Dia Internacional da Mulher: Confira produções brasileiras com protagonismo feminino para testemunhar no streaming
Neste Dia Internacional da Mulher, o mercado audiovisual brasílico reforça a presença de histórias focadas na autonomia de personagens femininas por meio de produções distribuídas em plataformas de streaming.
O movimento de divulgação dessas obras propõe uma reflexão sobre a atual estrutura da indústria cinematográfica vernáculo e global, que ainda registra a predominância de homens ocupando a maioria dos cargos e oportunidades, tanto na frente quanto detrás das câmeras. Uma vez que contraponto a esse cenário, uma curadoria de 18 produções, divididas entre treze longas-metragens e cinco séries de animação, evidencia o trabalho de mulheres na direção, na atuação e na meio direta das tramas.
Filmes em destaque
As obras de ficção e baseadas em fatos estão distribuídas em diversas plataformas digitais e abordam desde contextos históricos do Brasil até dilemas familiares e sociais.
Manas (Globoplay)
Marcielle, de 13 anos, vive em uma comunidade ribeirinha na Ilhéu do Marajó com o pai, a mãe e três irmãos. Instigada pelas falas da mãe, ela cultua a imagem de Claudinha, sua mana mais velha, que partiu para longe depois “arrumar um varão bom” nas balsas que passam pela região. Conforme amadurece, ela vê suas idealizações ruírem e fica presa em ambientes abusivos. Cônscio de que o horizonte não lhe suplente muitas opções, decide confrontar a engrenagem violenta que rege sua comunidade.
Sonhar com Leões (Aluguel do dedo)
Uma imigrante brasileira enxerga o termo da traço graças a um diagnóstico de cancro que lhe dá somente mais um ano de vida. Conformada com a doença, Gilda sonha agora em morrer com pundonor e sem dor, enquanto ainda é si mesma. Em seguida quatro tentativas de suicídio fracassadas, porém, a mulher vai em procura de uma organização clandestina que diz ensinar aos seus clientes terminais a se suicidarem sem dor ou problemas em países onde a eutanásia é proibido. Glória embarca nessa jornada de palestras, workshops e aulas ao lado do tímido jovem Amadeu, outro paciente sem perspectiva que ela conhece na corporação e que antes foi funcionário de um sucursal funerária. Juntos, os dois acabam tentando desmascarar o esquema custoso e paradoxal da empresa enquanto tentam tomar o controle de sua própria situação.
Meão do Brasil (Globoplay)
Dora, uma amargurada ex-professora, ganha a vida escrevendo cartas para pessoas analfabetas, que ditam o que querem relatar às suas famílias. Ela embolsa o quantia sem sequer postar as cartas. Um dia, Josué, o rebento de nove anos de uma de suas clientes, acaba sozinho quando a mãe é morta em um acidente de ônibus. Ela reluta em cuidar do menino, mas se junta a ele em uma viagem pelo interno do Nordeste, em procura do pai de Josué, que ele nunca conheceu.
Que Horas Ela Volta? (Netflix)
Val deixa a filha, Jéssica, no interno de Pernambuco e passa os 13 anos seguintes trabalhando porquê babá do menino Fabinho, em São Paulo. Ela consegue firmeza financeira, mas convive com a culpa por não ter criado a filha. Às vésperas do vestibular de Fabinho, Jéssica decide ir para São Paulo e fazer a prova também. Val recebe o suporte de seus patrões para albergar a pequena, mas a convívio com Jéssica é difícil. Dividida, ela precisa encontrar um novo modo de seguir sua vida.
Ainda Estou Cá (Globoplay)
No início da dez de 1970, o Brasil enfrenta o endurecimento da ditadura militar. No Rio de Janeiro, a família Paiva, formada pelo parelha Rubens e Eunice e seus cinco filhos, vive à beirada da praia, em uma lar de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens é levado por militares à paisana e desaparece. Sua esposa é portanto obrigada a se reinventar e traçar um novo horizonte para si e seus filhos, enquanto tenta desvendar a verdade sobre o rumo do marido, uma procura que se estenderia por décadas.
