Botafogo acompanha Flamengo e vai ao STF por derrubada da MP das bets
Até o momento, há três ADIs que envolvem a MP. O ministro Luiz Fux é relator da mais antiga, a ADI 7721. Foi neste processo que a entrada do Flamengo já foi deferida.
Essa ação foi aberta ainda em 2024, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), contra a regulamentação das bets, promulgada em 2023. A discussão incluiu a MP depois de sua publicação. O Fluminense é outro clube que já era parte interessada no processo.
Há ainda a ADI 8024, movida pela Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja), também pela derrubada da MP e sem relatoria definida. Até o momento, não há clubes interessados neste processo.
Mais equipes brasileiras devem acompanhar os clubes cariocas e ingressar nas ações. Em 2025, os patrocínios de bets representaram R$ 1 bilhão em receita aos clubes da Série A, 7,9% das receitas totais dos 20 times. As empresas ainda injetavam verba publicitária em naming rights de campeonatos, placas de publicidade e inserções de TV.
A MP definiu o prazo de 5 de outubro para a retirada dos sinais de patrocínio e publicidade de bets. Movimentações dos dois lados já seguiram. O Santos e a Novibet suspenderam o contrato. Já a 7k notificou o Vitória pela rescisão.
O Botafogo já retirou a Vbet dos uniformes de treinos e exibições da marca nas redes sociais. Foi também o que o Flamengo fez em relação à Betano. Não há confirmação de suspensão de contratos. O Congresso Nacional tem 120 dias para analisar a MP do governo federal.
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