Lula labareda Flávio de traidor depois que senador pediu aos EUA que adiassem tarifas até depois das eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro depois que o parlamentar enviou um registro de 86 páginas ao governo dos Estados Unidos solicitando o diferimento das tarifas comerciais contra o Brasil para depois das eleições presidenciais. No documento enviado ao Gabinete do Representante Mercantil dos Estados Unidos (USTR), o senador argumentou que a imposição imediata de alíquotas de 25% representaria uma vitória política interna da atual governo federalista brasileira. O embate ocorre no contextura de investigações realizadas pela filial norte-americana que podem resultar num imposto cumulativo de até 37,5% sobre os produtos exportados pelo Brasil.
O teor do documento enviado aos Estados Unidos.
O senador Flávio Bolsonaro, que atua porquê pré-candidato à Presidência da República pelo PL e se posiciona porquê figura de destaque da oposição, apresentou a enunciação formal na quarta-feira, 1º de julho, prazo final para envio de considerações ao USTR. No texto, o parlamentar solicita a suspensão da emprego das novas alíquotas por pelo menos 180 dias, com o objetivo de diferir a decisão até o período pós-eleitoral brasílico.
Segundo o argumento apresentado pelo senador perante o órgão norte-americano, os anteriores ataques tarifários da governo de Donald Trump não alteraram o comportamento das autoridades brasileiras. Flávio Bolsonaro afirmou no documento que as sanções propostas acabariam premiando o atual governo, que usaria a retaliação externa para solidificar um exposição em resguardo da soberania pátrio perante o eleitorado. O parlamentar afirmou que os custos dessa tributação recairiam sobre a economia norte-americana e sobre os cidadãos brasileiros mais alinhados com a relação construtiva entre os dois países.
Para abordar as tarifas, o senador apresentou-se porquê candidato e destacou que se reuniu recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Atua de forma independente, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
Propostas sobre Pix e Mercosul
Além de solicitar o diferimento da tarifa, o dossiê detalha propostas de contrapartidas comerciais e compromissos legislativos. Flávio Bolsonaro ofereceu aos representantes norte-americanos a eliminação das tarifas brasileiras sobre o etanol e a redução da trouxa tributária aplicada às administradoras estrangeiras de cartão de crédito.
Em relação ao sistema brasílico de pagamentos instantâneos, o parlamentar assumiu o compromisso legislativo de que o Pix não será interligado a acordos de liquidação transfronteiriça não ocidentais e propôs bloquear sistemas não ocidentais. O documento questiona as alegações de conflito de interesses levantadas pelo governo dos EUA sobre o método de pagamento, chamando-as de exageradas e menciona que a Suplente Federalista opera um sistema semelhante, o FedNow. O senador argumentou que o Pix ampliou o mercado consumidor para empresas norte-americanas e que os instrumentos de pagamento privados, porquê cartões de crédito e débito, mantêm funções exclusivas que não são substituídas pelo sistema público, incluindo crédito ao consumidor, financiamento, proteção de conflitos e mecanismos de estorno.
No nível regional, o dossiê sugere que o Brasil busque agressivamente acordos comerciais e se liberte dos laços do Mercosul para permitir a epílogo de acordos bilaterais diretos com os Estados Unidos, citando porquê referência a conduta do presidente prateado Javier Milei.
Reação do governo federalista e disputa por narrativas
A sintoma do senador gerou reação imediata do presidente Lula, que usou suas redes sociais para descrever o movimento porquê uma atitude de traidores do país. O encarregado do Executivo afirmou que é incabível que a família Bolsonaro queira sujeitar os interesses do Brasil aos Estados Unidos e descreveu a posição da oposição porquê uma rendição. Em sua publicação, Lula defendeu a manutenção do Mercosul, que assinou nascente ano associação com a União Europeia, e declarou que o governo não abrirá mão do Pix, descrevendo a soberania pátrio porquê inegociável.
Paralelamente à ação do senador, o governo brasílico também formalizou sua resposta ao USTR na quarta-feira. O documento, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, questiona as conclusões norte-americanas e afirma que a organização norte-americana não demonstrou que as práticas ou políticas digitais do Brasil criam barreiras discriminatórias ao negócio bilateral. A atual governo ofereceu a possibilidade de redução de tarifas em setores onde os produtos americanos são competitivos, porquê máquinas, equipamentos, insumos para saúde e tecnologia da informação.
Nos bastidores da governo federalista, aliados do presidente identificam o incidente porquê uma oportunidade para fortalecer o exposição de soberania que norteará sua campanha à reeleição. A avaliação interna é que a iniciativa do senador é estrategicamente arriscada, pois tenta mitigar a tensão política lugar, mas poderia vincular o grupo de oposição à emprego de sobretaxas. Caso o governo norte-americano decida recuar na arguição, projeta-se uma disputa política em que a oposição exigirá o resultado para que Flávio Bolsonaro coordene, enquanto o governo atribuirá a medida às negociações oficiais.
Compreendendo a investigação tarifária dos EUA
A disputa mercantil surge de uma investigação concluída no início de junho pelo USTR, com base na Seção 301 da Lei de Transacção dos Estados Unidos de 1974. Esta disposição lícito autoriza a emprego de sanções comerciais quando o governo dos EUA conclui que as práticas de uma região estrangeira prejudicam injustamente as suas empresas. O relatório observou que as diretrizes brasileiras associadas ao negócio do dedo, regulação de plataformas, chegada ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual, políticas anticorrupção e combate ao desmatamento seriam restritivas ou irracionais.
Por conta disso, foi proposta uma tarifa suplementar de 25% sobre os produtos brasileiros. Uma segunda traço de investigação do governo dos EUA concluiu que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam nas inspeções contra a ingressão de produtos feitos com trabalho forçado, sugerindo uma sobretaxa extra de 12,5%. Se ambos forem referendados depois o período de consulta pública, o imposto totalidade poderá chegar a 37,5% para determinados setores, sendo as alíquotas cumulativas.
O cronograma estabelecido prevê a realização de audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho nos Estados Unidos para discutir a implementação das medidas. Está confirmada a presença do senador Flávio Bolsonaro para prestar prova no dia 7 de julho, em uma lista de palestrantes que inclui ainda o influenciador Paulo Figueiredo, a Confederação Vernáculo da Indústria (CNI) e representantes dos setores mineiro, varejista e da sociedade rústico. Embora as tarifas possam entrar em vigor nas próximas semanas, o governo dos EUA indicou que itens estratégicos porquê moca, mesocarpo, aeronaves, fertilizantes, frutas e minerais críticos farão secção de uma lista de exceções.
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