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Super El Niño traz risco de calor extremo, seca e aumento de casos de dengue ao Espírito Santo – Em Dia ES

Super El Niño traz risco de calor extremo, seca e aumento de casos de dengue ao Espírito Santo – Em Dia ES

Super El Niño traz risco de calor extremo, seca e aumento de casos de dengue ao Espírito Santo – Em Dia ES

O Espírito Santo começará a sentir os impactos do fenômeno climatológico espargido uma vez que Super El Niño a partir de agosto deste ano, com efeitos previstos para perseverar até abril de 2027. As mudanças climáticas, causadas pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, aumentarão as temperaturas médias do estado e terão consequências diretas para a população, uma vez que aumento da dengue, secas prolongadas, risco de incêndios florestais e aumento na conta de luz. As projeções foram detalhadas pela Resguardo Social estadual e nortearam, na última terça-feira (14), a primeira reunião do Núcleo Integrado de Comando e Controle, criado pelo governo estadual para coordenar a força-tarefa de mitigação de danos.

Alerta de saúde e calor extremo
O aumento das temperaturas favorece o ciclo de vida do mosquito transmissor da dengue, o que pode resultar no aumento de casos da doença no estado, segundo o Coronel Benício Ferrari, da Resguardo Social do Estado. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) já havia alertado em nota do dia 8 sobre essa possibilidade.

Modelos de previsão indicam que, entre agosto e setembro, a temperatura no Espírito Santo deverá permanecer tapume de dois graus supra da média. Há também a possibilidade de recordes de calor caso o fenômeno continue intenso no início do próximo ano, principalmente em meses tradicionalmente quentes uma vez que janeiro, fevereiro, março e abril.

“Estamos falando cá de agosto e setembro, que não são os meses mais quentes do ano. Logo, por enquanto, não esperamos que as temperaturas batam recordes absolutos, mas, para o período, talvez”, explicou Ferrari à Folha Vitória.

Em relação ao próximo ano, ele considera: “Se ainda continuar no início do ano que vem, ainda dá muito tempo para sermos assertivos sobre o que esperar. Se continuar intenso e trazer efeito de temperaturas médias mais altas em janeiro, fevereiro, março e abril, que tendem a ser meses muito quentes, poderemos ter recordes de temperatura, mas ainda é cedo para expressar isso.”

Outro impacto climatológico esperado são as ondas de calor. O coronel explica que elas ocorrem quando um sistema de subida pressão atua sobre uma região, bloqueando a passagem de frentes frias e mantendo o ar mais quente nas áreas mais baixas. O calor intenso aumenta os riscos para a saúde, afetando principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.

Risco de incêndios florestais
Os períodos de El Niño trazem um aumento histórico nas tendências de incêndios florestais. A Resguardo Social ressalta que as chamas não surgem espontaneamente, sendo sempre resultado da ação humana, seja ela premeditado ou fortuito. Porém, as condições climáticas previstas (pouca chuva, baixa umidade relativa, altas temperaturas, ventos fortes e subida incidência de radiação ultravioleta) funcionam uma vez que catalisadoras para a rápida propagação do incêndio. A fumaça gerada compromete a qualidade do ar nas cidades e agrava doenças respiratórias.

“O risco de incêndio se deve a uma série de fatores, e muitos deles vão se juntar: subida temperatura, baixa umidade, muitos dias sem chuva, vegetação seca. Tudo isso favorece o risco de incêndio, mas os incêndios começam porque alguém colocou incêndio em alguma coisa, propositalmente ou acidentalmente”, destacou o coronel.

Seca prolongada e impactos na lavoura
Diferentemente da região Sul do Brasil, onde o El Niño tende a originar chuvas excessivas, no Espírito Santo o principal duelo será um longo período de seca. O impacto, no entanto, será sentido de forma desigual entre as regiões do Espírito Santo.

As regiões Setentrião e Noroeste, que já enfrentam secas frequentes entre junho e setembro, apresentam maior resiliência estrutural, com propriedades mais muito preparadas para armazenamento de chuva e maior percentual de rega. Por outro lado, as regiões Serrana e Sul poderão tolerar impactos mais severos por não estarem tão adaptadas.

