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Flávio Bolsonaro comemora decisão dos Estados Unidos contra PCC e CV, mas votação do mesmo tema no Senado foi perdida

Flávio Bolsonaro comemora decisão dos Estados Unidos contra PCC e CV, mas votação do mesmo tema no Senado foi perdida

Flávio Bolsonaro comemora decisão dos Estados Unidos contra PCC e CV, mas votação do mesmo tema no Senado foi perdida

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comemorou a decisão do governo dos Estados Unidos de qualificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) porquê organizações terroristas. Porém, em dezembro de 2025, o parlamentar não esteve no plenário e não defendeu uma emenda com o mesmo objetivo durante a votação do projeto de lei antifacções no Senado Federalista, em Brasília. A falta no Congresso contrasta com o recente exposição do senador em solo americano, onde solicitou pessoalmente a adoção da medida.

Fala nos Estados Unidos
Na última quarta-feira (27), durante viagem aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro trouxe a tarifa de uma reunião com representantes do Departamento de Estado americano, solicitando que as duas facções fossem classificadas porquê organizações terroristas.

Na quinta-feira (28), o ministério anunciou oficialmente que o PCC e o CV serão incluídos na sua lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (OTF) a partir da próxima sexta-feira (5). Posteriormente o pregão, o senador compartilhou a decisão na rede social X (velho Twitter) e afirmou que foi um “ótimo dia”.

Privação na sessão plenária brasileira
Apesar da comemoração, o posicionamento difere do cenário registrado no final do ano pretérito no Legislativo brasílio. Durante a discussão do PL Antifação no Senado, no dia 10 de dezembro de 2025, os parlamentares analisaram uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que equiparava a atuação de facções e milícias ao transgressão de terrorismo.

A votação da emenda ocorreu de forma simbólica, padrão que não contabiliza o voto individual de cada senador. Nesse formato, quem for contra a proposta simplesmente não deveria se manifestar. Flávio Bolsonaro, que não participou pessoalmente da sessão, não se posicionou nem defendeu a medida.

A emenda acabou rejeitada pelo Senado. O PL Antifacção, porém, foi revalidado por unanimidade na mesma sessão, mesmo com o voto de Flávio. Por ter sido modificado, o texto voltou à Câmara dos Deputados, onde foi revalidado em fevereiro. Em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei sem vetos em pontos polêmicos.

Justificativa da equipe do senador
Procurada para comentar o caso, a assessoria de prensa de Flávio Bolsonaro enviou nota afirmando que houve uma “manobra governamental” que transformou a votação em simbólica, argumentando que “Não houve tempo para o parlamentar retornar ao plenário.”

Segundo a equipe, o senador planejava votar remotamente e, “Se ele estivesse presente, o histórico de votação teria sido em prol da emenda.” O edital informava ainda que a posição do parlamentar “É evidente: tolerância zero contra facções” e que Flávio deu um ultimato: “Ou eles se entregam a partir de janeiro ou saem do país. Quem teimar em manter suas atividades criminosas será recluso ou neutralizado”.

Desacordo com colegas e posição solene do governo
Embora Flávio não tenha se pronunciado no dia da votação, outros senadores favoráveis ​​à medida, incluindo colegas de seu partido porquê Carlos Portinho (PL-RJ) e Jorge Seif (PL-SC), optaram por falar em resguardo da emenda.

“O terrorismo deve ser chamado pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo”, disse Eduardo Girão na quadra. Na mesma traço, Carlos Portinho declarou que membros de facções e milícias “impõem terror à sociedade” e “Eles querem subjugar, através da violência e do terror, os direitos dos cidadãos.”

Por outro lado, o governo brasílio se opôs à aprovação da emenda. A justificação do Executivo baseou-se no receio de que a designação de terrorismo permitisse, no limite, aos Estados Unidos promover operações militares em território pátrio.

O relator do projeto, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), explicou no plenário os motivos técnicos da repudiação da proposta, que já foram superados na Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ). “A designação porquê terroristas abre espaço para sanções internacionais, económicas e militares”, justificado.

“Embora o sentimento de terror seja uma consequência oriundo da atuação das organizações criminosas, isso não as torna organizações terroristas, porque existe uma fundamento e uma definição técnica”, disse Vieira, acrescentando que as consequências da classificação “Eles não são sérios para o criminoso ou para o terrorista. São sérios para o país que tem organizações terroristas dentro dele”.

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