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Escândalo do Banco Master: Lula culpa gestão de Bolsonaro enquanto oposição mira no PT

Escândalo do Banco Master: Lula culpa gestão de Bolsonaro enquanto oposição mira no PT

Escândalo do Banco Master: Lula culpa gestão de Bolsonaro enquanto oposição mira no PT

Nesta sexta-feira (20), a iminência de congraçamento de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente suspenso nas instalações da Polícia Federalista em Brasília, mobiliza a máquina política e jurídica do país. Enquanto o governo federalista traça estratégias para isolar o Planalto do escândalo do Banco Master, atribuindo suas origens à gestão anterior, a oposição e a Polícia Federalista aprofundam o escrutínio sobre os vínculos da instituição com figuras centrais da República, incluindo ministros de Estado, familiares do presidente e membros do Supremo Tribunal Federalista (STF).

A estratégia “Bolsomaster”
Diante do progresso da Operação Compliance Zero, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma frente para tentar neutralizar o desgaste causado pelo caso. Segundo informações do blog da jornalista Clarissa Oliveira, da CNN Brasil, a ordem interna é publicar nas redes sociais e nos discursos dos aliados a narrativa do “Bolsomaster”, movimento promovido por nomes uma vez que o do ministro da Secretaria-Universal da Presidência, Guilherme Boulos.

A tese do governo se baseia no vestuário de que o incremento depressa do Banco Master ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Em prova desta quinta-feira (19), divulgado pelo jornal O Mundo, Lula atacou diretamente o ex-presidente da República e ex-presidente do Banco Médio (BC), Roberto Campos Neto. “Esse Banco Master é o ovo da ofídio de Bolsonaro e Campos Neto. E não deixaremos pedra sobre pedra”, disse o presidente.

O argumento mediano é que a transferência do controle societário do logo Banco Máxima para Daniel Vorcaro ocorreu em 2019, com autorização do BC. O governo alega que Campos Neto ignorou alertas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sobre a expansão da instituição com ativos obscuros. O Banco Master só foi liquidado em novembro de 2025, já sob a gestão de Gabriel Galípolo no Banco Médio. Campos Neto, até o momento, não é investigado pela Polícia Federalista.

Vínculos com o PT e o contra-ataque da oposição
A tentativa de distanciamento esbarra em ligações entre membros do governo e investigados. A CNN Brasil destaca a preocupação específica com a fileira baiana do Partido dos Trabalhadores (PT). Augusto Lima, sabido uma vez que Guga Lima, ex-sócio de Vorcaro, mantém relações que envolvem o ministro da Moradia Social, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Nos bastidores, discute-se a possibilidade de Guga Lima também buscar uma colaboração premiada.

A eclosão da crise forneceu munição à oposição. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou publicamente a investigação dos ministros de Lula, citando o próprio Rui Costa. A oposição também explora o vestuário de Lula ter recebido Vorcaro fora da agenda solene no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, em reunião que teria sido mediada pelo ex-ministro da Quinta, Guido Mantega.

O jornal O Mundo aponta ainda que o maior dano à imagem do Planalto nas redes sociais vem dos supostos relacionamentos mantidos por Fábio Luís Lula da Silva, sabido uma vez que Lulinha, rebento do presidente, com Daniel Vorcaro. Na superfície jurídica, os adversários se concentram nas menções aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que surgiram no contexto do escândalo.

O operador financeiro e o cerco à PF
Paralelamente à disputa narrativa, a Polícia Federalista avança no núcleo operacional do esquema. Segundo a Folha de S. Paulo, as atenções estão voltadas para Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e indigitado uma vez que seu principal operador financeiro. Recluso desde março por ordem do ministro do STF André Mendonça, Zettel está suspenso no Presídio Federalista de Brasília (Papuda).

A PF compara as mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro com violações de sigilo de dados para investigar repasses a políticos e possíveis contratos fictícios. Entre os nomes citados nos diálogos está o do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em nota, o senador negou saber Zettel e afirmou nunca ter recebido pagamentos do grupo.

As investigações da Folha também apontam suspeitas sobre fundos controlados por Zettel ligados ao balneário Tayayá. Uma empresa da família do ministro Dias Toffoli já era sócia da empresa e vendeu cotas para o fundo Arleen, ligado à rede Master. Toffoli afirmou em fevereiro que não conhece Zettel e negou ter recebido moeda.

A polícia está investigando Zettel por intermediar pagamentos à milícia privada de Vorcaro, chamada “La Margem”, e por simular contratos, uma vez que o que envolve Belline Santana, funcionária aposentada do Banco Médio. Atualmente há três investigações principais em curso, sem prazo definido para sua desenlace.

Haddad se lança no governo de São Paulo
Em meio à intensificação da crise em Brasília, a liderança do PT deslocou o tabuleiro eleitoral para 2026. Conforme noticiou o jornal O Mundo, o partido oficializou, na noite desta quinta-feira (19), a pré-candidatura do ministro da Quinta, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo.

O evento de lançamento aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, e reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros uma vez que Luiz Pelágico, Guilherme Boulos e Camilo Santana. Lula declarou que convenceu Haddad a entrar na disputa devido à “grave” situação política do país. O ministro da Quinta, que repetirá o embate há quatro anos contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicano), afirmou que apresenta “um bom projeto” para promover um “despertar” do povo paulista.

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