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Da primeira cavadinha à Copa do Mundo: 10 momentos marcantes da carreira de Messi

Da primeira cavadinha à Copa do Mundo: 10 momentos marcantes da carreira de Messi

Lionel Messi se despede oficialmente da Seleção Argentina nesta terça-feira. Aos 39 anos, o craque faz sua última partida pela Albiceleste diante do Benin, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, encerrando uma trajetória de mais de duas décadas com a camisa de seu país.

A despedida acontece depois de uma carreira marcada por títulos, recordes, gols históricos e também momentos de frustração. Se pela Argentina a relação com a torcida demorou a ser construída, nos clubes Messi rapidamente se transformou em um dos maiores jogadores da história.

Ao longo de mais de 20 anos, o argentino passou por Barcelona, Paris Saint-Germain e Inter de Miami, além da Seleção. Relembre 10 momentos que ajudam a contar a trajetória de um dos maiores nomes do futebol mundial.

1. A primeira cavadinha

O primeiro grande capítulo da carreira de Messi aconteceu em 1º de maio de 2005. Aos 17 anos, o argentino entrou no segundo tempo da partida contra o Albacete, pelo Campeonato Espanhol, e precisou de apenas alguns minutos para marcar seu primeiro gol pelo Barcelona.

Messi chegou a balançar as redes pouco depois de entrar, mas o lance foi anulado por impedimento. Aos 46 minutos do segundo tempo, Ronaldinho encontrou novamente o jovem atacante, que encobriu o goleiro com uma cavadinha e marcou o primeiro de uma quantidade praticamente incontável de gols pelo clube catalão.

Era apenas o começo. Messi terminaria sua passagem pelo Barcelona com 672 gols em 778 partidas, além de quatro títulos da Liga dos Campeões e dez Campeonatos Espanhóis.

2. O garoto que encantou o Camp Nou

Dois anos depois do primeiro gol, Messi já não era apenas uma promessa. Aos 19 anos, o argentino teve uma das primeiras grandes atuações de sua carreira no clássico contra o Real Madrid.

Em março de 2007, no Camp Nou, Messi marcou três gols no empate por 3 a 3. O último deles veio nos acréscimos e garantiu o empate para o Barcelona.

A atuação marcou o primeiro hat-trick de Messi pelo clube e colocou o argentino definitivamente entre os grandes protagonistas do futebol mundial. Naquela época, Messi ainda tinha apenas 19 anos, mas já mostrava uma capacidade de decidir partidas grandes que se tornaria uma das principais marcas de sua carreira.

3. A cabeçada que coroou a primeira Champions

Se havia alguma dúvida sobre Messi estar pronto para o maior palco europeu, a final da Champions League de 2009 ajudou a eliminá-la.

No Estádio Olímpico de Roma, o Barcelona enfrentou o Manchester United de Cristiano Ronaldo. Messi marcou o segundo gol da vitória por 2 a 0 com uma cabeçada pouco comum para um jogador conhecido principalmente pela habilidade com os pés.

O gol selou a conquista da Champions e completou uma temporada histórica para o Barcelona de Pep Guardiola, que também conquistou o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei. Messi terminou aquela edição da competição europeia como artilheiro, com nove gols.

4. Um ano fora da realidade

Nem todo momento marcante precisa estar ligado a uma partida. Em 2012, Messi simplesmente estabeleceu uma marca que parecia impossível de ser alcançada.

O argentino marcou 91 gols em 69 jogos durante o ano, sendo 79 pelo Barcelona e 12 pela Seleção Argentina. Com o número, superou o recorde de 85 gols de Gerd Müller em 1972.

A temporada também mostrou a dimensão da transformação de Messi em um jogador capaz de dominar todos os aspectos do ataque. Em 2012, ele não era apenas o melhor jogador do Barcelona: já havia se consolidado como uma referência mundial.

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5. Messi contra o Brasil

Ainda em 2012, Messi protagonizou uma de suas atuações mais lembradas contra a Seleção Brasileira.

Em amistoso disputado em Nova Jersey, o argentino marcou três gols na vitória por 4 a 3 sobre o Brasil. O último deles, aos 39 minutos do segundo tempo, foi o mais marcante: Messi recebeu pela direita, avançou, cortou para dentro e acertou um chute de esquerda no ângulo.

Foi uma daquelas partidas em que o atacante praticamente decidiu sozinho o confronto. Para um jogador que já dominava o futebol europeu, também era uma demonstração de que conseguia reproduzir aquele nível de atuação diante de um dos maiores rivais da carreira internacional.

