Brasil e EUA estabelecem prazo de 30 dias para desbloquear negócio posteriormente reunião entre Lula e Trump
Posteriormente a reunião de três horas na Morada Branca na última quinta-feira (7), os governos do Brasil e dos Estados Unidos começaram a desenvolver uma agenda técnica focada na solução de impasses comerciais e na ampliação da cooperação em segurança e vigor. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump instruíram suas equipes ministeriais a apresentar, no prazo de 30 dias, propostas para resolver disputas tarifárias e investigações sobre práticas comerciais desleais.
Mudança de humor e bases políticas
Segundo informações de Gustavo Uribe, da CNN Brasil, o assessor peculiar para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, avaliou que o “clima mudou” entre as duas nações. Para Amorim, o resultado do encontro foi positivo e criou as bases políticas necessárias para o diálogo em diversas frentes.
O ex-chanceler disse à CNN que o caminho entre os dois países está “asfaltado” e que, a partir de agora, cabe aos ministros e técnicos erigir acordos específicos.
Prazo para tarifas e investigação mercantil
Segundo o jornalista Pedro Rafael Vilela, da Filial Brasil, o principal resultado inesperado é a geração de um grupo de trabalho. Lula propôs que técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços do Brasil e do Departamento de Negócio dos Estados Unidos busquem um consenso sobre a Seção 301 da Lei de Negócio dos EUA.
O procedimento dos EUA questiona o Brasil por suposta concorrência desleal em questões porquê:
- Tarifas de etanol;
- Desmatamento ilícito;
- Proteção da propriedade intelectual.
Lula afirmou, em entrevista coletiva na embaixada brasileira, que a questão do sistema de pagamentos Pix não foi mencionada na reunião. “Quem erra cederá. Se tivermos que ceder, cederemos”, declarou o presidente brasílico sobre as negociações tarifárias.
Cooperação contra o transgressão organizado
Na próxima semana o governo brasílico lançará um novo projecto de combate ao transgressão organizado. Segundo a Filial Brasil, Lula e Trump concordaram em cooperar para sufocar financeiramente organizações criminosas transnacionais.
O Ministro da Rancho, Darío Durigan, informou que a Rancho Federalista do Brasil e as autoridades norte-americanas realizarão operações conjuntas para bloquear o contrabando de armas e o tráfico de drogas sintéticas. O governo dos EUA está atualmente a considerar nomear as facções brasileiras porquê grupos terroristas, uma medida que o Brasil vê com cautela devido aos riscos para a soberania.
Investimentos, geopolítica e sanções judiciais
Durante a reunião, o presidente Lula destacou o potencial do Brasil na exploração de minerais críticos. O Brasil possui a segunda maior suplente de terras raras do mundo (21 milhões de toneladas).
“O que não queremos é sermos meros exportadores dessas coisas. Queremos um processo de transformação interna”, afirmou Lula, citando a recentemente aprovada Política Pátrio de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
Em relação à economia do dedo, segundo a Filial Gov, Lula condicionou a instalação de novos data centers no Brasil à produção própria de vigor por empresas de investimento, apontando para a soberania dos dados e a transição energética.
Em termos globais, Lula reforçou sua postura dialógica em relação ao perfil de Trump. Segundo a Filial Gov, o brasílico sugeriu ao republicano a ampliação do Parecer de Segurança da ONU, citando países porquê Índia, Alemanha, Japão e nações africanas porquê candidatos a membros permanentes.
Lula também relatou ter ouvido do tradutor que Trump “não pensa em invadir Cuba”, o que considerou um sinal positivo para o diálogo na região. Sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente brasílico reiterou que “o diálogo é muito mais barato e mais eficiente” do que o conflito armado.
Um ponto sensível da agenda foi a entrega de uma lista de autoridades brasileiras cujos vistos foram cancelados pelos Estados Unidos devido a desenvolvimentos legais no Brasil. Entre os nomes citados por Lula estão ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF) e parentes de autoridades, porquê a filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de 10 anos.
Impacto político
Segundo investigação da Folha de S.Paulo, os acontecimentos políticos apontam para leituras divergentes entre o governo e a oposição. Aliados de Lula avaliam que o encontro isola o “bolsonarismo”, já que o PT conseguiu estabelecer uma relação direta e produtiva com Trump, quebrando o monopólio do diálogo que a direita afirmava ter.
Setores de direita minimizaram a reunião. O influenciador Paulo Figueiredo e outros críticos apontaram a mudança de sítio da coletiva de prelo, que aconteceu na embaixada e não no Salão Oval, porquê um sinal de que a “química” entre os líderes não teria sido tão poderoso quanto o governo brasílico anunciou.
A delegação brasileira, formada por cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federalista, Andrei Rodrigues, retorna ao Brasil nesta sexta-feira (8).
Share this content:



Publicar comentário