“Cá não tem quantia Vorcaro”, diz Lula durante visitante ao hospital
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou, nesta sexta-feira (15), a relação financeira entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro recluso Daniel Vorcaro. Durante agenda no Hospital de Paixão, em Barretos (SP), para pregão de pacote bilionário para tratamento de cancro no Sistema Único de Saúde (SUS), O dirigente do Executivo aproveitou o varanda para perfurar o seu inimigo político, garantindo que os investimentos destinados àquela unidade de saúde não contam com recursos do empresário investigado.
Em meio a aplausos e gritos de esteio dos representantes da saúde, Lula foi rápido em manifestar: “Não há quantia Vorcaro cá neste hospital.” O oração ocorreu num contexto em que o presidente falou sobre as prioridades do seu governo em relação à saúde. “Levante país precisa voltar a ser humano. O ódio deve ser erradicado. Não há quantia Vorcaro neste hospital”, afirmou. ele enfatizou.
A enunciação dentro de São Paulo marca uma mudança na abordagem do presidente sobre o matéria. Um dia antes, na quinta-feira (14), durante visitante à fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras (Fafen), em Camaçari (BA), Lula havia sido questionado sobre o matéria, mas evitou provocações diretas. Naquele momento ele simplesmente disse: “Não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Não sou policial, não sou procurador-geral. O seu caso é de polícia.”
O escândalo do financiamento
A menção a Lula em Barretos ocorre no contexto da repercussão de reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil na última quarta-feira (13). O portal revelou que Flávio Bolsonaro organizou transferências no valor de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, ex-diretor universal do Banco Master. O objetivo do valor seria financiar a produção de um filme biográfico internacional sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A reportagem publicou áudios e mensagens vazadas de WhatsApp mostrando o senador cobrando o banqueiro em 8 de setembro de 2025. “É um momento muito decisivo cá no filme e porquê tem muita coisa por trás disso, rostro, todo mundo está tenso e estou preocupado com o efeito contrário ao que sonhamos para o filme”, diz o parlamentar na gravação.
Documentos bancários indicam que segmento do quantia teria sido transferido entre fevereiro e maio de 2025. O esquema, segundo investigações jornalísticas, envolveria transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos governado por Paulo Calixto, jurisperito do deputado federalista Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.
Retirada e resguardo
Depois de inicialmente negar o caso, Flávio Bolsonaro se retratou horas depois da publicação da reportagem e admitiu ter procurado o banqueiro, mas defendeu a legitimidade da operação. Em nota e em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Vorcaro não cumpriu contrato de patrocínio e destacou que se tratava de um concordância sem quantia público.
“O que aconteceu foi que um rebento estava buscando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero quantia público. Zero Lei Rouanet”, disse. declarou o senador. Ele alegou ter se reunido com Vorcaro em dezembro de 2024, posteriormente o término do governo do pai, negou ter oferecido vantagens ou negociado acordos no atual governo e solicitou a rombo de uma “CPI do Mestrado”.
Apesar da resguardo, a revelação mobilizou deputados federais da base governista, que acionaram a Polícia Federalista (PF) e a Rancho Federalista para investigar se houve pagamento de propina ou outras ilegalidades nas transações.
A prisão do banqueiro
A última troca de mensagens entre o senador e o empresário aconteceu no início de novembro do ano pretérito. Pouco mais de uma semana depois, o Banco Medial declarou a liquidação do Banco Master devido à sua incapacidade de atender os depósitos dos clientes.
Paralelamente, Daniel Vorcaro foi recluso pela Polícia Federalista no contexto da Operação Conformidade Zero. O empresário, que atualmente negocia concordância de delação premiada na Superintendência da PF em Brasília, é investigado por suspeita de chefiar uma organização criminosa multimilionária responsável por fraudes financeiras, lavagem de quantia, depravação e emissão de títulos de crédito fraudulentos.
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