“O Setentrião do Estado já tem secas mais frequentes. Já tem disponibilidade hídrica que fica comprometida todos os anos durante a seca normal, de junho a setembro. Mas, por conta disso, também é uma região mais preparada para permanecer sem chuva, logo armazena mais chuva e as propriedades ficam mais irrigadas. É uma região que sofre muito, mas, portanto, também é mais resiliente. As regiões Serrana e Sul do Estado podem tolerar com essa seca do El Niño, mas não estão tão preparadas. O percentual de propriedades rurais com aproximação à rega é menor, logo eles podem tolerar mais”, detalhou o coronel Benício Ferrari.

A seca afeta diretamente a economia capixaba. A falta de chuva compromete a floração das vegetais e o desenvolvimento dos frutos, além de proporcionar o desenvolvimento de pragas, do qual metabolismo é apressurado pelo calor. A expectativa de queda nas colheitas de moca conilon e arábica já influencia o mercado e pressiona os preços dos víveres.

Conta de luz mais rosto e chuvas intensas isoladas
Os consumidores também devem sentir o peso do maravilha nos seus bolsos. Porquê a maior secção da virilidade elétrica brasileira é gerada por hidrelétricas, a redução dos níveis dos reservatórios exige o acionamento de usinas termelétricas, que têm um dispêndio operacional significativamente maior.

“Precisamos armazenar chuva. A prioridade da chuva não é a geração de virilidade, mas a suplente para abastecer as pessoas. Não é verosímil gerar a mesma quantidade de virilidade hidrelétrica e agora é preciso recontar com a virilidade termelétrica, que é mais rosto. Logo, é verosímil sim, impactar na conta de virilidade”, confirmou Ferrari.

Apesar da previsão preponderante de seca, o Super El Niño também pode gerar comportamentos contraditórios no estado: longos períodos de seca intercalados com chuvas muito intensas e concentradas em curtas janelas de tempo. À medida que o solo sequioso perde secção da sua capacidade de sorver chuva, o risco de cheias, inundações e deslizamentos de terras aumenta consideravelmente, mormente nas zonas urbanas mais vulneráveis.

Seguimento científico e ações governamentais
A intensidade do atual evento climatológico tem chamado a atenção da comunidade científica. Na semana centrada em 8 de julho, a região equatorial do Pacífico conhecida uma vez que Niño 3,4 (principal termômetro do fenômeno) registrou um aquecimento de +2,0°C segundo a régua tradicional do Índice Niño Oceânico (ONI), nível associado a um Super El Niño. Usando a novidade metodologia, o Índice Niño Oceânico Relativo (RONI), que desconta o aquecimento universal dos mares tropicais, a mensuração foi de +1,3°C.

Segundo a sucursal norte-americana NOAA, há 81% de chance de o El Niño atingir a categoria “muito poderoso” entre outubro e dezembro de 2026. No Brasil, o documento “Pintura El Niño 2026-2027, Boletim Mensal nº do centro-norte do país no segundo semestre do ano.

Diante do cenário, o Governo do Estado publicou decretos voltados à segurança hídrica e à prevenção de incêndios. Na primeira reunião do Núcleo Integrado de Comando e Controle (CICC), realizada nesta terça-feira (14), foi definida a geração de dois centros técnicos de monitoramento semanal: um para seca e outro para incêndios florestais. Um terceiro núcleo, voltado para chuvas intensas, poderá ser acionado se necessário.

Cooperação e adaptação
A Resguardo Social orienta a população a adotar medidas de contingência, uma vez que poupar rigorosamente chuva, respeitar as restrições de rega das lavouras e o correto descarte de resíduos, além de evitar qualquer tipo de incêndio.

Os especialistas salientam que a adaptação climática deve ser incorporada no planeamento urbano e na gestão de riscos. No campo, a recomendação é investir em tecnologias eficientes de rega, restaurar nascentes e proteger áreas de conservação. Nas cidades, soluções baseadas na natureza, uma vez que a recuperação de matas ciliares e a ampliação da cobertura vegetal, são essenciais para reduzir ilhas de calor e prevenir inundações. As empresas também são instadas a adotar práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) para aumentar a resiliência dos seus negócios face a eventos climáticos extremos.

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