Relatório da PF descarta internação e mantém Bolsonaro na Papudinha apesar da ‘multimorbidade’
Um laudo médico elaborado por especialistas da Polícia Federalista (PF), divulgado nesta sexta-feira (6), concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não necessita de atendimento hospitalar e pode continuar cumprindo pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Região Federalista, divulgado porquê “Papudinha”. O documento, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), confirma que o quadro galeno do ex-presidente é inabalável, frustrando, no limitado prazo, a estratégia da resguardo que procura conceder a prisão domiciliar.
Condições de saúde e comorbidades.
Segundo laudo pericial solicitado por Moraes para estudo do pedido da resguardo, Bolsonaro apresenta estado de “multimorbidade”. O documento de 52 páginas lista sete comorbidades crônicas, incluindo hipertensão, apneia obstrutiva do sono grave, doença aterosclerótica, refluxo gastroesofágico, episódios recorrentes de pneumonia aspirativa, anemia ferropriva e sarcopenia (perda muscular). História de cirurgias abdominais extensas também é registrada.
Apesar da lista de doenças, especialistas do Instituto Vernáculo de Criminalística afirmam que as condições estão “sob controle galeno”. “O estado galeno universal do perito é inabalável e não há urgência de encaminhamento urgente no momento”, diz um trecho do relatório.
Alterações neurológicas e risco de quedas.
Um ponto de atenção levantado pelo profissional refere-se às alterações neurológicas identificadas em seguida relatos de quedas recentes e desequilíbrio ao caminhar. No início do ano, ainda recluso na Superintendência da PF, Bolsonaro sofreu um ligeiro ferimento na cabeça em seguida desabar e sovar a cabeça em um traste de sua cubículo.
PF levanta hipóteses sobre essas alterações, porquê uma provável deficiência de micronutrientes, especificamente hipovitaminose do multíplice B (B12 e ácido fólico), causada por uma sustento pouco variada. Outra desculpa provável é a “polifarmácia”, ou seja, interações medicamentosas decorrentes do uso contínuo de diversos medicamentos. Segundo o relatório, o uso concomitante de medicamentos que atuam nos sistemas nervoso medial e cardiovascular cria um cenário de risco para efeitos adversos porquê sedação, tontura e hipotensão postural.
Os especialistas recomendaram investigação diagnóstica para identificar causas neurológicas e sugeriram seguimento multidisciplinar, fisioterapia com foco no estabilidade e força, além de avaliação nutricional.
Rotina prisional e adaptação.
Transferido para a Papudinha no dia 15 de janeiro, Bolsonaro informou aos especialistas uma “boa adaptação”. O ex-presidente relatou ter uma rotina de sono entre 22h e 24h. e 5h, com melhora significativa (tapume de 80%) na qualidade do repouso em seguida início do uso de aparelho CPAP para apneia, há tapume de 10 dias.
O quotidiano do ex-presidente na prisão inclui a higiene pessoal às 8 da manhã, a leitura diária, embora dificultada pelos soluços provocados pela medicação, a visualização de programas desportivos na televisão e as conversas com o agente policial responsável pela vigilância externa. Ele também faz caminhadas de aproximadamente um quilômetro sob escolta. Bolsonaro disse aos médicos que “tentar manter o estabilidade”, mas admitiu preocupação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e sua filha Laura.
Estrutura da Papudinha
A decisão técnica da PF foi influenciada pela avaliação das instalações onde o ex-presidente cumpre pena. O sítio conta com espaço individual, áreas internas e externas e aproximação às áreas comuns. Foram instalados recursos de segurança, porquê barras de espeque ao lado da leito e do banheiro, além de um “botão de pânico” conseguível caso você adoeça.
O protocolo de segurança prevê acionamento subitâneo do Samu e transferência hospitalar em caso de intercorrências. Para os médicos da PF, os cuidados necessários, porquê seguimento regular e uso de medicamentos, podem ser realizados fora do envolvente hospitalar, desde que mantidas as condições atuais.
Contexto jurídico
Jair Bolsonaro foi sentenciado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão inicial fechada por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em seguida as eleições de 2022.
Posteriormente receber o relatório, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Universal da República (PGR) e a resguardo do ex-presidente se manifestassem sobre o documento no prazo de cinco dias. As partes poderão solicitar conhecimentos adicionais. O juiz também retirou o sigilo da documentação.
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