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Flamengo bate recorde e gasta R$ 667 milhões em jogadores

Flamengo bate recorde e gasta R$ 667 milhões em jogadores

Flamengo bate recorde e gasta R$ 667 milhões em jogadores

Flamengo bate recorde e investe R$ 667 milhões em contratações e renovações em 2026

Meia-atacante fez primeiro gol em seu retorno (Crédito: Andre Ricardo/Alamy)

O Flamengo investiu R$ 667,7 milhões em contratações e renovações de contratos durante 2026, o maior valor já registrado pelo clube em uma única temporada. Os números foram divulgados no balancete do terceiro trimestre, que reúne os resultados financeiros de julho, agosto e setembro.

Apesar do investimento recorde, o clube encerrou os nove primeiros meses do ano com superávit de apenas R$ 4,5 milhões. Além disso, a diretoria trabalha com a previsão de fechar 2026 com um déficit de aproximadamente R$ 40 milhões, mesmo após registrar crescimento nas receitas.

Flamengo investiu R$ 667,7 milhões em jogadores; Paquetá lidera gastos

O levantamento financeiro confirma que o Flamengo realizou o maior investimento de sua história no elenco profissional. Somente entre julho e setembro, o clube destinou R$ 172,6 milhões a contratações e renovações contratuais.

O maior gasto da temporada foi com Lucas Paquetá. O retorno do meia, contratado junto ao West Ham, custou R$ 315,7 milhões. O valor considera a transferência, impostos, luvas e despesas com intermediação.

Além disso, o relatório detalhou os custos de outros dois reforços contratados na última janela.

Freitas representou um investimento de R$ 66,7 milhões. Desse total, R$ 63,4 milhões correspondem ao pagamento ao River Plate e às luvas, enquanto R$ 3,3 milhões foram destinados à intermediação.

Já Anthony Valencia custou R$ 43,9 milhões. O Flamengo desembolsou R$ 40,9 milhões entre transferência ao Royal Antwerp e luvas, além de R$ 3 milhões em comissões.

Os números mostram que os custos das contratações vão além dos valores pagos diretamente aos clubes vendedores.

Enquanto os investimentos atingiram um recorde, as receitas com negociações de atletas ficaram abaixo do planejamento inicial.

Entre janeiro e setembro, o Flamengo registrou R$ 174,7 milhões em receitas brutas com saídas de jogadores. A meta prevista era de aproximadamente R$ 250 milhões.

Portanto, o clube chegou ao fim do terceiro trimestre com uma diferença de R$ 75,3 milhões em relação ao objetivo estabelecido para essas operações.

O melhor resultado aconteceu entre julho e setembro, quando as negociações geraram R$ 67,8 milhões.

Entre os destaques do período estão Wallace Yan, negociado com o Bragantino, e Lorran, transferido para o Sharjah FC. As operações foram apontadas no relatório com resultados de R$ 30,7 milhões e R$ 6,7 milhões, respectivamente.

Além disso, o Flamengo recebeu R$ 27,8 milhões por mecanismos de solidariedade, participações em revendas e empréstimos de atletas.

Flamengo supera R$ 1,3 bilhão em receitas, mas prevê déficit

Apesar da diferença entre investimentos e vendas, o Flamengo registrou crescimento em suas principais fontes de receita.

Nos nove primeiros meses de 2026, a receita recorrente, que desconsidera as vendas de jogadores, chegou a R$ 1,17 bilhão. O resultado representa um crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e estabelece um novo recorde para o clube nesse intervalo.

Já a receita bruta total alcançou R$ 1,34 bilhão, o segundo maior resultado da história rubro-negra para os nove primeiros meses de uma temporada. Patrocínio, publicidade e licenciamento apresentaram alta de 42,9%. Enquanto isso, as operações de partidas cresceram 27,6%, com aumentos de 20,6% na bilheteria, 28,4% no programa de sócio-torcedor e 37,3% nas receitas do estádio.

O Flamengo também conseguiu reverter o resultado negativo do primeiro semestre. Após acumular déficit de R$ 33,8 milhões até junho, o clube registrou superávit de R$ 38,3 milhões no terceiro trimestre e encerrou setembro com saldo positivo de R$ 4,5 milhões.

Entretanto, a projeção para o encerramento de 2026 continua negativa. A diretoria aprovou uma revisão orçamentária e estima déficit de aproximadamente R$ 40 milhões ao final do exercício.

Dívida do Flamengo cresce no trimestre, apesar de queda no ano

Outro ponto importante do balancete é a evolução do endividamento operacional líquido.

Em setembro, o indicador chegou a R$ 376,1 milhões. O valor representa uma redução de aproximadamente 23% em relação ao pico de R$ 488,1 milhões registrado em março.

Por outro lado, houve aumento de 25,5% em comparação com os R$ 280,2 milhões do segundo trimestre. Assim, embora a dívida esteja abaixo do maior nível do ano, voltou a crescer entre julho e setembro.

O Flamengo também encerrou o período com R$ 84,1 milhões em caixa livre consolidado. Desse montante, R$ 50,8 milhões estavam sob gestão direta do clube e R$ 33,3 milhões eram administrados pela Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela operação do Maracanã.

No relatório, a diretoria presidida por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, defendeu a estratégia de investimentos e afirmou que pretende manter a responsabilidade financeira.

O balanço revela, portanto, um Flamengo com receitas elevadas e capacidade de investir no elenco, mas também pressionado pelos custos das contratações e pela necessidade de equilibrar as contas nos últimos meses da temporada.

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