Dino abre investigação por suposto ramal de emendas ao filme de Bolsonaro
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federalista (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a fenda de questionário sigiloso para apurar o suposto ramal de emendas parlamentares destinadas a projetos culturais, incluindo o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão surge em seguida novas denúncias sobre falta de transparência e possíveis irregularidades na atribuição de fundos públicos a ONG ligadas à produção do filme.
Denúncias secretas e novas no STF
A novidade investigação será realizada sob nível três de confidencialidade. A decisão atende a pedidos apresentados pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). Os parlamentares apontam indícios de realização ilícita de emendas destinadas ao Instituto Saber Brasil e à Ateneu Vernáculo de Cultura.
Segundo as denúncias, essas entidades seriam controladas pelo mesmo possessor da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, que retrata a curso de Jair Bolsonaro. O material enviado ao STF indica possíveis ligações do deputado federalista e produtor da obra, Mário Frias (PL-SP), com as irregularidades.
Em março, o STF já havia cobrado explicações da Câmara dos Deputados e dos parlamentares Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS) e Mário Frias. Enquanto a Câmara e outros deputados responderam, Frías ainda não se pronunciou. O ministro Flávio Dino ressaltou que, caso seja comprovado agravo de finalidade, a prática fere preceitos da Constituição Federalista.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e cita investimento privado
O senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prestou esclarecimentos sobre o financiamento privado da mesma obra. Segundo o site The Intercept Brasil, o banqueiro Daniel Vorcaro, possessor do Banco Master, teria negociado um aporte de R$ 134 milhões (US$ 24 milhões na era) para o filme, dos quais R$ 61 milhões já teriam sido pagos.
Em entrevista no aeroporto de Brasília, Flávio afirmou que conversou com o pai sobre o caso:
“Expliquei (ao Bolsonaro) que a prensa havia noticiado o caso e que não havia absolutamente zero de falso. Ele me disse para permanecer tranquilo, ser firme e falar a verdade.
O senador estimou o dispêndio totalidade de produção em muro de 16 milhões de dólares (muro de 80 milhões de reais) e negou que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, tenha usado recursos do fundo para escora pessoal nos Estados Unidos. Flávio atribuiu as investigações à “perseguição” do atual governo.
Atrito político e reação do mercado
O incidente gerou rumor entre aliados de direita. Flávio Bolsonaro criticou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), qualificando de “precipitada” a enunciação de Zema de que o caso seria “imperdoável”. Por outro lado, o senador agradeceu ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), por minimizar o ocorrido.
Na frente económica, a incerteza política causou volatilidade imediata. O dólar mercantil subiu mais de 1% no início do pregão desta sexta, voltando a ser negociado supra de R$ 5,00.
- Dólar: Aumento de 1,02%, negociado a R$ 5,0379 (às 09h11).
- Bolsa de Valores (Ibovespa): havia fechado quinta-feira (14) com subida de 0,71%, até 178.365 pontos, mas está pressionado pelas últimas notícias.
- Interesse horizonte: As taxas do DI diminuíram em seguida o potente aumento registrado na quarta-feira (13), quando o caso veio à tona pela primeira vez.
Analistas de mercado, porquê Leonel Oliveira Mattos, da StoneX, observam que o cenário é de potente volatilidade, com os investidores reagindo ao fluxo de notícias vindas de Brasília e à evolução das investigações envolvendo figuras centrais da política pátrio.
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