Master Case: Resguardo de Daniel Vorcaro formaliza proposta para informar PF e PGR
Nesta quarta-feira (6), a resguardo do empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, entregou os anexos de sua proposta de concórdia de delação premiada à Polícia Federalista (PF) e à Procuradoria-Universal da República (PGR), em Brasília. A entrega do material visa prosseguir na negociação de um concórdia de colaboração e ocorre em resposta a uma demanda das autoridades, que haviam rejeitado uma proposta prévio por considerá-la insuficiente.
O teor do concórdia de confissão e os requisitos
Segundo a Folha de S.Paulo, os documentos foram entregues por volta das 12h. e detalhar episódios específicos de irregularidades, a estrutura da trama, os nomes dos envolvidos e as provas que Vorcaro se compromete a apresentar. O g1 informou que o material foi entregue em pendrive e que o relator do caso no Supremo Tribunal Federalista (STF), ministro André Mendonça, já foi notificado.
As negociações entre a resguardo, a PF e a PGR terão agora porquê foco a redução do regime sancionatório e dos valores a serem reembolsados. Segundo Gerson Camarotti, do g1, o STF indicou que só aprovará a denúncia se houver a restituição imediata e totalidade do verba desviado em poder do ex-banqueiro, mesmo no exterior. O padrão de parcelamento, adotado na Operação Lava Jato, foi descartado. As autoridades também indicaram que Vorcaro não deveria receber perdão judicial por ter sido nomeado líder da organização.
O G1 destaca ainda que a proposta prévio, apresentada semanas detrás, foi rejeitada por não trazer inovações em relação ao que já foi desvelado pela “Operação Zero Compliance”. Naquela estação Vorcaro não havia mencionado nomes no topo da jerarquia. A PF continua examinando os oito celulares apreendidos do empresário, e o aparelho principal, com muro de 400 gigabytes e 8 milénio vídeos, já foi analisado.
Envolvimento de autoridades e repercussões
A disposição de Vorcaro em envolver outras pessoas é o ponto médio da negociação. A Folha revelou que os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, estão no meio das suspeitas por menções e conversas identificadas no celular do ex-banqueiro, embora ambos neguem ter cometido qualquer transgressão. As mensagens foram trocadas entre Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do empresário, 17 de novembro do ano pretérito. Aliás, o jornal O Orbe destacou que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, foi contratado pelo Banco Master por R$ 129 milhões entre 2023 e 2025.
O caso do Banco Master, cujos prejuízos são estimados em R$ 57 bilhões, repercutiu no Supremo. Durante audiência pública na Percentagem de Valores Mobiliários (CVM) na última segunda-feira (4), o ministro Flávio Dino comentou indiretamente o cenário, segundo a Folha. “Estou impressionado, e não é de hoje, estou em Brasília exercendo o incumbência desde 1999, nunca vi tantos elefantes pintados de azul desfilando por esta Esplanada. Tantas coisas absurdas. E a minha pergunta porquê servidor do Estado brasílio é: ninguém viu?” Dino questionou.
Tensões no Ministério Público Federalista
O curso do concórdia de delação premiada também gerou movimentações internas na PGR. A CNN Brasil noticiou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ordenou o esvaziamento da “Rede de Membros”, conjunto histórico de e-mails do Ministério Público Federalista (MPF). Por meio de portaria emitida em 30 de abril pelo vice-procurador-geral, Hindenburg Chateaubriand, o debate na rede limitou-se às dúvidas regulatórias, proibindo análises críticas.
Segundo a CNN, a medida ocorreu depois o prolongamento das críticas à direção da PGR, motivadas pelo temor de que potenciais pessoas denunciadas por Vorcaro não fossem denunciadas. Quatro procuradores teriam sido enviados ao Ministério da Gestão Interna depois críticas do grupo, um dos quais mencionou um whisky Macallan servido numa reunião em Londres com a presença de Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Paulo Gonet. A PGR disse à emissora que a mudança teve porquê objetivo segmentar e prometer a entrega das mensagens administrativas, já que o volume da lista anterior era excessivo.
Histórico de prisões
Daniel Vorcaro está represado na Superintendência da Polícia Federalista do Região Federalista desde o dia 19 de março, em quartinho generalidade, por decisão do ministro André Mendonça. Antes de concordar a enunciação, o ex-banqueiro passou três dias solitário, sem ouvir vozes humanas, e 13 dias sem tomar sol.
Ele havia sido represado pela primeira vez no dia 17 de novembro, quando tentava viajar para o exterior no aeroporto de Guarulhos. Solto dez dias depois, ele foi recluso preventivamente novamente no dia 4 de março durante a Operação Zero Compliance, que investiga fraudes e também afetou funcionários do Banco Mediano. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também foi represado durante a investigação, trocou recentemente as defesas para fechar seu próprio concórdia judicial.
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