Verstappen encara desafio em Singapura após vitória na Malásia
Poucos dias depois de conquistar na Malásia sua primeira vitória do ano, o holandês Max Verstappen será posto à prova no sufocante circuito urbano de Singapura, onde o tetracampeão mundial nunca obteve grandes resultados na Fórmula 1.
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No último domingo, em Sepang (onde foi disputado o GP do Bahrein, cancelado em abril devido ao conflito no Golfo), Verstappen teve uma atuação soberana em uma corrida que precisou ser adiada em uma hora e meia após uma volta de apresentação caótica, na qual vários carros — incluindo a Red Bull do holandês — ficaram parados devido a uma falha de software nas configurações para pista molhada.
“Foi uma loucura”, disse Verstappen após a corrida. “Em alguns momentos, havia cinco carros lado a lado na reta porque não entendíamos a situação… Vi oito carros andando em ritmo de tartaruga e Lewis (Hamilton) parou… Não é o que se quer para o esporte”, acrescentou.
A chuva pode voltar a desempenhar um papel importante na cidade-estado tropical, com previsão de tempestades que podem afetar tanto a corrida sprint, programada para sábado, quanto o Grande Prêmio noturno de domingo, disputado sob os refletores.
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#F1 #SingaporeGP
— Formula 1 (@F1) October 8, 2026
“A corrida mais dura do ano”
Mas o calor sufocante e a umidade extrema exercem uma influência ainda maior.
Os pilotos podem perder até três quilos durante a prova mais longa do calendário, na qual completar as 62 voltas costuma levar as duas horas, o tempo máximo de corrida permitido.
Em termos físicos, “é a corrida mais dura do ano”, admitiu à AFP o francês Pierre Gasly, companheiro de equipe do argentino Franco Colapinto na Alpine.
Se hidratar durante a corrida “faz a diferença em termos de concentração”, pois “é evidente que, no final da prova, a gente fica menos lúcido entre os muros de Singapura”, explicou.
Os organizadores também estão atentos à qualidade do ar: se Singapura já é, por si só, uma das cidades mais poluídas do mundo, a situação piorou com as queimadas na vizinha Indonésia.
Caso a qualidade do ar piore, poderá haver restrições a algumas atividades de lazer ao ar livre, mas isso não afetaria a corrida.
Nestas condições extremas, Verstappen nunca venceu no circuito de rua de Marina Bay, onde a pista estreita torna as ultrapassagens — assim como em Mônaco — uma missão quase impossível.
Uma melhoria no assoalho do carro, somada ao fato de Verstappen ter finalmente entendido como extrair o máximo do carro de nova geração, o levou a uma vitória em Sepang que ele próprio descreveu como “incrível”.
O líder isolado do campeonato, Kimi Antonelli, ficou em segundo lugar com a Mercedes e provavelmente voltará a disputar a vitória, embora a vantagem que já possui sobre seu principal rival na luta pelo título — seu companheiro de equipe George Russell — possa levar o jovem italiano a adotar uma postura mais conservadora.
Antonelli muito perto do título
Antonelli tem uma vantagem de 84 pontos sobre Russell, depois que o britânico saiu de mãos vazias de Sepang devido a um problema no motor quando ocupava a terceira posição, a cinco voltas do fim da corrida.
Restando apenas sete corridas para o final, o jovem piloto de 20 anos já vislumbra seu primeiro título de pilotos, que seria o primeiro de um italiano desde Alberto Ascari, em 1953.
Russell é um dos seis pilotos do grid atual que já venceram em Singapura, ao lado de Lando Norris (2024), Carlos Sainz (2023), Sergio Pérez (2022), Lewis Hamilton (2009, 2014, 2017 e 2019) e Fernando Alonso (2008 e 2010).
Hamilton também chega em um bom momento, após protagonizar uma recuperação espetacular: largou em 19º — com pneus para pista seca, apesar de o asfalto estar molhado — e terminou no pódio (em terceiro lugar).
“Terminar no pódio depois de como a corrida começou é realmente gratificante”, disse Hamilton, que, se vencer em Singapura, igualará o recorde de cinco vitórias neste GP, atualmente detido pelo alemão Sebastian Vettel.
*Por AFP
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