Depois tarifas dos EUA, Fachin diz que STF atuará sem pressão externa – Em Dia ES
O presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), ministro Edson Fachin, declarou nesta quinta-feira (16) que o Tribunal continuará exercendo suas funções sem “pressões externas”.
As declarações do ministro constam de nota enviada à prensa em seguida o pregão da novidade tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Entre as justificativas para a adoção da medida, o governo norte-americano citou decisões do STF sobre big tech, uma vez que a que determina que as plataformas devem retirar do ar conteúdos ilegais sem a premência de ordem judicial.
Fachin afirmou que o Supremo exerce suas funções com base na Constituição brasileira e que as decisões do tribunal são públicas e baseadas na lei.
“O Supremo Tribunal Federalista continuará exercendo, com serenidade, independência e firmeza, a missão que lhe foi confiada pela Constituição da República, sem influências, pressões ou condições de natureza externa, preservando a integridade da ordem constitucional, a separação dos Poderes, a democracia e o Estado de Recta”ele afirmou.
O presidente do STF também defendeu a independência do Judiciário brasílico.
“Os desentendimentos entre os Estados devem ser conduzidos através dos canais diplomáticos e através dos mecanismos do Recta Internacional, nunca através de iniciativas que possam ser interpretadas uma vez que uma forma de limitação ao tirocínio da jurisdição constitucional”completo.
Decisões
Em decisões recentes, o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão dos perfis de brasileiros residentes nos Estados Unidos. Os alvos são acusados de ataques antidemocráticos ao Supremo Tribunal Federalista.
Por conta da decisão, Moraes foi processado na Flórida pelas redes sociais Rumble e Trump Media.
A resguardo do ministro é feita no exterior pela Advocacia-Universal da União (AGU). A organização defende a soberania brasileira e sustenta que os agentes públicos não podem ser atacados diretamente pelo Judiciário de outros países sem o consentimento do Estado brasílico.
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