Carregando agora

Caso Banco Master: Lula se irrita com Toffoli e até diz a aliados que o ministro deveria deixar o STF

Caso Banco Master: Lula se irrita com Toffoli e até diz a aliados que o ministro deveria deixar o STF

Caso Banco Master: Lula se irrita com Toffoli e até diz a aliados que o ministro deveria deixar o STF

Em meio a um cenário de tensão institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua irritação com a conduta do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federalista (STF), ao reportar sobre a investigação do Banco Master. Enquanto o dirigente do Executivo sugere aos aliados que o magistrado renuncie ou se aposente, a Polícia Federalista (PF) dá perpetuidade às investigações nesta semana, com audiências de oito investigados marcadas para esta segunda (26) e terça (27).

Motim no planalto
Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, em conversas privadas com pelo menos três auxiliares, Lula fez comentários duros sobre a atuação de Toffoli. O presidente teria afirmado, em tom exaltado, que o ministro deveria deixar o procuração na Justiça. O petista acompanha de perto o curso do caso e a repercussão negativa para o juiz, indicando que não tem intenção de defendê-lo das críticas recentes.

A embrulhada presidencial decorre da tensão institucional causada por notícias que expuseram as ligações de familiares de Toffoli com fundos vinculados ao site do Banco Master, além do sigilo imposto ao processo. Lula também manifestou preocupação com a possibilidade de a investigação ser silenciada, o que resultaria em uma “pizza grande”.

Apesar dos desabafos, colaboradores do governo duvidam que Lula proponha diretamente ao ministro que se afaste do tribunal e do relator. A estratégia do presidente tem sido tutelar as investigações, argumentando que o governo precisa combater as fraudes independentemente de quem esteja envolvido.

“Não dá para continuar vendo os pobres sacrificados enquanto houver um cidadão do Banco Master que furtou mais de R$ 40 bilhões”, Lula declarou na última sexta-feira (23).

Encontros e “biografia” do ministro
Desde o final do ano pretérito, Lula acompanha de perto o curso da investigação. Em dezembro convidou Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto, que contou com a presença do ministro da Rancho, Fernando Haddad. Na ocasião, descrita porquê amigável, Lula teria dito que a reportagem seria uma oportunidade para Toffoli “fazer a coisa certa” e “reescrever sua biografia”, resgatando sua imagem.

O ministro, por sua vez, garantiu que zero seria escondido e justificou o sigilo porquê medida necessária. Porém, a conversa ocorreu antes de novas revelações, porquê a viagem de Toffoli em um jato com um jurista no caso e a negociação envolvendo seus irmãos e um resort no Paraná.

Situação considerada “insustentável”
Investigadores ouvidos nos últimos dias consideram a situação de Toffoli “insustentável” e alertam que é provável que piore. A avaliação é que não há um ponto de inflexão que ponha termo à crise, já que as frentes de investigação em São Paulo estão fora do comando do ministro e podem gerar novos acontecimentos.

Diante do risco de o caso “compelir o tribunal para a limo”, os ministros do STF discutem nos bastidores uma solução pragmática: enviar o caso para primeira instância. Esta solução, apelidada de “feijoeiro e arroz”, é considerada tecnicamente defensivo e capaz de expulsar a pressão direta sobre o Tribunal, embora não seja considerada uma solução honrosa. A leitura interna é que a decisão final está nas mãos do próprio Toffoli, que já indicou aos seus interlocutores que descarta renuir do processo, alegando não ver elementos que comprometam a sua imparcialidade.

Declarações na Polícia Federalista
À medida que o embate político se desenvolve, a período operacional da investigação avança. A Polícia Federalista vai ouvir oito pessoas investigadas entre hoje (26) e amanhã (27). O prazo para audiências foi reduzido de seis para dois dias por ordem de Toffoli.

Os depoimentos serão realizados por videoconferência ou presencialmente no prédio do STF. Daniel Vorcaro, possuinte do Banco Master, não está na lista desta semana, pois já prestou declarações no dia 30 de dezembro, assim porquê o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

Quem será ouvido esta semana:

  • Augusto Ferreira Lima: Ex-sócio da Master e interlocutor indicado junto ao BRB para viabilização de cessões de crédito.
  • Henrique Souza e Silva Peretto: Proprietário formal da Tirreno, investigado por suspeito de aumento de capital na empresa (de R$ 100 para R$ 30 milhões).
  • André Felipe de Oliveira Seixas Maia: Ex-diretor da Tirreno e ex-funcionário da Master.
  • Luís Antonio Toro: Diretor do Banco Master, suspeito de participação em fraude na emissão de cédulas de crédito bancário.
  • Alberto Félix de Oliveira Neto: Ex-diretor do Master, assinante de contratos com a Tirreno.
  • Ángel Antonio Ribeiro da Silva: Ex-diretor da Master, suspeito de participar de fraudes para gerar liquidez sintético.
  • Darío Oswaldo García Júnior: Ex-diretor financeiro do BRB, investigado por gestão fraudulenta.
  • Robério César Bonfim Mangueira: Ex-Superintendente de Operações Financeiras do BRB.

As defesas dos citados negaram publicamente as irregularidades. O caso envolve suspeitas de fraudes financeiras, crimes contra o sistema financeiro vernáculo e organização criminosa, incluindo venda de créditos Master inexistentes ao BRB.

nascente da materia

Share this content:

Publicar comentário