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Bruno Fernandes critica Carrick após goleada

Bruno Fernandes critica Carrick após goleada

Bruno Fernandes critica Carrick após goleada

Bruno Fernandes critica tática de Carrick após goleada do Manchester United na Champions League

Bruno Fernandes questiona a postura do Manchester United. Foto: Nderim Kaceli/Alamy Live News

Inclusive, a divergência acontece em meio a uma sequência de sete partidas sem vitória. A equipe ocupa a 13ª colocação na Premier League e soma apenas três pontos nas três primeiras rodadas do torneio, com duas derrotas consecutivas. O episódio também chama atenção porque não é a primeira manifestação de descontentamento do elenco.

Vale lembrar que, na semana anterior, Lisandro Martínez havia criticado a diretoria pela condução do planejamento esportivo. Com isso, aumentando a pressão interna sobre o clube inglês.

Postura questionada dentro de campo

A escolha de não pressionar individualmente os jogadores do Como foi o principal ponto levantado por Bruno Fernandes. Em entrevista à TNT Sports, o meio-campista afirmou que a comissão técnica optou por conceder espaços ao adversário para tentar recuperar a posse de bola em outro momento.

Na avaliação do português, a estratégia permitiu que o time italiano circulasse a bola com tranquilidade e ganhasse confiança. Aliás, o atleta também explicou que o elenco precisou percorrer distâncias maiores para recuperar a posse. Logo, comprometeu o desgaste físico e a tomada de decisões.

Questionado se Carrick havia cometido um erro tático, o capitão evitou uma resposta direta, mas defendeu uma postura diferente. “Às vezes é preciso ser mais corajoso sob pressão, assumir o risco de pressionar alto e incomodar alto”, afirmou. O português utilizou o comportamento do próprio Como como exemplo.

A equipe comandada por Cesc Fàbregas pressionou a saída de bola do Manchester United e chegou a utilizar seus defensores para acompanhar os adversários até o campo de ataque. Os números ajudam a explicar a reclamação, visto que o Como completou 594 passes.

Isto é, a maior quantidade registrada por um adversário do Manchester United na Champions League desde os 725 passes do Barcelona, em abril de 2019, conforme o levantamento da Sky Sports.

Críticas rebatidas e cobrança de intensidade

Michael Carrick não concordou com a interpretação de que o problema estivesse exclusivamente na organização tática. Durante a coletiva, o treinador afirmou que o Manchester United chegou a utilizar uma pressão individual em parte do segundo tempo, mas sofreu um gol nessa situação.

Na sequência, o comandante direcionou as cobranças ao empenho dos atletas, deixando claro que nenhuma estratégia funciona sem a movimentação necessária. “Se você não correr, tanto para a frente quanto para trás, não vai vencer”, respondeu. Mas, o técnico reconheceu sua responsabilidade pela goleada e classificou a atuação como inaceitável.

Irritado com o rendimento coletivo, pediu desculpas aos torcedores que viajaram até a Itália para acompanhar a partida. A derrota ganhou contornos ainda mais preocupantes pelos erros defensivos. O Como abriu o placar aos dois minutos, com Nico Paz, e construiu uma vantagem de três gols antes dos 60 minutos.

O jogador marcou duas vezes e participou diretamente do gol de Tasos Douvikas, enquanto Jacobo Ramón completou a goleada italiana. Joshua Zirkzee descontou para o Manchester United nos acréscimos. Outro dado chama atenção no Manchester United.

A equipe se tornou o primeiro clube inglês a sofrer gols nos dois primeiros minutos de partidas europeias consecutivas, contra o Atlético de Madrid, que foi vazado após 47 segundos. Diante do Como, o gol saiu aos 118 segundos.

Crise interna no Manchester United

A discussão entre o capitão e Carrick acontece apenas uma semana depois de Lisandro Martínez questionar a gestão do clube. Após a derrota por 2 a 0 para o Atlético de Madrid, pela Champions League, o zagueiro criticou as constantes mudanças no comando técnico e cobrou investimentos da diretoria, especialmente do diretor de futebol Jason Wilcox.

Posteriormente, o argentino se reuniu com Carrick e dirigentes do clube para esclarecer suas declarações. Em uma manifestação pública, o defensor pediu desculpas pela maneira como expôs o descontentamento e reconheceu que suas palavras não contribuíram para a união do grupo.

O novo episódio recoloca o ambiente interno em discussão. Embora os jogadores tenham apontado problemas diferentes, ambos levaram suas insatisfações ao público depois de resultados negativos. A situação de Bruno Fernandes também possui um componente esportivo.

Uma análise da Sky Sports já apontava queda no desempenho do português, eleito o melhor jogador da Premier League na temporada anterior. Até aquele momento, o meio-campista havia participado de 96% dos minutos disponíveis sob o comando de Carrick, demonstrando sua importância na equipe apesar das dificuldades individuais.

Portanto, a dependência de seu principal articulador também integra o debate sobre o rendimento coletivo. As críticas do capitão repercutiram entre ex-jogadores. Jamie Carragher, ex-zagueiro do Liverpool, considerou inadequada a atitude de Bruno Fernandes e afirmou que a postura não corresponde ao papel esperado de um capitão.

Pressão antes de novo jogo da Premier League

O Manchester United venceu apenas duas das 11 partidas disputadas na temporada. A sequência negativa aumentou os questionamentos sobre a permanência de Carrick. O jornal The Guardian informou que a situação poderá ser discutida por Jason Wilcox, pelo CEO Omar Berrada e por Jim Ratcliffe, coproprietário responsável pelas decisões esportivas.

Desta forma, o nome de Cesc Fàbregas também apareceu nas especulações envolvendo o cargo. Na terça-feira (20), antes da goleada do Como, o espanhol foi questionado sobre a possibilidade de substituir Carrick e recusou comentar o assunto por respeito ao treinador inglês.

Para tentar interromper a crise, o Manchester United recebe o Bournemouth no domingo (25), em Old Trafford, pela Premier League. Já na Champions League, o próximo compromisso será diante da Roma, na terça-feira, 3 de novembro. Porém, o clube inglês ainda terá cinco partidas pela fase de liga.

Sendo assim, o time precisará reagir depois de perder para Atlético de Madrid e Como. Por fim, a partida contra o Bournemouth será a primeira oportunidade de demonstrar, dentro de campo, se as cobranças produziram alguma mudança no Manchester United.

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