Brasil vence o Japão nos acréscimos e avança às oitavas de final da Despensa do Mundo
A seleção brasileira garantiu a classificação para as oitavas de final da Despensa do Mundo de 2026, na tarde desta segunda-feira (29), ao vencer o Japão por 2 a 1, no NRG Stadium, em Houston. Depois terminar o primeiro tempo em desvantagem no placar devido a um erro defensivo, o time comandado pelo técnico Carlo Ancelotti mudou sua postura tática na lanço final e conquistou a vitória com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli, levante último marcando aos 51 minutos do segundo tempo.
Susto no primeiro tempo
O confronto começou com o Brasil controlando a posse de esfera, mas com dificuldades de infiltração pelas laterais, que foram muito bloqueadas pelos pontas da seleção japonesa. Aos 14 minutos, o meia Casemiro precisou recorrer a falta para impedir ataque de Junya Ito e recebeu cartão amarelo. Com a mensagem, o meio-campista brasiliano passou a atuar de forma condicional, enquanto o Japão se consolidou defensivamente no sistema 5-4-1.
Aos 27 minutos, a resguardo japonesa aproveitou clara oportunidade. O lateral Danilo errou passe pela intermediária, gerando contra-ataque. O jogador Kaishu Sano interceptou a esfera e avançou sobre Casemiro, que, por estar pendurado, evitou cometer novidade infração tática, situação que levou à jogada com o croata Luka Modric na eliminação do Brasil 2022. Sanó superou a marcação, finalizou de fora da extensão e venceu o goleiro Alisson, abrindo o placar. Nas arquibancadas, a torcida brasileira demonstrou impaciência pela dificuldade do time em gerar espaços.
Enquanto isso, no banco nipónico, o atacante Kento Shiogai assistia ao jogo. Antes do duelo, o jogador havia provocado a seleção sul-americana, afirmando que o Brasil “não era mais o que era”.
Mudança tática e empate.
Para volver a situação, Carlo Ancelotti fez uma modificação logo no pausa. O meia Paquetá, que não teve boa atuação no primeiro tempo, foi substituído pelo atacante Endrick. A mudança permitiu que Rayan e Vinicius Junior atuassem mais abertos pelas laterais, buscando gerar superioridade numérica pelas laterais do campo.
A estratégia deu perceptível e o Brasil começou o segundo tempo pressionado. Em exclusivamente dez minutos, o goleiro Zion Suzuki teve que fazer intervenções difíceis, porquê tutorar uma cabeçada de Bruno Guimarães. Em outra jogada, Casemiro cabeceou passe de Douglas Santos e viu a resguardo japonesa tirar a esfera em cima da risco. Aos 11 minutos, a insistência surtiu efeito: Vinicius Junior passou para Gabriel Magalhães, que cruzou para Casemiro toscanejar para o gol, redimindo-se dos erros da lanço inicial.
O Brasil continuou atacando e quase virou o placar aos 13 minutos. Vinicius Junior driblou dois marcadores na extensão e cruzou, mas Suzuki desviou e a esfera ainda roçou na trave antes de trespassar.
Definição em acréscimos
Na reta final, Ancelotti substituiu Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha, deixando o time ainda mais ofensivo. O técnico nipónico Hajime Moriyasu também pressionou por mudanças, buscando incentivo para explorar um provável contra-ataque.
A partida caminhava para a prorrogação quando, no início do último minuto de jogo estipulado pelo perito italiano Maurizio Mariani, que havia outorgado seis minutos de prorrogação, a seleção brasileira decidiu a partida. Rayan recuperou a esfera na ponta direita e passou para Bruno Guimarães. Na ingressão da extensão, o meia tocou para Gabriel Martinelli, que finalizou com precisão para selar a vitória por 2 a 1. Casemiro, desgastado, foi substituído por Fabinho nos minutos finais.
Próximo repto nas oitavas de final
Com a sobrevivência garantida no primeiro mata-mata com 32 seleções, o Brasil agora se prepara para as oitavas de final. A seleção volta a campo no próximo domingo (5), às 17h, horário de Brasília, em East Rutherford, região metropolitana de Novidade York.
O rival virá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam nesta terça-feira (30), às 14h, no estádio AT&T, em Dallas. A seleção norueguesa aposta no seu poder ofensivo, liderado pelo bombeiro Erling Haaland, responsável de quatro gols em dois jogos, que deu sota ao técnico Ståle Solbakken na guião por 4 a 1 para a França, no último dia da temporada de grupos. A Costa do Marfim, que venceu Equador (1-0) e Curaçao (2-0), destaca-se pelo sólido sistema defensivo, principal trunfo da seleção africana para o restante da competição.
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