Lula exalta dados econômicos, ofídio ministros e labareda Flávio Bolsonaro de “traidor do país”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou nesta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, em Brasília, a primeira reunião ministerial de 2026. O encontro, motivado pela saída dos ministros que participarão das eleições deste ano e da posse de seus sucessores, foi dividido em duas frentes: a apresentação de um espaçoso balanço de indicadores sociais e econômicos referentes ao período de 2023 a 2025, e, de porta fechada, um duro oração político com críticas a o governo dos Estados Unidos e potenciais oponentes eleitorais.
Críticas a Donald Trump e adversários brasileiros
Segundo informações da Folha de S. Paulo, na seção fechada à prelo, focada no cenário político, Lula descreveu as eleições brasileiras deste ano uma vez que cruciais para a democracia global. Segundo interlocutores presentes na reunião, o presidente alertou para os riscos para a soberania pátrio em caso de vitória de candidatos alinhados com o que chamou de “Trumpismo”, citando o radicalismo e a beligerância do atual governo norte-americano liderado por Donald Trump.
O gerente do Executivo descreveu o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) uma vez que um “traidor do país” e acusou-o de planejar entregar o Brasil, inclusive minerais raros, aos Estados Unidos, caso seja eleito. As críticas surgem depois de Flávio ter participado no evento conservador CPAC nos Estados Unidos, onde ligou Lula ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, atualmente recluso em Novidade Iorque em seguida ter sido conquistado pelos norte-americanos, e apelou à “pressão diplomática” sobre o Brasil nas eleições deste ano.
O governador de Goiás e também candidato, Ronaldo Caiado (PSD), foi branco indireto de críticas presidenciais por ter assinado um memorando com os Estados Unidos para a exploração de terras raras em seu estado. Lula disse aos ministros que a população precisa saber da prenúncio dessa “rendição” e destacou que a expectativa de Flávio Bolsonaro é que Trump peça votos para ele no Brasil.
O presidente também criticou a geopolítica liderada pelos EUA. Condenou o escora dos apoiantes de Bolsonaro à guerra lançada por Trump no Médio Oriente e alertou sobre os impactos económicos globais do conflito, principalmente a inflação. Ou por outra, criticou a invasão norte-americana da Venezuela, considerando um erro a suposição de que a ocupação submeterá os venezuelanos a Washington.
Na esfera do Congresso Vernáculo, Lula fez um alerta específico sobre o Senado: afirmou que, se os bolsonaristas elegerem 24 senadores nestas eleições, a Câmara legislativa avançará com uma agenda antidemocrática apoiada pelo governo dos EUA. Diante do cenário, ele cobrou que os ministros que saem do governo e aqueles que se assumem uma vez que suas “vozes, pernas e braços” nos estados iniciem um confronto político. O presidente também destacou a urgência de diálogo com o núcleo, lembrando que os apoiadores de Bolsonaro planejavam um golpe de Estado no Brasil.
Balanço de gestão
Na sinceridade solene e transmitida da reunião, o tom foi de responsabilidade. Lula agradeceu aos ministros que deixaram o missão e garantiu que o ano eleitoral não afetará o curso do setor público. “Temos muita coisa para terminar antes de 31 de dezembro e a obrigação de quem vai permanecer é concluí-la, para fazer a máquina funcionar sem paralisações”, pronunciado.
O presidente contrastou o cenário atual com o início do seu procuração: “O país foi criado para não funcionar e todos vocês sabem uma vez que o encontraram. E hoje leste país foi criado para funcionar.”
O ministro da Vivenda Social, Rui Costa, apresentou um comparativo entre a atual gestão (2023-2025) e o governo anterior, afirmando que o Brasil mudou sua trajetória. Dentre os principais dados apresentados pela Vivenda Social, destacam-se:
- Economia e renda: A taxa de desemprego atingiu 5,4% no trimestre de novembro a janeiro de 2026, a menor da série histórica, com 102,5 milhões de pessoas ocupadas. O rendimento médio do trabalho bateu recorde (R$ 3.742). O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade, caiu para 50,4 em 2024 (o mais reles da história).
- Social: Retirada de 26,5 milhões de pessoas do Planta da Miséria da ONU entre 2023 e 2024. O programa Minha Vivenda, Minha Vida atingiu a meta de 2 milhões de domicílios um ano antes do previsto, estabelecendo uma novidade meta de 3 milhões até o final de 2026.
- Saúde e ensino: Número recorde de cirurgias eletivas (14,5 milhões em 2025) e consultas na Farmácia Popular (27,3 milhões). Na ensino, 66% das crianças foram alfabetizadas na idade adequada, sendo 8,8 milhões matriculados em período integral e 4 milhões de jovens atendidos pelo Pé de Meia.
- Infraestrutura: O Novo PAC já executou R$ 1,1 bilhão dos R$ 1,3 bilhão previstos para o período, abrangendo 99% dos municípios. Os recursos para prevenção de desastres aumentaram para R$ 12,4 bilhões.
- Meio envolvente e agronegócio: Redução de 50% no desmatamento na Amazônia Legítimo e de 32,3% no Ocluso, além de queda de 98,77% na mineração nas Terras Yanomami. O Projecto Safra cresceu 117%, totalizando R$ 1,54 bilhão. O país abriu 552 novos mercados internacionais.
Quinta e notícia
O ministro das Finanças, Dario Durigan, confirmou o tom optimista, destacando a retoma dos investimentos aliada à redução do défice público. Durigan destacou que o desenvolvimento do PIB gerou empregos e aumentou a renda, garantindo “a inflação mais baixa para o procuração presidencial da história”, muito uma vez que a segurança fiscal.
A estratégia de divulgação desses dados foi abordada pelo ministro da Secretaria de Informação Social (Secom), Sidônio Palmeira, que também atuará uma vez que marqueteiro da campanha. O ministro defendeu a união do tripé “notícia, gestão e política” e disponibilizou a estrutura para ajudar na projeção das ações governamentais no próximo período eleitoral.
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