Carvão (Globoplay)
Um choque entre dois mundos é a esbraseamento que nos leva por uma estrada de diversos conflitos e escolhas, em que o paradoxo entre a impulsividade e a premeditação vira um revérbero dilacerante da natureza humana. Escrito e dirigido pela cineasta paulista Carolina Markowicz (em seu primeiro longa-metragem), Carvão joga na tela contradições camufladas de dilemas morais e a hipocrisia do julgamento para os que chegam e para os que estão no epicentro dessa história ambientada em uma lar humilde no interno do país. Surpreendente até seu último minuto, somos testemunhas de mais uma grande obra do cinema brasílico.
Pérola (Globoplay)
Abalou Bauru! Fundamentado em uma peça de teatro de enorme sucesso em todo o Brasil, escrita pelo dramaturgo Mauro Rasi, Pérola, segundo trabalho de Murilo Benício porquê diretor de um longa-metragem, é um projeto cativante que, por meio de lembranças e memórias, nos leva a olhar pelo buraco da fechadura no campo das emoções e conflitos de uma família de Bauru, no interno de São Paulo. O principal valor do roteiro é conseguir fazer rir e chorar de forma metódico em uma história de sentimentos diversos ao longo de um recorte de muitos anos. Drica Moraes, uma força da natureza em cena, domina sua personagem com maestria: uma baita atuação dessa fantástica artista brasileira.
Regra 34 (Globoplay)
Vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, o longa-metragem brasílico Regra 34 é um projeto chocante que consegue unir, em uma mesma trajetória, reflexões importantes da sociedade, desde interpretações sobre leis, direitos das mulheres e violência sob alguns pontos de vista até o infinito universo dos desejos ligados aos impulsos virtuais. A cineasta Julia Murat consegue, com sua poderoso protagonista (interpretada pela ótima Sol Miranda), nos levar a 100 minutos de impactantes diálogos e ações. Regra 34 é um filme que vagar a trespassar de nossas mentes; há uma reflexão metódico sobre os ótimos temas abordados, principalmente sobre as várias óticas da violência. O projeto faz segmento da seleção do Festival do Rio 2022 e também da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo do mesmo ano.
O Livro dos Prazeres (Globoplay)
Os medos e o duelo sobre a intimidade dentro de um renascer. Fundamentado na obra Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector, o longa-metragem O Livro dos Prazeres, dirigido por Marcela Lordy, é uma mergulho na vida de uma mulher livre que procura o entendimento de seus desejos por meio de situações em que transbordam suas emoções. Tendo lindas paisagens do Rio de Janeiro porquê projecto de fundo, vamos entendendo, aos poucos, essa poderoso personagem, que nos apresenta mais um trabalho irretocável de uma das grandes atrizes do cinema brasílico, Simone Spoladore.
Um Rebento Lítico (Prime Video)
A trajetória e as escolhas de uma das primeiras artistas do rock brasílico. O cenário músico brasílico é tão vasto e fascinante que, ao longo de todos esses anos, algumas produções nos mostram histórias bastante curiosas sobre os caminhos desses artistas. Um Rebento Lítico segue nessa traço, apresentando-nos mais profundamente o início, o meio e segmento do termo da trajetória de uma grande cantora, Celly Campello, que emplacou, logo de rosto, dois grandes sucessos que escutamos até hoje. Buscando, em pouco mais de 90 minutos de projeção, mostrar o que antes era um sonho e logo vira um estrondoso sucesso na vida da jovem cantora, que, ao lado do irmão Tony, conquistou o Brasil entre as décadas de 50 e 60. A direção é assinada por Luiz Alberto Pereira, que é de Taubaté, cidade onde Celly e Tony iniciaram seus primeiros passos na música.
Pureza (Globoplay)
A força e mandamento de uma mãe de muitos. Livremente inspirado em fatos reais, Pureza mete o dedo na ferida de um grave problema que acontece não só no Brasil, mas em vários lugares do mundo: o trabalho servo. Em um país onde a termo não vale zero, onde há depravação por todos os lados, o projeto traz à luz feridas em sincero de uma sociedade que tem muitas dificuldades em buscar seus direitos pela lei. Dirigido pelo cineasta Renato Barbieri, o filme teve exibição no Festival do RJ em 2019 e só agora, em 2022, consegue chegar aos cinemas brasileiros.
