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PGR denuncia juiz e políticos capixabas por vazamento de informações confidenciais

PGR denuncia juiz e políticos capixabas por vazamento de informações confidenciais

PGR denuncia juiz e políticos capixabas por vazamento de informações confidenciais

A Procuradoria-Universal da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federalista (STF) o juiz capixaba Macário Ramos Júdice Neto e outras quatro pessoas por atuarem para obstruir uma investigação da Polícia Federalista ligada à partido criminosa Comando Vermelho. Segundo a querela, o magistrado teria violado o sigilo funcional ao vazar detalhes das ações policiais em temporada de preparação, transmitindo dados estratégicos a políticos que alertaram sobre os objetivos, prejudicando o sucesso das investigações.

A informação, veiculada pelo meio de notícias Globonews, indica que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que as provas colhidas na investigação “não deixam dúvidas” sobre a existência de uma ação coordenada para dificultar a Polícia Federalista e proporcionar a organização criminosa armada.

Além do juiz capixaba, a lista de réus inclui:

  • Rodrigo da Silva Bacellar (União Brasil), deputado estadual e presidente empossado da Câmara Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj);
  • Thiego Raimundo dos Santos Silva (também identificado nos autos uma vez que Thiego Raimundo de Oliveira Santos), ex-deputado estadual publicado uma vez que TH Joias;
  • Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias;
  • Thárcio Promanação Salso, ex-assessor do TH Joias.

A esposa do juiz, Flávia Ferraço Lopes Judice, indiciada pela Polícia Federalista durante as investigações, foi salva da denúncia apresentada pela PGR.

A dinâmica do suposto vazamento
Segundo o documento da PGR, o juiz Macário Júdice Neto tinha conhecimento prévio de quando e uma vez que seriam realizadas as operações. A denúncia alega relação amigável e próxima entre o magistrado e o deputado estadual Rodrigo Bacellar, com quem teria se encontrado pessoalmente em algumas ocasiões.

O foco medial da querela é a Operação Zargun, dirigida pelo próprio juiz e lançada em setembro do ano pretérito. O principal níveo da ação foi o ex-deputado TH Joias. O Ministério Público destaca que o sucesso da operação ficou significativamente comprometido porque TH Joias recebeu aviso prévio sobre a operação policial.

Com as informações avançadas, TH Joias retirou computadores e outros meios do escritório que ocupava na Alerj e abandonou a residência, deixando o lugar saqueado, às vésperas da operação policial. A PGR afirma que o responsável por alertar o ex-deputado foi Rodrigo Bacellar. O próprio parlamentar, segundo a denúncia, admitiu esse repasse de informações em testemunho prestado à Polícia Federalista. Bacellar e TH Joias são acusados ​​de usar seus cargos públicos para atrapalhar as investigações.

O caso também tem ligações com a segunda temporada da Operação Cravo e Mesocarpo, em que o juiz federalista foi impedido pela Polícia Federalista e Bacellar foi níveo de novas buscas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) também investiga os vazamentos.

Agora, o Supremo Tribunal Federalista irá averiguar o documento. Se a Justiça admitir a denúncia, os cinco investigados serão indiciados e responderão formalmente ao processo-crime.

O que dizem os mencionados supra
A resguardo do juiz Macário Ramos Júdice Neto emitiu nota afirmando que recebeu com surpresa a denúncia da PGR e sustenta que os dados do relatório final da Polícia Federalista são incongruentes.

Os advogados questionam, por exemplo, a informação sobre um encontro presencial com Rodrigo Bacellar na noite do dia 2 de setembro, na churrascaria Assador. Segundo a resguardo, dados de antenas telefônicas citadas na própria investigação indicam que o magistrado não esteve com o deputado no lugar indicado.

Em nota solene, a resguardo afirmou: “A resguardo do juiz federalista Macário Ramos Júdice Neto recebeu com surpresa a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra seu cliente e lamenta que toda a história desenvolvida pelo Ministério Público seja fruto de conclusões e conjecturas que não resistem à lógica mais básica e aos elementos concretos reunidos ao longo da investigação.

Ainda segundo a Globonews, os demais denunciados não responderam às tentativas de contato da reportagem.

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