Pela segunda vez, Nossa Senhora pode ajudar a decidir a eleição

No dia 12 de outubro de 2022, o então presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, foi à Basílica de Aparecida, em São Paulo para acompanhar a missa que seria celebrada em homenagem à padroeira do Brasil. O que seria uma visita protocolar acabou se transformando em baderna, agressões e tumulto generalizado quando os apoiadores de Bolsonaro resolveram partir para cima de fiéis que por acaso estivessem usando roupas vermelhas, de profissionais da TV Aparecida, da afiliada da Globo, do SBT e do UOL. O episódio foi um divisor de águas nas campanhas de Lula e de Bolsonaro.
O desgaste causado à imagem de Jair Bolsonaro foi imediato, assim como a decisão de Lula de não participar de grandes festividades religiosas na mesma data justamente para evitar atritos dessa natureza e em respeito a um dia tão importante para milhões de católicos no Brasil.
Agora, o filho de Jair, se mete em outra polêmica envolvendo Nossa Senhora. Há algumas semanas, durante a marcha para Jesus, em São Paulo, Flávio discursou e disse que, se eleito, transformaria o Brasil na nação de Jesus Cristo. A declaração acendeu um alerta e episódios passados – como um projeto de lei de um ex-membro do governo de Jair Bolsonaro que pretendia tirar Nossa Senhora como padroeira do Brasil, assim como a imagem de um pastor chutando Nossa Senhora em culto televisionado na década de 90 – foram trazidos à tona.
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