6. O primeiro adeus à Argentina

A relação de Messi com a Seleção Argentina nem sempre foi de idolatria. Durante anos, o jogador foi cobrado por não repetir pela Albiceleste o mesmo sucesso que tinha no Barcelona.

Em 2016, a pressão chegou ao limite. Depois de perder a final da Copa América Centenário para o Chile nos pênaltis, Messi desperdiçou sua cobrança e anunciou que não defenderia mais a seleção.

A derrota havia sido a quarta final perdida por ele com a Argentina: Copa América de 2007 e 2015, Copa do Mundo de 2014 e a própria Copa América de 2016. “A seleção acabou para mim”, afirmou naquele momento.

A decisão, porém, durou apenas 66 dias. Messi voltou a vestir a camisa argentina em setembro daquele ano, marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai e iniciou o caminho para a transformação definitiva de sua relação com a seleção.

7. “¿Qué mirás, bobo?”

No Catar, Messi viveu uma das Copas mais importantes de sua carreira. Mas, além dos gols e das grandes atuações, o torneio também deixou um dos momentos mais folclóricos de sua trajetória.

Nas quartas de final contra a Holanda, depois da classificação argentina nos pênaltis, Messi concedia entrevista quando percebeu o atacante Wout Weghorst próximo ao local. Irritado, apontou para o holandês e disparou:

“¿Qué mirás, bobo? Andá pa’ allá, bobo”. Em português, “O que você está olhando, bobo? Vai para lá, bobo.”

A frase rapidamente virou meme e passou a representar um lado menos habitual de Messi: o craque tranquilo e reservado também poderia ser provocado pela atmosfera de uma partida e responder dentro e fora de campo.

8. A homenagem a Maradona

Poucos dias depois da morte de Diego Maradona, Messi encontrou uma maneira simbólica de homenagear um dos maiores ídolos da história do futebol argentino.

Em novembro de 2020, o Barcelona goleou o Osasuna por 4 a 0 no Camp Nou. Messi marcou o último gol da partida e, durante a comemoração, tirou a camisa do clube para revelar uma antiga camisa do Newell’s Old Boys usada por Maradona.

O gesto tinha ainda mais significado porque o próprio Messi havia passado pelo Newell’s antes de se transferir para o Barcelona, enquanto Maradona defendeu o clube de Rosario na temporada 1993/94.

Foi uma imagem que resumiu a relação entre os dois maiores símbolos recentes do futebol argentino: um camisa 10 prestando homenagem ao outro.

9. O sonho que faltava

Depois de tantas derrotas e frustrações, Messi finalmente chegou ao momento que havia perseguido durante toda a carreira.

Na final da Copa do Mundo de 2022, a Argentina empatou com a França por 3 a 3 e venceu nos pênaltis. Messi marcou dois gols na decisão, converteu sua cobrança na disputa e levantou a taça no Estádio Lusail.

O título completou uma campanha em que o argentino marcou sete gols, deu três assistências e foi eleito o melhor jogador do Mundial. Também marcou em todas as fases eliminatórias da competição.

A imagem de Messi com a taça nas mãos encerrou uma das maiores cobranças de sua carreira. O jogador que durante anos foi comparado a Maradona finalmente conquistava o título que faltava para sua geração.

10. O último capítulo

A história de Messi com a Seleção Argentina chega ao fim nesta terça-feira. Dez anos depois de anunciar sua primeira aposentadoria internacional, o camisa 10 faz sua despedida diante da torcida argentina.

O último capítulo acontece no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, contra o Benin. A partida foi organizada como uma homenagem ao maior jogador da história recente da seleção, que chega ao fim do ciclo como recordista de partidas e gols pela Albiceleste.

Aos 39 anos, Messi deixa a Seleção Argentina depois de 207 jogos e 125 gols, além dos títulos da Copa do Mundo de 2022 e das Copas América de 2021 e 2024.

A despedida fecha um ciclo que começou em 2005, quando Messi ainda era um adolescente. Entre a primeira cavadinha pelo Barcelona, os grandes jogos contra o Real Madrid, a sequência de recordes, as derrotas com a Argentina, a homenagem a Maradona e a conquista da Copa do Mundo, o argentino construiu uma carreira que ultrapassou os números.

Agora, diante da torcida que durante tantos anos o cobrou e que, depois, aprendeu a celebrá-lo, Messi se despede da seleção que ajudou a transformar em campeã do mundo.

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