Clubes avaliam apoio a Flávio Bolsonaro após proibição das bets
A proibição das apostas esportivas no Brasil passou a movimentar os bastidores do futebol brasileiro e também abriu espaço para discussões políticas entre dirigentes de clubes. Segundo informações reveladas pelo jornalista Rodolfo Schneider, durante o programa X da Questão, da BandNews TV, nesta terça-feira (6), dirigentes avaliam a possibilidade de declarar apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Até o momento, não há manifestações oficiais dos clubes em apoio ao candidato. As conversas citadas por Schneider são mantidas internamente por dirigentes que foram afetados pela decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as apostas esportivas no país.
O Corinthians foi citado como uma das instituições envolvidas nas conversas informais. Além disso, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e outros mandatários do futebol brasileiro demonstraram forte contrariedade à medida e à forma como a decisão foi tomada.
A insatisfação no futebol está relacionada ao impacto da proibição sobre um setor que passou a ter participação relevante nas receitas dos clubes. A medida do governo, adotada às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, também provocou discussões dentro da própria campanha presidencial.
Nesse cenário, Flávio Bolsonaro sinalizou que pretende reautorizar as apostas esportivas caso chegue ao governo. De acordo com as informações apresentadas na pauta, a proposta prevê a liberação das apostas, mas manteria a proibição dos cassinos online, incluindo plataformas associadas ao chamado “Jogo do Tigrinho”.
As movimentações, porém, ainda estão restritas aos bastidores. Não há, segundo as informações divulgadas por Schneider, um posicionamento oficial dos clubes sobre eventual apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
A apuração também aponta discussões dentro do governo sobre a decisão de restringir amplamente o setor. Segundo Rodolfo Schneider, integrantes do governo atribuem ao ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, um papel central no convencimento do presidente Lula para implementar a medida.
A possibilidade de aproximação entre dirigentes esportivos e a candidatura de Flávio Bolsonaro ocorre, portanto, em meio à reação do setor à proibição das apostas. As articulações ainda não resultaram em declarações públicas dos clubes, mas passaram a fazer parte dos debates políticos nos bastidores do futebol brasileiro.

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