Em guerra com Flávio, Michelle Bolsonaro deixa o PL Mulher e reconsidera candidatura ao Senado
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) anunciou na noite desta terça-feira (30) sua saída da presidência pátrio do PL Mulher, em Brasília, posteriormente reunião com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto. O movimento ocorre simultaneamente a uma crise pública com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e vem escoltado de indícios de que ele poderá desistir de concorrer a uma vaga no Senado pelo Província Federalista nas eleições deste ano. A justificativa solene apresentada para a repúdio é a premência de dedicação integral aos cuidados da filha e do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota divulgada posteriormente a reunião na sede do partido, Michelle afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com Bolsonaro, que atualmente se encontra em prisão domiciliar posteriormente ter sido sentenciado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O texto destaca: “Comuniquei minha decisão de deixar a presidência do PL Mulher para me destinar integralmente aos cuidados de meu marido e de minha filha”.
A ex-primeira-dama também agradeceu a Valdemar Costa Neto pela autonomia concedida e à vereadora de Fortaleza, Priscila Costa, atual vice-presidente pátrio do PL Mulher. O grupo feminino do partido ficará sob a responsabilidade de Priscila, cuja candidatura ao Senado cearense é vista porquê um dos eixos das divergências familiares. No final do ano pretérito, Michelle se manifestou contra o negócio do partido com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) no estado, enquanto o senador Flávio defendeu a confederação.
Atrito público e postagens nas redes sociais.
O rastilho público do conflito ocorreu na semana passada, quando Michelle publicou um vídeo em que afirma ter sido maltratada e desrespeitada por Flávio durante um telefonema. A ex-primeira-dama manifestou desde logo o seu insatisfação com os ataques a ela e aos seus aliados, queixando-se de que os seus candidatos estão a ser ignorados nas decisões partidárias e que não faria sentido permanecer no missão sem participar nas deliberações.
Nos últimos dias, Michelle intensificou a tensão ao fazer publicações nas redes sociais que, na opinião dos líderes políticos, indicam que ela tem informações potencialmente comprometedoras sobre o enteado. Na segunda-feira (29), ele republicou um vídeo do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Na gravação, Garotinho denuncia a suposta existência de vídeos de festas com mulheres nuas promovidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, possessor do Banco Master, eventos que contariam com a presença de “homens que defendem a família”.
Ao compartilhar o teor, Michelle acrescentou a frase: “A verdade de Jesus Cristo prevalecerá”. O caso gera preocupação entre aliados do senador, que mantém estreita relação com Vorcaro, evidenciada desde maio por áudios e mensagens. Flávio, porém, garante à sua equipe que o vínculo com o banqueiro se limita ao patrocínio do filme sobre a curso do pai e que não há ilegalidade. A preocupação nos bastidores aumenta pela proximidade de Michelle com o ministro do Supremo Tribunal Federalista, André Mendonça, relator do caso Master na Justiça.
A reação do partido e seu provável impacto eleitoral
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota em que tenta minimizar a crise interna. Ele declarou que as divergências são naturais devido ao grande prolongamento do partido e que Michelle passa por um “momento difícil” diante das “injustiças e angústias” enfrentadas por Jair Bolsonaro. Valdemar ressaltou que respeita a decisão de Michelle, aproveitando o transmitido para criticar a atual gestão federalista ao mencionar que é intolerável ter 80 milhões de brasileiros endividados e o prolongamento de grupos terroristas.
Apesar da tentativa de apaziguamento da liderança pátrio, a ex-primeira-dama não deverá comparecer ao encontro de mulheres organizado pela pré-campanha de Flávio nesta quarta-feira (1), em Brasília. A agenda teve porquê objetivo abordar propostas para eleitoras e sinalizar a superação da crise. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), aliada próxima de Michelle, também deverá estar ausente do evento.
Nos bastidores do partido, aliados de Flávio consideram blefe a prenúncio de Michelle de renunciar à candidatura ao Senado pelo Província Federalista. Acreditam que ele usa a retirada porquê estratégia para se distanciar do enteado e posicionar-se porquê uma opção independente à direita para 2026 ou 2030, embora admitam que a sua presença é precípuo para atrair eleitoras.
Pessoas próximas da ex-primeira-dama confirmam que a política não a motiva e lembram que ela sempre afirmou, em privado, que só se candidataria a cargos públicos a pedido do marido. Segundo esses aliados, permanecer de fora das eleições deste ano seria uma forma de mostrar que nunca quiseram ocupar o lugar de Flávio na disputa presidencial. Por outro lado, interlocutoras alertam que a sua desistência pode passar a mensagem de que não há espaço para mulheres na política, contrariando o exposição da sua gestão no PL Mulher, período em que o partido elegeu 1.005 candidatas nas eleições de 2024, um aumento de 45,8% face a 2020.
Veja a nota completa de Michelle:
“Uma vez que presidente do Partido Liberal Mulher, informo que, depois de muita reflexão com meu marido sobre o momento que vivemos em nossa família, encontrei-me esta tarde com o presidente do Partido Liberal e informei-o da minha decisão de deixar a presidência do PL Mulher para me destinar – integralmente – ao zelo de meu marido e de minha filha. da nossa Região.
Conhecendo a força e a capacidade das mulheres brasileiras, tenho certeza que nosso movimento crescerá ainda mais e teremos um porvir próspero para nossos filhos e netos. Quero agradecer, na pessoa da minha vice-presidente, Priscila Costa, a todos os meus presidentes estaduais e municipais que com tanto paixão, comprometimento e dedicação tornaram provável a expansão do nosso movimento que está construindo o nosso país. Sem você zero disso seria provável.
As sementes foram plantadas e, em breve, vocês colherão os frutos desse lindo trabalho que têm feito pelas famílias da nossa grande Região. Peço a Deus que esteja sempre com vocês, inspirando e liderando levante trabalho e que as mulheres ocupem cada vez mais os lugares que lhes pertencem nas esferas de decisão e poder. Vocês estarão sempre em minhas orações porquê forma de gratidão e paixão por cada um de vocês.
Agradeço também ao Presidente Valdemar pela autonomia que me concedeu e por me encarregar um repto tão sublime. À minha querida Seleção Vernáculo, gigantes e gigantes que comigo enfrentaram todos os desafios que nos foram apresentados, agradeço do fundo do coração. Só Deus pode recompensá-lo por todo o muito que você fez a mim e aos nossos entes queridos.
Brasil. Eu senhoril cada uma de suas vidas.
Que Deus te abençoe. Que Ele abençoe nossas famílias. Que Deus abençoe nosso estremecido Brasil.”
Veja nota de Valdemar Costa Neto:
“O PL cresceu demais e entendo que as divergências também cresçam. Isso é oriundo.
Temos muitos dirigentes no partido e, por maiores que sejam as diferenças, o que nos une é muito maior.
A indignação interna não será maior que a indignação coletiva de ver o que levante governo faz ao nosso país. 80 milhões de brasileiros têm dívidas é intolerável!
O prolongamento de grupos terroristas é intolerável!
Michelle vive um momento difícil, sentindo de perto as injustiças e as angústias que vem passando o maior líder da história recente deste país.
Michelle fez um supimpa trabalho liderando o PL Mulher, mas, naquele momento, decidiu deixar o missão de presidente pátrio do PL Mulher porque tomou a decisão de focar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar esta decisão.
Somos o maior partido deste país e nossa missão é mudar levante governo e restituir o Brasil ao povo brasiliano.
Valdemar Costa Neto
Presidente Vernáculo do PL”.
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