leva em média seis meses para ser concluída.

O plenário do STM é constituído por 15 ministros: 10 militares (quatro do Tropa, três da Marinha e três da Aviação) e cinco civis. A presidente do Tribunal só vota em caso de empate e, segundo o regulamento interno, o seu voto deve ser sempre favorável ao réu.

Nos últimos oito anos, o STM analisou 97 processos de representação por indignidade. Em 84 deles ordenou a cassação da patente, principalmente por crimes porquê peculato, peculato e prevaricação.

Relações internas
A estudo dos casos será realizada em envolvente onde existem relações prévias entre juízes e réus. O general Augusto Heleno, por exemplo, foi instrutor na Ateneu Militar das Agulhas Negras (Aman) de dois atuais ministros da Incisão. O general Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Tropa, chefiou dois dos ministros que ocupam vagas atribuídas à Força Terrestre.

Segundo a presidente María Isabel, espera-se que tais relações não interfiram na imparcialidade do julgamento. As sessões serão públicas.

natividade da materia

Share this content:

Publicar comentário