O Rio do Libido (Globoplay)
A angústia do libido. Tema de várias obras ao longo do desenvolvimento da humanidade, a traição, o libido e o paixão proibido se chocam em conflitos quase sempre amargurados, em que os pontos de vista se tornam estradas para reflexões. O Rio do Libido, do cineasta Sérgio Machado, nos leva para esse paralelo: uma jornada muito muito construída, objetiva, que procura gerar um recorte dentro do universo abstrato do libido na visão de um quadro amoroso. Fundamentado em um raconto chamado O Adeus do Comandante, da obra A Cidade Ilhada, do jornalista amazonense Milton Hatoum, o filme consegue dar vida e movimento a sentimentos conflitantes.
Mar de Dentro (Telecine)
Um poderoso recorte sobre a maternidade. Buscando trazer as transformações do corpo e da vida de uma poderoso protagonista, a cineasta gaúcha Dainara Toffoli nos coloca diante de várias questões que giram em torno da maternidade. Em incerteza sobre quase tudo que a tapume, a personagem principal, interpretada brilhantemente por Monica Iozzi, procura dar um passo de cada vez dentro de um universo de possibilidades. Seu tolerar vira luto em uma viradela que a trama nos apresenta, provocando um recorte cada vez mais íntimo de uma mulher em procura das melhores soluções dentro das variáveis que estão em seu presente.
Muito-Vinda, Violeta! (Aluguel do dedo)
Para relatar uma história, é preciso desprender-se da veras e embarcar na ficção? Partindo de uma estudo bastante ampla sobre o universo sempre peculiar do processo criativo, Muito-Vinda, Violeta!, inspirado no romance Serrania, do jornalista brasílico Daniel Galera, é um filme que navega nas turbulências emocionais de uma protagonista que se descobre em crise por meio da personagem que está criando para seu novo livro. Fernando Fraiha, um dos diretores do famoso programa Choque de Cultura, volta à direção de um longa-metragem de ficção, depois o ótimo La Vingança (2016), nesse filme que é pura reflexão sobre os sentidos da existência humana.
Animações nacionais
O protagonismo feminino também se faz presente no segmento de animações brasileiras destinadas ao público infantojuvenil, com cinco produções disponíveis na plataforma HBO Max:
O Mundo [Sem Filtro] de Any Malu
Com seu jeitinho único e sincero, Any Malu inspira todos a se expressarem sem susto e a enxergarem a vida com mais leveza e originalidade. A primeira YouTuber de animação criada no Brasil volta no dia 23 de março, na novidade série O Mundo [Sem Filtro] de Any Malu, no Cartoon Network e na HBO Max.
Turma da Mônica
Uma das personagens brasileiras mais icônicas, Mônica se destaca com sua personalidade, lucidez e liderança proveniente, mostrando que meninas podem ser determinadas e protagonistas das próprias histórias. Ao lado de seus amigos, ela reforça a relevância da paridade e do reverência.
Weeboom
Um rumo por vez: Wee, uma coelha verdejante corajosa, e Boom, um ser mitológico responsável pelos sons do mundo, saem em uma jornada para tomar pequenas criaturas mágicas que causam caos por onde passam. Além de evidenciar a amizade da dupla, a história apresenta Wee porquê uma personagem determinada, curiosa e destemida, reforçando a relevância da autonomia e da autoconfiança para garotas já nos primeiros anos de vida.
O Show da Luna!
Com sua mente curiosa e olhar circunspecto, Luna transforma o cotidiano em um laboratório de descobertas. Ao lado de seu irmão Júpiter e do leal hamster Cláudio, ela vive aventuras que revelam porquê as coisas funcionam. Seu excitação contagiante inspira crianças a explorarem o mundo ao seu volta e a nunca deixarem a curiosidade de lado, sempre buscando respostas para perguntas porquê: de onde veio a lua? Por que o firmamento é azul? O que é sisudez? Por que a globo pula? Ao lado de seus amigos, Luna mostra que a melhor experiência de todas é aprender!
Lupi & Baduki
Essa dupla tem uma amizade linda e improvável! Apesar das diferenças, Lupi (uma loba-guará extrovertida e enxurro de atitude) e Baduki (um tamanduá-bandeira imperturbado e observador) enfrentam juntos diversos desafios inusitados. Com espírito colaborativo, mas sem deixar de lado sua personalidade poderoso, Lupi se coloca no núcleo das decisões, mostrando sua coragem, lucidez e sensibilidade para resolver problemas. A personagem inspira crianças a confiarem em si mesmas, valorizando a autonomia, a originalidade e a força das meninas em suas próprias jornadas.
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