Justiça suspende autorização para Vasco x Boca Juniors no Maracanã e jogo volta a ficar indefinido | Torcedores
Ministério Público recomenda que Flamengo e Fluminense liberem o Maracanã para confronto entre Vasco e Boca Juniors. Foto: Christoph Mohr / Alamy Live News
O Vasco sofreu uma nova derrota judicial na tentativa de mandar a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors no Maracanã. Neste sábado (10), a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar que obrigava a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. a disponibilizar o estádio para a partida.
A decisão acontece apenas um dia depois de o clube conseguir autorização para utilizar o Maracanã. A Conmebol chegou a oficializar o local do confronto, marcado para 20 de outubro, às 21h30, e o Vasco iniciou a venda de ingressos. Entretanto, a nova determinação judicial voltou a colocar a realização do jogo no estádio em dúvida.
Por que a Justiça suspendeu Vasco x Boca Juniors no Maracanã?
A desembargadora Suely Lopes Magalhães, primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), assinou a decisão após a concessionária do Maracanã apresentar um mandado de segurança.
Segundo a magistrada, o desembargador Marco Antônio Ibrahim, que havia autorizado a partida na sexta-feira (9), não tinha competência para modificar individualmente uma decisão anterior do relator do processo, Alexandre de Carvalho Mesquita.
Dessa forma, o pedido do Vasco deveria ser reavaliado pelo próprio relator ou submetido ao julgamento da 23ª Câmara de Direito Privado.
A desembargadora também destacou questões relacionadas à segurança pública. No mesmo dia de Vasco x Boca Juniors, o Maracanãzinho receberá Flamengo x Botafogo, pela Liga Nacional de Basquete. Para a magistrada, a presença de três torcidas rivais na mesma região poderia representar riscos à segurança.
Nilton Santos volta a ser alternativa para o Vasco
Outro argumento considerado na decisão foi o parecer do Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios (Bepe), que apontou o Nilton Santos como um local apto para receber a semifinal.
Embora manifestações anteriores tenham apontado o Maracanã como opção preferencial, a desembargadora entendeu que as autoridades não consideraram sua utilização indispensável para garantir a segurança do evento.
O Vasco, porém, vinha defendendo a realização da partida no Maracanã. O clube alega que a concessionária oferece tratamento desigual em relação a Flamengo e Fluminense, responsáveis pela gestão do estádio.
Já a Fla-Flu Serviços S.A. sustenta que a utilização do Maracanã poderia comprometer a recuperação do gramado, substituído recentemente, além de interferir no calendário de partidas.
A suspensão da liminar não representa uma decisão definitiva sobre o direito do Vasco de utilizar o Maracanã. A discussão continuará nas instâncias judiciais responsáveis pelo processo.
O TJ-RJ encaminhará o mandado de segurança ao desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, sorteado como relator, e deverá submetê-lo à primeira sessão do Órgão Especial do tribunal.
Enquanto isso, o Vasco volta a enfrentar incertezas sobre o estádio da semifinal. São Januário não atende atualmente à capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida pela Conmebol.
A situação também gera dúvidas sobre a venda de ingressos, iniciada na sexta-feira, depois da primeira decisão favorável ao clube. Até o momento das informações apresentadas, não havia confirmação de mudanças na comercialização.
Assim, mesmo depois do anúncio oficial da Conmebol, o local de Vasco x Boca Juniors volta a depender dos próximos desdobramentos judiciais.
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