Lorenzo Pazolini renuncia à Câmara Municipal de Vitória para concorrer ao Governo do Estado
Na manhã desta quarta-feira (1), o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), apresentou oficialmente seu pedido de repúdio ao missão. A decisão, que entrará em vigor a partir do próximo sábado (4), visa satisfazer o prazo legítimo para descompatibilização da Justiça Eleitoral, permitindo a pré-candidatura ao Governo do Espírito Santo nas eleições deste ano.
A fenda do processo de transição ocorre logo depois a entrega do Meio Municipal de Assistência Social e Esporte do Jardim Camburi, bairro que abriga o maior escola eleitoral do estado.
Base jurídica
Na epístola, Pazolini fundamenta sua decisão no cláusula 109 da Lei Orgânica do Município de Vitória. O texto da epístola de repúdio destaca que o ato é praticado de forma expressa, solene, irrevogável e irretratável, estabelecendo o dia 4 de abril de 2026 porquê data em que a saída passará a vigorar.
O documento reforça ainda que a medida atende aos fins previstos no cláusula 14, § 6º, da Constituição da República, sendo formalizada no estrito cumprimento da ordem constitucional e do regime jurídico aplicável à inabilitação eleitoral. O prefeito também expressou seu reconhecimento institucional ao Poder Legislativo.
Sucessão e posse do novo prefeito
Com a repúdio efetivada a partir do dia 4, o missão de prefeito é proferido vago. O comando do município passará para as mãos da atual vice-prefeita, Cris Samorini (PP).
O presidente da Câmara, Anderson Goggi, esclareceu o rito de sucessão dos vereadores, informando que não haverá descontinuidade administrativa, uma vez que o plenário já o havia assumido anteriormente. Segundo ele, o Legislativo passará a ser responsável exclusivamente pela organização de uma sessão solene de posse definitiva de Samorini porquê encarregado do Executivo municipal.
Retraimento da Polícia Social
Uma vez que representante de curso, Pazolini precisou proferir sua situação funcional com a Polícia Social. Caso simplesmente renunciasse ao missão de prefeito, o representante teria que comparecer imediatamente à corporação e poderia ser eleito para qualquer delegacia do estado durante o período pré-eleitoral.
Para superar a situação e dar o tempo necessário à campanha, Pazolini solicitou, no dia 22 de janeiro, o mercê de três meses de férias adicionais, recta reservado aos servidores estaduais com mais de dez anos de serviço. O pedido foi atendido no dia seguinte. Portanto, o retraimento policial terá início na próxima segunda-feira, 6 de abril, primeiro dia útil depois o término do período de descumprimento.
Movimentos políticos e história.
A saída da Câmara Municipal é o culminar de um projeto político que se construía claramente. Desde janeiro de 2025, o presidente intensificou as viagens ao interno do Espírito Santo no ritmo pré-campanha. Entre as agendas estão visitas a Venda Novidade do Imigrante e Fortaleza, última cidade natal do atual governador Renato Casagrande (PSB). Nessas reuniões ele foi escoltado pelo deputado federalista Evair de Melo (PP) e pelo prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB).
A associação com Arnaldinho Borgo veio à tona no dia 6 de fevereiro, durante o primeiro dia de desfiles no Sambão do Povo. O prefeito Canela-Verdejante, até logo coligado de Casagrande, sinalizou união com Pazolini, gerando meses de especulações nos bastidores sobre quem seria o candidato ao Governo e quem buscaria uma vaga no Senado. A incerteza chegou ao termo na semana passada, quando Borgo anunciou que continuará no comando da Câmara Municipal de Vila Velha, se aproximando do Palácio Anchieta e deixando o caminho livre para o republicano de maioria estadual.
Lorenzo Pazolini encerra seu ciclo no Executivo da capital depois vencer duas eleições consecutivas. Em 2020 e 2024, derrotou nas urnas o ex-prefeito João Coser (PT). Antes de assumir a gestão de Vitória em 2021, o político ocupou o missão de deputado estadual e atuou porquê encarregado da Delegacia Especializada de Proteção à Moçoilo e ao Juvenil (DPCA).
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