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Moraes é o ministro mais espargido do STF, mas Mendonça e Cármen têm avaliações melhores, diz pesquisa

Moraes é o ministro mais conhecido do STF, mas Mendonça e Cármen têm avaliações melhores, diz pesquisa

Moraes é o ministro mais espargido do STF, mas Mendonça e Cármen têm avaliações melhores, diz pesquisa

Uma pesquisa inédita do instituto Datafolha, realizada entre 7 e 9 de abril de 2026 em 137 municípios brasileiros, revelou que a grande maioria da população (75%) acredita que os ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF) concentram poderes excessivos, embora 71% considerem que o tribunal é principal para a proteção da democracia. A pesquisa também mediu a popularidade e aprovação dos magistrados, apontando Alexandre de Moraes porquê o ministro mais espargido do país e André Mendonça com o melhor índice de avaliação, num cenário marcado pela potente polarização política e pelo recente desgaste institucional causado pelo escândalo do Banco Master.

Percepção de poder e crédito.
Inserido no meio do debate público nos últimos anos devido ao julgamento de temas porquê a Operação Lava Jato, o rito do impeachment de Dilma Rousseff (PT), a pandemia de Covid-19 e as investigações do 8 de janeiro, o STF enfrenta uma crise de imagem. Segundo a pesquisa, 75% dos entrevistados afirmam que as pessoas acreditam menos no Supremo hoje do que no pretérito.

A percepção do papel do tribunal varia em função do alinhamento político, em função do voto proferido na segunda volta das eleições presidenciais de 2022:

  • Eleitores de Jair Bolsonaro (PL): 88% dizem que o STF tem poder demais; No entanto, 60% concordam que o tribunal é principal para proteger a democracia.
  • Eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 64% veem poder excessivo nos ministros, enquanto 84% classificam o tribunal porquê principal para a democracia.
  • Votos em branco, nulos ou indecisos: 67% apontam excesso de poder e 73% defendem a prestígio democrática do tribunal.

Nível de conhecimento
O Datafolha apurou que seis dos dez atuais ministros do STF são conhecidos, ou pelo menos “ouvidos falar”, pela maioria da população. Com maior exposição midiática, impulsionada pelas pesquisas voltadas ao bolsonarismo e, mais recentemente, pelo caso do Banco Master, Alexandre de Moraes é espargido por 89% dos brasileiros.

Depois a classificação estimulada (quando os nomes são apresentados), aparece:

  • Alejandro de Moraes: 89%
  • Carmem Lúcia: 68%
  • Gilmar Mendes: 62%
  • André Mendonça: 42%
  • Cristiano Zanín: 37%
  • Marcas Kassio Nunes: 30%

Quando a pergunta foi feita espontaneamente, 49% dos entrevistados conseguiam se lembrar de pelo menos um membro do tribunal. Moraes foi citado por 39%, seguido por Cármen Lúcia (10%) e Flávio Dino (8%).

Índices de avaliação e o escândalo do Banco Master
Para calcular o desempenho, o Datafolha criou um índice que subtrai as menções negativas das positivas. Apesar de ser um dos menos conhecidos, André Mendonça obteve o melhor balanço global (índice 26). Para 39% dos que o conhecem, o seu desempenho é “supimpa ou bom”, contra 13% “mau ou péssimo”. Em fevereiro, Mendonça assumiu a informação do caso Banco Master e determinou a novidade prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

No extremo oposto, Dias Toffoli, que abandonou o caso Master em seguida a tensão causada pela revelação de contratos milionários entre o escritório de sua esposa e a instituição e as mensagens com Vorcaro, tem a pior avaliação (índice -16). Unicamente 19% consideram “ótimo ou bom” e 35% “ruim ou terrível”.

Alexandre de Moraes, também pressionado no mesmo campo investigativo, mantém números superiores aos de Toffoli, mas mantém saldo negativo (índice -8): 33% o avaliam positivamente e 41% negativamente.

Cármen Lúcia, única mulher na namoro e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem o segundo melhor saldo no STF (índice 17), acumulando 42% de avaliações positivas e 25% de avaliações negativas.

Influência da polarização
A investigação também cruzou a avaliação dos juízes com as intenções de voto para as eleições deste ano, revelando fortes contrastes:

  • Entre os que votam em Lula (PT): Moraes salta para 66% de aprovação (supimpa/bom) e exclusivamente 7% de repudiação. Cármen Lúcia atinge 72% de aprovação neste grupo.
  • Entre os que votam em Flávio Bolsonaro (PL): Moraes tem exclusivamente 7% de avaliação positiva e 74% de avaliação ruim/péssima. Cármen Lúcia cai para 13% de aprovação. Neste estrato, os ministros preferidos são André Mendonça (50% supimpa/bom) e Luiz Fux (32%), os únicos que votaram em prol de Jair Bolsonaro tramitados na Primeira Câmara do STF. Nunes Marques registra avaliação positiva de 18% entre os apoiadores de Bolsonaro.
  • Entre espaços em branco e nulos: Moraes tem 21% de aprovação e 37% de repudiação.

Pressões e reformas futuras
A publicação dos dados ocorre no momento em que a sociedade social e o empresariado exigem a aprovação de um código de moral interno, medida defendida pelo próprio presidente do STF, Edson Fachin. Ao mesmo tempo, os juristas estão a discutir reformas para restringir as decisões monocráticas, com a salvaguarda de que quaisquer alterações poderão ser impostas externamente se o tribunal não se auto-regular.

Na esfera política, a atuação e as decisões do STF prometem ser tema medial nas campanhas eleitorais para o Senado, onde o grupo ligado a Bolsonaro procura maioria para tentar pautar o impeachment de ministros na próxima legislatura.

Metodologia
O instituto Datafolha entrevistou pessoalmente 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 7 e 9 de abril de 2026, abrangendo 137 municípios de todo o país. A margem de erro máxima para a modelo totalidade é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-03770/2026.

manadeira da materia

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