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SUS inicia vacinação contra dengue com ração única produzida pelo Butantan

SUS inicia vacinação contra dengue com dose única produzida pelo Butantan

SUS inicia vacinação contra dengue com ração única produzida pelo Butantan

Os profissionais de saúde da atenção primária que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) começaram a receber, nesta segunda-feira (9), o Butantan-DV, a primeira vacina contra dengue desenvolvida inteiramente no Brasil e a única no mundo em ração única. O início da imunização, que abrange equipes de todos os estados, inclusive do Espírito Santo, ocorreu durante cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo, onde o governo federalista também formalizou repasse de R$ 1,4 bilhão para construção de novas fábricas e modernização da infraestrutura do multíplice.

O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A vacina, aprovada pela Sucursal Pátrio de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro, utiliza tecnologia de vírus vivos atenuados e é resultado de mais de 15 anos de pesquisas.

Para esta primeira lanço, o Ministério da Saúde adquiriu 3,9 milhões de doses, com investimento federalista de R$ 368 milhões. O objetivo repentino é proteger 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na risco de frente do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), porquê médicos, enfermeiros e agentes comunitários. As primeiras 650 milénio doses já foram enviadas aos estados e o restante será distribuído nas próximas semanas dependendo da produção.

Eficiência e tecnologia pátrio
O Butantan-DV foi testado para uso em pessoas de 12 a 59 anos. De tratado com avaliação técnica da Anvisa e publicação na revista científica The Lancet Infectious Diseases, a vacina apresentou eficiência universal de 74,7% contra a dengue sintomática. A taxa de proteção contra formas graves da doença e sinais de alerta chegou a 89%.

Pesquisa suplementar publicada em janeiro no The Lancet Regional Health – Americas indicou que a vacina também reduz a fardo viral em pessoas infectadas, o que ajuda a prevenir o agravamento do quadro médico e reduz a replicação do vírus.

“Não tenho dúvidas de que, hoje, assistimos a um marco histórico que colocará o Butantan entre os maiores complexos de inovação tecnológica e industrial do mundo”, afirmou o ministro Alexandre Padilha, destacando que a tecnologia é “100% SUS”.

Investimento bilionário e novas fábricas
Além do início da vacinação, a visitante da delegação presidencial marcou a assinatura de quatro ordens de serviço, totalizando R$ 1,4 bilhão em recursos do Novo PAC Saúde. O objetivo é prometer a autonomia pátrio na produção de insumos estratégicos. Os investimentos foram divididos da seguinte forma:

  • Vacina contra HPV: R$ 596 milhões para a construção de uma fábrica de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), com capacidade estimada de 20 milhões de doses por ano.
  • Vacina DTPa (difteria, tétano e coqueluche): R$ 550,1 milhões para uma novidade unidade fabril, com objetivo de produzir 6 milhões de doses anuais.
  • Soros e superfície polivalente: R$ 232,5 milhões para reforma, aumentando a capacidade para 5,5 milhões de frascos de soro líquido por ano.
  • Tecnologia de RNA mensageiro (mRNA): R$ 76,2 milhões para reforma da unidade de desenvolvimento dessa plataforma, utilizada em modernas vacinas e tratamentos oncológicos.

“Ajudar o Butantan é unicamente ter a primazia de manifestar que estamos ajudando 215 milhões de almas que vivem neste país e que precisam que o Estado brasiliano invista”, declarou o presidente Lula.

Expansão ao público em universal e parceria com a China
A previsão do Ministério da Saúde é ampliar a vacinação para outros públicos, na fita etária de 15 a 59 anos, a partir do segundo semestre de 2026. A estratégia começará pelos idosos e dependerá do aumento da capacidade produtiva.

Para viabilizar esta graduação, o governo aposta numa parceria estratégica com a China, que envolve a transferência de tecnologia para a farmacêutica WuXi Vaccines. A expectativa é que o tratado aumente a produção em 30 vezes.

Durante o exposição, Lula defendeu o multilateralismo e a cooperação com o país asiático. “Estamos escolhendo o que é melhor para o nosso país. E se a China concorda em fazer parceria connosco na produção de vacinas e vai produzir a quantidade que ainda não somos capazes de produzir, porque não fazer um tratado com a China?” perguntou o presidente.

Combatendo a desinformação
O Presidente da República também abordou a premência de combater as notícias falsas sobre imunizações e apelou à sociedade para que restabeleça as taxas de cobertura vacinal.

“Temos a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, que os professores falem, que os pastores e padres falem, que os políticos falem, até convencermos as pessoas de que tomar a vacina significa evitar a possibilidade de que, em qualquer momento, a natureza possa atrapalhar a vida de uma pessoa”, concluiu Lula.

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