Patente Ozempic expira e abre mercado para genéricos e preços mais baixos; entenda o que muda
A exclusividade de fabricação da semaglutida, princípio ativo de medicamentos uma vez que Ozempic e Wegovy, terminou no Brasil na última sexta-feira (20) com o termo da proteção de patente da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. A partir de agora, o mercado brasílico está ingénuo para que outras empresas produzam e comercializem versões da substância, sujeitas à aprovação da Dependência Vernáculo de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa do setor saúde é que a chegada de concorrentes amplie a oferta do resultado, amenizando o histórico de desabastecimento nas prateleiras, e provoque queda gradativa dos preços ao consumidor, embora especialistas alertem que o impacto não será subitâneo.
Fileira de aprovação e novas formulações
A transição para um mercado de múltiplas ofertas depende do ritmo de aprovação regulatória. Atualmente, a Anvisa possui 17 pedidos de registro de medicamentos contendo semaglutida. Desse totalidade, oito estão em tempo de estudo e nove aguardam início de avaliação. Entre as empresas que já apresentaram propostas estão a EMS e a Ávita Care.
O processo de liberação exige critérios rigorosos, incluindo testes de impurezas, garantia de esterilidade e estudo de possíveis reações imunológicas. A maioria dos pedidos apresentados à domínio refere-se a “análogos sintéticos”. Uma vez que a semaglutida original é desenvolvida por um processo biológico e não sintético, novas versões de origem biológica são classificadas uma vez que biossimilares (não genéricos). Os análogos sintéticos são classificados uma vez que novos medicamentos sintéticos e necessitam de uma ampla gama de testes comparativos ao resultado biológico.
“Não será no dia seguinte”, pondera Neuton Ornelas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem). Segundo ele, os primeiros lançamentos devem suceder ainda no primeiro semestre, mas levarão meses para chegar de vestuário ao varejo. Para quem já utiliza o medicamento original, a transmigração para as novas versões exigirá séquito. “O tempo dirá”, afirma o presidente da Sbem, destacando que podem possuir pequenas nuances na adaptação a novos produtos.
Projeções de queda de preço
Hoje, o dispêndio do tratamento é uma barreira severa. Uma caixa de Ozempic (0,25 mg) custa murado de R$ 963, enquanto Mounjaro (tirzepatida, 2,5 mg) custa a partir de R$ 1.500. Com o termo da patente, a EMS projeta redução de até 35% nos valores de sua futura versão pátrio. A Sbem trabalha com estimativa de queda entre 30% e 50%.
Mas, a história do mercado farmacêutico exige cautela. Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), traça um paralelo com dois cenários distintos. No pretérito, a perda da patente da atorvastatina (Lipitor), usada para o colesterol, fez desabar drasticamente os preços e transformou a saúde pública. Por outro lado, a liraglutida (Saxenda) apresentou uma redução modesta. O resultado original custa entre R$ 870 e R$ 1.150, enquanto a versão similar da EMS (Olire) custa murado de R$ 760, uma diferença de 15% a 20%.
Impacto na saúde pública e desafios no SUS
A semaglutida, mais barata, é vista uma vez que uma verosímil viradela de jogo para a saúde pública. Atualmente, a obesidade é a única doença crônica sem cobertura medicamentosa no Sistema Único de Saúde (SUS). Pedido anterior da Abeso para incorporação de liraglutida ou semaglutida foi recusado pela Percentagem Vernáculo de Incorporação de Tecnologias (Conitec) sob a alegado de elevado dispêndio, apesar do reconhecimento de sua eficiência e segurança na redução de peso, glicemia e risco cardiometabólico.
“A competição deve recontar para que o governo considere a inclusão deste medicamento”, diz Ornelas, lembrando que o município do Rio de Janeiro já iniciou a oferta pioneira do Ozempic na rede pública lugar. “A obesidade mata, o diabetes mata e são doenças que, infelizmente, antecipam o ciclo originário da vida. Logo, precisam ser tratadas”.
Dados indicam que murado de 20% da população brasileira sofre de obesidade e 50% está supra do peso. Ou por outra, o país tem murado de 16 milhões de diabéticos. Lício Veloso, membro titular da Ateneu Brasileira de Ciências e professor da Unicamp, destaca os benefícios econômicos no longo prazo. “Se tivermos métodos para tratar adequadamente esses pacientes, veremos uma redução nos gastos públicos e privados com saúde”, estados.
No SUS, o tratamento atual do diabetes avança na atenção primária, com distribuição de insulina e séquito pelo programa Mais Médicos, mas enfrenta gargalos no interno do país, onde faltam especialistas uma vez que endocrinologistas e oftalmologistas. Wellington Santana, pesquisador da Universidade Federalista do Maranhão (UFMA), destaca que “diminuir o consumo de mantimentos ultraprocessados e aumentar a ingestão de mantimentos in natureza ou minimamente processados teria um impacto importante”, mas reconhece que disponibilizar as novas canetas à população mais vulnerável seria “o maior evento positivo para o tratamento do diabetes nos últimos anos”.
Perfil de consumo
Os números do Sistema Vernáculo de Gestão de Produtos Controlados (SNGPC) relativos a janeiro de 2026, primeiro mês com dados consolidados em seguida o revinda da obrigatoriedade do registo das farmácias privadas, revelam a dimensão deste mercado. Foram vendidas 443.815 caixas de medicamentos agonistas do hormônio GLP-1 (injetáveis ou em comprimidos, uma vez que o Rybelsus).
A região Sudeste, que engloba o Espírito Santo, foi responsável por 60,4% de todas as compras (268.155 caixas), liderando também o ranking de consumo por 100 milénio habitantes ao lado do Meio-Oeste e do Sul.
O perfil preponderante dos compradores é o feminino, com idade média de 47 anos (os homens têm média de 46). A filete etária que mais consome é entre 40 e 49 anos, representando 26,5% das vendas. Apesar da notabilidade da semaglutida, o mercado no primeiro mês do ano foi subjugado pela tirzepatida (Mounjaro), que respondeu por 52,8% das vendas, seguida pelo Wegovy (24,8%). Juntos, os produtos à base de semaglutida representaram 45,3% do volume vendido.
Kesley Gomes, diretora da empresa de pesquisas Worldpanel by Numerator, destaca que 45% dos consumidores atuais pertencem às classes altas. “Além da perda de patentes, o conhecimento sobre os benefícios do uso está se expandindo e pode ser um norteador para o comportamento em volume”, avalia.
Expiração do prazo, não violação de patente
Especialistas e associações médicas enfatizam que a perda de exclusividade da Novo Nordisk ocorreu naturalmente. “O prazo expirou. Não se trata de violação”, explica Ornelas, referindo-se à proteção de patente originalmente depositada em 2006 e recentemente validada pelo Supremo Tribunal Federalista (STF). O justificação é necessário porque está em curso no Congresso Vernáculo um movimento político que visa forçar a quebra da patente da tirzepatida (Mounjaro), processo que ainda não teve desfecho.
Por termo, as autoridades sanitárias reiteram os riscos da automedicação e do mercado paralelo. A Anvisa já identificou que 32% dos relatos de eventos adversos envolvendo semaglutida no Brasil decorrem do uso off-label (fora das especificações da bula), taxa três vezes superior à média global calculada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Das mais de 443 milénio caixas vendidas em janeiro, 98,1% foram prescritas por médicos devidamente cadastrados, reforçando a exigência lícito de retenção de receitas em vigor desde meados de 2025.
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