Ales lança Programa Guardiões da Puerícia para combate à violência infantil
A Câmara Legislativa do Espírito Santo (Ales) lançou, nesta quinta-feira (16), o Programa Guardiões da Puerícia, iniciativa que visa prevenir e combater a violência contra crianças e adolescentes. O evento foi realizado no Plenário Dirceu Cardoso e reuniu autoridades, profissionais da rede de proteção e representantes de municípios capixabas.
A proposta nasceu com foco na identificação precoce de indícios de violência, na capacitação de profissionais e no fortalecimento da atuação integrada entre saúde, instrução e assistência social.
Na sinceridade do evento, o presidente da Câmara, deputado Marcelo Santos (União), chamou a atenção para a sisudez do problema e a dificuldade de identificação de casos, muitas vezes invisíveis. “Entre 70% e 80% das agressões ocorrem em moradia, cometidas por pessoas do círculo de crédito. O silêncio de uma moço fala muito cima e, se o profissional não estiver pronto, não conseguirá ouvir”ele afirmou.
O parlamentar destacou ainda que a maioria das vítimas já havia pretérito pelos serviços públicos antes da identificação da violência. “Entre 70% e 80% das crianças vítimas de violência passaram pelo sistema de saúde uma, duas ou três vezes e o profissional não conseguiu identificá-las. Isso demonstra a urgência de capacitação”destacou o deputado.
Marcelo Santos reforçou ainda que o objetivo do programa é mudar a lógica atual. “O sistema hoje é reativo. O que queremos é chegar antes da tragédia. Não queremos exclusivamente registrar o delito, queremos evitar que aconteça”esses.
Treinamento
Idealizador do programa, o psicólogo judicial Rafael Monteiro explicou que o principal repto está no indumento de, na maioria das vezes, a moço não verbalizar a violência sofrida. “As crianças geralmente não falam sobre o injúria, elas escondem. Mas falam através do seu comportamento. Sem treinamento, os profissionais da rede têm dificuldade em identificar esses sinais”explicou o técnico.
Segundo ele, as mudanças bruscas de comportamento são os principais indicadores. “Solidão repentino, agressividade, queda no desempenho acadêmico ou mesmo regressões, porquê voltar a fazer xixi na leito, são sinais que precisam de atenção. Não são provas, mas são alertas importantes”ele apontou.
O programa, que será implementado com a participação dos prefeitos, será estruturado em três frentes principais: capacitação profissional, orientação às famílias e ações diretas com crianças e adolescentes. “Não adianta formar só profissionais. É preciso conscientizar os pais e preparar os filhos. A proteção deve ser integral”destacou a psicóloga. Ele também destacou o caráter preventivo da proposta. “Estamos passando de um protótipo reativo para um protótipo proativo. A teoria é identificar antes que o dano seja irreversível”ele concluiu.
Ouvindo as comunidades
A secretária da Câmara dos Municípios, Joelma Costalonga, destacou que o programa surgiu da escuta direta da população. “O maior laboratório de um político é ouvir a comunidade. Foi ouvindo as pessoas que identificamos essa demanda reprimida, esse grito que muitas vezes passa despercebido”afirmou o secretário.
Ele destacou que a iniciativa procura orientar os profissionais que lidam diariamente com crianças diretamente. “Muitos relatam que não sabem o que fazer em caso de violência. O que queremos é oferecer capacitação, informação e base para que esses profissionais saibam porquê agir”Joelma explicou.
Proteção infantil
O padroeiro público universal do Estado, Vinícius Chaves de Araújo, reforçou a prestígio da iniciativa porquê instrumento de transformação social. “Dia importante. Capacitar e fornecer proteção a quem mais precisa, que são as crianças, é precípuo para edificar uma sociedade mais protegida e prevenir violações de direitos antes que elas aconteçam”medido.
Ele também destacou o papel da ação integrada. “Os profissionais devem estar preparados para olhar essas crianças com desvelo e sensibilidade, entendendo que essa proteção impacta toda a sociedade”acrescentou o padroeiro público universal.
Dicas de Tutela
Outro destaque do evento foi a atuação dos conselhos tutelares na rede de proteção. O presidente da Câmara exigiu maior reconhecimento destes profissionais. “Não podemos concordar que os conselheiros tutelares, que estão na risco de frente, não tenham estrutura adequada, reconhecimento ou remuneração digna”disse Marcelo Santos.
A mesma avaliação foi compartilhada pelo desembargador Rafael Americano Câmara, que destacou a prestígio estratégica desses agentes. “A primeira risco na resguardo das crianças são os conselheiros tutelares. São eles que conhecem a veras das crianças e atuam diretamente nos casos”esses.
Ele também alertou sobre a magnitude do problema. “Vivemos um cenário grave, com aumento dos crimes contra crianças. O Judiciário sozinho não dará conta. É necessária uma ação conjunta”acrescentou o juiz.
Prevenção porquê caminho
O Programa Guardiões da Puerícia propõe uma mudança estrutural na forma porquê o poder público enfrenta a violência infantil, com foco na prevenção e na atuação integrada.
A iniciativa oferece palestras educativas, capacitação técnica, capacitação para pais e responsáveis e ações com alunos, que vão desde a identificação de sinais até a prevenção de riscos, até mesmo no envolvente do dedo.
A expectativa é que, com a implementação nos municípios, seja verosímil reduzir o subregistro, aumentar a identificação precoce e interromper ciclos de violência. “As crianças não inventam a dor. Elas apontam. E devemos estar preparados para reconhecer esses sinais”finalizou o deputado Marcelo Santos.
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